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Síndrome do ninho vazio


Não é surpresa que um dia o filhote vai deixar o lar para seguir o próprio caminho. Mesmo assim, muitos pais entram em depressão. Para isso não acontecer com você, é preciso ter algumas estratégias.

Síndrome do ninho vazio

Ficar triste porque ele foi embora é perfeitamente natural, esperado, mas permitir que a sensação se prolongue é perigoso. Desânimo, ansiedade, angústia e estresse são sintomas da chamada Síndrome do ninho vazio. O problema ainda leva muitas mães perderem o controle a ponto de invadirem a privacidade de seus filhos e visitá-los com frequência para conferir se precisam de algo. “O importante é se perguntar se a preocupação é real ou apenas mais uma manifestação da sua ansiedade de separação. Se houver motivos para se preocupar, aja para resolver suas dúvidas e não para criar outras que não existem”, alerta Armando Ribeiro.

Desapegar não é tarefa fácil. Por isso é que muitos pais sofrem ao ver o filho sair de casa para estudar, trabalhar ou casar. O misto de orgulho com o aperto no peito e a sensação de vazio faz com que pensamentos de felicidade e angústia deixem a cabeça a mil. Esse turbilhão de emoções é normal, mas para não se abalar além da conta, correndo risco de ter depressão,inclusive, é preciso que os pais se preparem para este momento. “Uma das melhores formas de fazer isso é não perpetuar a relação infantil. Ou seja, entender que quando os filhos crescem nos tornamos pais de pessoas diferentes, mais maduras e que devem ser tratadas como tal”, indica Ana Paula Magosso, psicóloga. Veja outras maneiras de como lidar com a situação para que a saída do filho aconteça da melhor maneira possível para você e para ele.

Jamais esqueça que, apesar dele ter ido embora, continua sendo seu filho: nada vai mudar o fato de que ele é e sempre será o seu “bebê”, mas é preciso permitir que ele viva suas próprias experiências e trace seu caminho para construir a vida. “É fundamental que a mãe perceba que mesmo o filho tendo crescido, o amor não diminuiu, só a forma de demonstrá-lo é que mudou”, cita Ana Paulo.

Entenda que ele não é sua propriedade: muitos pais se doam a tal ponto que chegam a não saber quem são depois que os filhos vão embora. “É preciso respeitar a individualidade deles. Saber que amar é aprender a lidar com os limites da separação e com a distância que a vida impõe” explica Armando Ribeiro, psicólogo.

A mudança traz vários benefícios: ninguém quer cuidar de uma criança a vida toda. O papel mais importante dos pais é quando eles veem os resultados do seu esforço, quando percebem que seus filhos se tornaram pessoas plenas e responsáveis. Senda assim, quando bater aquela saudade que chega a doer ou a sensação de abandono, pense que se o seu filho tomou a decisão de partir foi por sua causa, porque você o ensinou a crescer e experimentar o mundo.

Aproveite a aquisição de tempo livre: às vezes é difícil encarar as mudanças quando nos deparamos com elas, mas nada de ficar sentada no sofá vendo a vida passar. Que tal fazer aquilo que você sempre quis, mas nunca pode? Recomece um curso que parou, programe uma viagem, saia para se divertir e dedique mais tempo à você. Tudo isso vai ajudar a diminuir o vazio que está sentindo e deixar seu filho despreocupado e feliz com você.

Fonte: Revista 7 dias com você

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