segunda-feira, setembro 30, 2013

Interfaces entre as neurociências e a Terapia Cognitivo-Comportamental

CENEC
Centro de Estudos em Neurociências "Prof. Dr. Raul Marino Jr."
Instituto Neurológico de São Paulo - INESP
Curso de Especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental



O Prof. Armando Ribeiro foi convidado para ministrar a aula "Interfaces entre as neurociências e a Terapia Cognitivo-Comportamental" na 1a. turma do curso de especialização em Terapia Cognitivo-Comportamental do Centro de Estudos em Neurociências "Prof. Dr. Raul Marino Jr.", em São Paulo - SP. O Prof. Armando Ribeiro possui estudos na área de neurociências do comportamento, principalmente da especialização em neuropsicologia pelo departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e aprimoramento em reabilitação cognitiva pelo Centro de Estudos em Neurociências, além da experiência de 15 anos no ensino, pesquisa e supervisão clínica de Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) nos principais cursos de formação do país (ex. AMBAN-IPQ-HCFMUSP, Unidade de Medicina Comportamental da UNIFESP, ICTC, IPTC, entre outros) e participação nos congressos da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) e Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC). Estreitar o diálogo entre as neurociências e as psicoterapias é um desejo antigo, motivado pelas evidências científicas da eficácia da TCC no tratamento de transtornos mentais e do comportamento.



Os alunos do curso de especialização são estimulados a refletir criticamente sobre a importância para a prática da psicologia clínica / psicoterapia (TCC) das bases neurobiológicas do comportamento humano.



O Prof. Armando Ribeiro apresentou o estado da arte dos principais estudos sobre o impacto da psicoterapia (TCC) nas alterações neurobiológicas. Os principais transtornos mentais e do comportamento (ex. depressão, pânico, ansiedade, TEPT, TOC, TDAH e etc.) já possuem uma ampla base de pesquisas sobre o efeito da psicoterapia e farmacologia nestas condições. Também foram discutidas a importância de uma conceitualização cognitiva ampla, além das novas estratégias terapêuticas que podem ser associadas a TCC (ex. mindfulness, neurofeedback, biofeedback, entre outros).

sexta-feira, setembro 27, 2013

Estresse pré-vestibular e Meditação para crianças no 2º CONCRIAD



O 2º Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Terapia Cognitiva da Infância e Adolescência (CONCRIAD) acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de novembro de 2013, no centro de eventos do Hotel Pestana, Curitiba / Paraná.




O Prof. Armando Ribeiro é um dos palestrantes confirmados para o 2º CONCRIAD. Ele ministrará um mini-curso com o tema "Enfrentando o estresse pré-vestibular com o auxílio do biofeedback. Papel do adolescente, da família e das escolas / cursinhos", além da conferência "É possível ensinar meditação para as crianças?".

Sobre o mini-curso "Enfrentando o estresse pré-vestibular"

O curso abordará brevemente as estratégias psicoterapêuticas, baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental, através da utilização do treino comportamental por biofeedback / neurofeedback, além de técnicas de relaxamento (ex. relaxamento muscular progressivo de Jacobson, relaxamento autógeno de Schultz), respiração diafragmática e práticas meditativas (ex. mindfulness), para avaliação e gerenciamento do estresse em adolescentes que prestarão o processo vestibular para acesso há uma vaga na faculdade / universidade. Serão discutidas a importância da avaliação dos sintomas de estresse pré-vestibular e os efeitos do estresse crônico sobre o desempenho cognitivo, o papel dos pais e familiares / adolescentes e também sobre a necessidade das escolas e cursinhos em promoverem uma maior discussão sobre a gestão do estresse pré-vestibular e desenvolvimento de parcerias com psicólogos clínicos e escolares para suporte nesta fase.

Entrevistas na TV sobre estresse pré-vestibular:

Programa Papo de Mãe - TV Brasil (no prelo)
Programa Sala Ultra - TV Gazeta


quarta-feira, setembro 25, 2013

Boreout: quando o estresse aborrece - VocêRH




Boreout: quando o estresse aborrece
Invisível aos olhos, o problema é apenas detectado quando atinge níveis intoleráveis. Como combatê-lo?

Por Armando Ribeiro das Neves Neto em 10.08.2012

Há algum tempo, organizações de todo o mundo estão se tornando conscientes do papel do estresse ocupacional e da qualidade de vida no trabalho como fatores que deveriam estar alinhados ao planejamento estratégico, gerando maior produtividade, competitividade e diminuindo custos, acidentes, etc.

O estresse ainda é um dos vilões do mundo corporativo atual. Invisível aos olhos, o problema é apenas detectado quando atinge níveis intoleráveis, aparecendo nas despesas médicas, na alta rotatividade e gerando conflitos interpessoais nas equipes. Dados de 2005 já apontavam para uma perda anual de 300 bilhões de dólares nos Estados Unidos com despesas relacionadas ao estresse excessivo.

Em uma das analogias mais sonoras sobre o estresse ocupacional, ele é comparado ao exagero no estiramento das cordas de um violino, ao ponto de comprometer o som do instrumento e a própria vida útil delas. Realmente, pressionar exageradamente os colaboradores, com múltiplos papeis, sobrecarga de trabalho e tensão disfuncional contribuirá para a criação de um ambiente exaustivo e tóxico. Mas, a complexidade do mundo atual traz novos desafios, incluindo o estresse que é resultado do oposto da tensão disfuncional, denominado por boreout, sendo o presenteísmo um dos seus aspectos mais conhecidos em nosso meio.

O ambiente de trabalho aborrecedor, com metas muito abaixo da capacidade dos trabalhadores, tarefas monótonas e repetitivas e sem colaboradores alinhados à cultura organizacional, representará uma folga nas cordas do violino tão impactantes quanto o excesso de estiramento.

Na verdade, ocorre que sofremos de uma grave desafinação nos ambientes corporativos modernos. Nossos maestros padecem pelo excesso de tensão, mas também pela falta da disciplina e do compromisso com os valores essenciais da organização. A quinta sinfonia de Beethoven vem soando mais como um desses hits "tchu, tchu, tchu, tcha, tcha, tcha" que alcançam sucesso comercial, mas com pouca chance de serem lembrados em futuro bem próximo. Então, só resta refletir: o que os líderes, realmente, desejam alcançar com seus colaboradores?

Mesmo em 1908, pesquisadores apontavam para a importância do equilíbrio entre estresse e produtividade, sendo que muito estresse compromete a saúde e a competitividade das organizações. Por outro lado, pouco estresse gera indisciplina, monotonia e desinteresse que também pode afrouxar, em demasia, as cordas do violino organizacional.

Curiosamente, vivemos em uma cultura que impulsiona situações e momentos de dispersão mental, ao passo que os mais recentes achados da psicologia sustentam que as atividades que exigem atenção, e que são desafiantes (mas não fora do alcance), aumentam a sensação de felicidade, maximizando o bem-estar emocional.

Alguns levantamentos internacionais apontam em até 87% a porcentagem de trabalhadores descrevendo-se pouco (ou nada!) ligados à sua empresa. O desafio atual dos gestores, portanto, é afinar o instrumento, proporcionando um ambiente de trabalho cada vez mais dinâmico e encorajador, mas tomando todo o cuidado para não perder o tom.

Armando Ribeiro das Neves Neto é professor do Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa

Fonte: VocêRH

Neuromanagement - Blog da Harvard Business Review Brasil



Neuromanagement

Escrito por:
Armando Ribeiro das Neves Neto
21/08/2012

As escolas de negócios ao longo da história rapidamente evoluíram de uma arcaica administração empírica, baseadas em ideias preconcebidas e aprendizagem por ensaio e erro, para uma administração científica, que deve se sustentar no método científico, buscando aprimorar o comportamento organizacional, deslocando o foco do ensino considerado tradicional para uma pedagogia centrada no aluno e na reflexão crítica de casos reais. O estudo de casos da escola de direito da Universidade de Harvard (EUA) e a aprendizagem baseada em problemas da escola médica da Universidade McMaster (Canadá) romperam corajosamente com os modelos de ensino–aprendizagem clássicos, tornando-se ícones de uma educação vitoriosa e de vanguarda.

Na era da informação, velocidade nem sempre equivale à capacidade de análise crítica e de resolução eficaz de problemas pouco estruturados ou à tomada de decisões. Se no passado, o aluno era avaliado principalmente pelo acúmulo e aprendizagem de conteúdos estanques e independentes, o presente demanda visão sistêmica, transdisciplinaridade e competências múltiplas, lembrando-nos de referenciais como Leonardo Da Vinci ou Steve Jobs.

Quando nos anos entre 1990-1999 foi declarada a “Década do Cérebro” pelo governo norte-americano, investimentos e o fomento das pesquisas sobre cérebro deram um importante impulso ao desenvolvimento das neurociências. Os resultados foram aplicados aos campos da medicina, farmacologia, bioética e humanidades. Passamos a encontrar desdobramentos desses achados, que incluíam o cérebro em seus campos de estudo, tais como o chamado neuromanagement.

Apesar do crescimento considerável de estudos sobre o cérebro e o comportamento, nas escolas de negócios brasileiras, o cérebro ainda é um ilustre desconhecido. Os principais livros-texto de comportamento organizacional e de psicologia aplicada à administração, ainda não trataram de incluir o cérebro como fonte de estudo dos futuros gestores. Tomada de decisões, motivação, emoção, percepção, personalidade, comunicação interpessoal, trabalho em equipe ainda são estudados sem base no cérebro. Por exemplo, a hierarquia de necessidades de Maslow é ainda para muitos estudantes a melhor teoria para a compreensão da motivação humana ou mesmo ignorando as descobertas do Nobel de Economia, Daniel Kahneman, que colocam em xeque a supremacia do pensamento racional nos processos de tomada de decisões.

O Neuromanagement aplica as neurociências cognitivas ao comportamento organizacional, ao invés de enfatizar uma educação tradicional baseada no armazenamento de informações na memória de longo prazo. Focalizaremos cada vez mais em uma aprendizagem centrada no aluno, capaz de desenvolver as “funções executivas” tais como: flexibilidade cognitiva, pensamento crítico e planejamento.

O desafio atual é tornar o cérebro do executivo o protagonista de seu próprio desenvolvimento. Professores exercerão cada vez mais o papel de “coach” e as aulas serão baseadas em resolução eficaz de problemas. Administrar cérebros se tornará a busca pelo equilíbrio entre a razão e a emoção.

Armando Ribeiro das Neves Neto
Professor de Psicologia Aplicada à Administração do Instituto de Ensino e Pesquisa Insper

Fonte: Blog da HBR Brasil

terça-feira, setembro 24, 2013

Neurociências aplicadas à Administração

 
Neurociências aplicadas à Administração

Prof. Armando Ribeiro ministrando à disciplina de Psicologia Aplicada à Administração do curso de Administração do Instituto de Ensino e Pesquisa -Insper, em 2012, foi um dos precursores da aplicação das neurociências ao estudo da Administração de Empresas e "Business School" do país. (Foto: Arquivo Pessoal). Como o comportamento organizacional é multifatorial, as neurociências são um dos caminhos importantes para a compreensão do homem no trabalho. Ao discorrer sobre as emoções no trabalho e a importância do estudo da Múltiplas Inteligências, inclusive da Inteligência Emocional, os alunos aprendem conceitos básicos de "neuroaprendizagem" e gestão do capital intelectual. 

“Não seremos limitados pela informação que temos. Seremos limitados por nossa habilidade de processar esta informação.” (Peter Drucker)





O Prof. Armando Ribeiro enfatiza a importância dos estudantes de Administração em conhecerem o funcionamento do cérebro, através das evidências atuais produzidas pelas neurociências do comportamento e da cognição. Os principais tópicos incluídos nos estudos do Comportamento Organizacional e da Psicologia Aplicada à Administração podem ser embasados nos achados das neurociências, tais como: motivação, emoção, inteligência emocional, personalidade, tomada de decisões, resolução de problemas, comunicação interpessoal, comportamento em grupo, equipes de trabalho, liderança, conflito e negociação, gestão do estresse ocupacional e qualidade de vida no trabalho, entre outros.

Através da utilização de modernos equipamentos de registro das ondas cerebrais, o Prof Armando Ribeiro foi um dos pioneiros no país em demonstrar aos alunos da faculdade de Administração de Empresas e "Business School" sobre os estados mentais (ondas cerebrais) em decorrência de atividades comuns ao exercício da profissão, tais como: tomada de decisões, resolução de problemas, negociação e estresse ocupacional, através da demonstração didática do funcionamento cerebral destas diversas atividades, em sala de aula.

No gráfico acima (attention session details), os alunos aprenderam sobre o "custo" cerebral diante da manutenção de atividades que envolvem atenção concentrada. A medida que o exercício se prolonga, o nível de atenção é sensivelmente diminuído. 

Em outra atividade (meditation session details), demonstramos aos estudantes de Administração de Empresas e "Business School" a importância das práticas de "atenção plena", também conhecidas como "mindfulness" para gestão do estresse ocupacional e da promoção da qualidade de vida no trabalho.

Também demonstramos o efeito das emoções negativas (ex. conflitos interpessoais) na fisiologia dos estudantes. Através do monitoramento da variabilidade da frequência cardíaca (heart rate variability), nossos alunos aprendiam sobre a relação entre a inteligência emocional e o foco ou a dispersão da atenção.

"Empresa moderna educa, qualifica, especializa, oferece cursos, treina os que recruta. Se as máquinas têm manutenção, por que as pessoas não? Na época em que vivemos os cérebros são o bem mais valioso de uma empresa!" (Miriam Leitão)




Prof. Armando Ribeiro foi um dos entrevistados para a matéria "Mistérios da mente. Como a neurociência pode explicar o comportamento dos consumidores e como seus conceitos podem ser aplicados à Administração?" da Revista Administrador Profissional (RAP) (setembro/2013, ano 36, nº 327) do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP).

“Temos que ensinar aos líderes e gestores do futuro que o melhor conhecimento sobre o funcionamento do próprio cérebro pode trazer um diferencial ilimitado para a sua carreira profissional. Esse conhecimento pode criar ambientes corporativos mais saudáveis”. (Prof. Armando Ribeiro)

Leia mais:

Neuromanagement - Harvard Business School Brasil

Mistérios da Mente. Como a neurociência pode explicar o comportamento dos consumidores e como seus conceitos podem ser aplicados à Administração. Revista Administrador Profissional (RAP)

Última atualização: 14/04/2015

segunda-feira, setembro 23, 2013

Os mistérios da mente - Revista Administrador Profissional - RAP




A RAP é uma publicação mensal do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP), órgão regulamentador da profissão de administrador, sob a responsabilidade do seu Conselho Editorial.

O Prof. Armando Ribeiro foi um dos entrevistados para a matéria "Os mistérios da mente. Como a neurociência pode explicar o comportamento dos consumidores e como seus conceitos podem ser aplicadados à administração.", na Revista Administrador Profissional (RAP), setembro/2013, ano 36, nº 327, publicação mensal do Conselho Regional de Administração de São Paulo (CRA-SP).



Neurociências aplicada na Administração

Que a neurociência já é uma arma utilizada para o marketing de produtos, Lindstrom deixou claro com sua experiência e resultados. Mas seria possível aplicar esses conceitos no cotidiano de um administrador?

Para o professor Armando Ribeiro das Neves Neto, consultor em Gestão do Estresse Ocupacional e da Qualidade de Vida no Trabalho, MBA em Saúde Ocupacional, e especialista em neuropsicologia e reabilitação cognitiva, é “totalmente possível e desejável”. “Aos poucos, diversas áreas do conhecimento estão aplicando os resultados das pesquisas sobre o cérebro e o comportamento humano para a compreensão e aperfeiçoamento de suas ações e treinamentos. Os administradores de empresas tomam decisões o tempo todo, algumas das quais podem ter impacto sobre centenas de vidas e abalar financeiramente um determinado setor, mas é incrível como a grande parte das tomadas de decisão são feitas de forma intuitiva, sem um real conhecimento dos aspectos cerebrais / comportamentais por trás de como os dados são percebidos”, diz Ribeiro.

Para ele, a neurociência deveria fazer parte da grade curricular dos novos administradores.
“Temos que ensinar aos líderes e gestores do futuro que o melhor conhecimento sobre o funcionamento do próprio cérebro pode trazer um diferencial ilimitado para a sua carreira profissional. Esse conhecimento pode criar ambientes corporativos mais saudáveis”.

Ribeiro também acredita que não é mais possível ignorar o peso da neurociência para o desenvolvimento dos líderes empresariais. “Cada vez mais os líderes precisarão estudar o cérebro, principalmente para compreender o motivo de suas decisões, além de desenvolver os aspectos ligados à comunicação interpessoal, inteligência emocional e etc.”.


sexta-feira, setembro 20, 2013

Livro de Resumos da 1º Conferência Brasileira de Biofeedback



Esse Livro de Resumos reúne o trabalho de profissionais e pesquisadores presentes na 1ª. Conferência Brasileira de Biofeedback. Ele deve ser considerado um registro do esforço de todos nós para o avanço da ciência e sistematização dessa técnica ainda incipiente no Brasil. Temos aqui um resumo dos trabalhos apresentados nessa conferência e desejamos que ele possa ser usado por você que deseja conhecer mais sobre a técnica e os profissionais atuantes. Encorajamos que você tenha um olhar crítico sobre as produções aqui apresentadas e que procure se aprofundar sobre as temáticas de interesse através de outras fontes também. Alguns autores disponibilizaram email para contatos futuros. Essa é uma ótima forma para o enriquecimento das relações com profissionais da área.


O Prof. Armando Ribeiro apresentou a palestra "Biofeedback em Terapia Cognitivo-Comportamental" na 1º Conferência Brasileira de Biofeedback: Avanços Tecnológicos em Esporte, Saúde e Educação.


Resumo da apresentação

Biofeedback em Terapia Cognitivo-Comportamental
Armando Ribeiro das Neves Neto, Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

A utilização do biofeedback / neurofeedback como um recurso complementar ao campo da psicoterapia / psicologia clínica e hospitalar, especificamente da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no Brasil, vem sendo desenvolvida há algumas décadas, principalmente a partir de psicólogos interessados em utilizar os resultados das pesquisas do campo da psicofisiologia aplicada aos seus pacientes clínicos. Objetivo: Descrever o desenvolvimento do biofeedback na prática da TCC, inclusive suas principais vantagens e desafios futuros. Método: Revisão narrativa. Resultados: A associação do biofeedback como um recurso complementar à prática da TCC pode ser encontrada nos trabalhos apresentados na Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental (ABPMC), Federação Brasileira de Terapias Cognitivas (FBTC) e também no Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão, entre outros. É também possível encontrar centros acadêmicos que aplicam o biofeedback / neurofeedback na psicoterapia (TCC), exemplos: Unidade de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, entre outros. A associação de TCC e biofeedback acontece principalmente para o tratamento de transtornos mentais (ex. ansiedade, fobias, TDAH e etc.) e queixas psicofisiológicas / psicossomáticas (ex. estresse crônico, somatização, dor crônica, fibromialgia, síndrome do intestino irritável, cefaleia tensional, hipertensão arterial essencial, insônia e etc.). Discussão: Apesar do interesse crescente pela associação do biofeedback / neurofeedback na prática da TCC ainda encontram-se desafios importantes para a sua utilização adequada, tais como: (a) custo dos equipamentos, sensores e suprimentos, (b) falta de cursos e treinamentos específicos de formação em biofeedback, (c) acesso às pesquisas e pesquisadores que já utilizam o biofeedback, (d) desconhecimento dos profissionais de saúde mental e/ou TCC e (e) assédio das empresas e/ou comerciantes dos equipamentos (NEVES NETO, 2010). É preciso também enfatizar a importância da criação de uma resolução específica à prática do biofeedback / neurofeedback em Psicologia pelo CFP, além do fortalecimento de associações sérias para o desenvolvimento do campo em nosso meio e também da regulamentação e aprovação dos equipamentos utilizados na prática clínica pela ANVISA e demais órgãos competentes.

Palavras chave: biofeedback, neurofeedback, terapia cognitivo-comportamental, psicoterapia, psicologia clínica

Bibliografia Recomendada:

Neves Neto AR. Biofeedback em terapia cognitivo-comportamental. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2010; 55(3): 127-32.

Neves Neto AR. Biofeedback como recurso auxiliar em terapia cognitivo-comportamental de casais. In: Zeglio C, Finotelli Jr I, Rodrigues Jr OM (orgs.) Relações Conjugais. São Paulo: Zagodoni, 2013.

Neves Neto AR. Terapia Cognitivo-Comportamental e biofeedback para o tratamento da fobia específica (medo de dirigir). In: Suffert CLC, Fonseca YXF (orgs.) Medo de Dirigir. São Paulo: Vetor Editora, 2013.

quinta-feira, setembro 19, 2013

A capacidade de amar determina o bom funcionamento da mente. DiarioWeb


Livro de psicoterapeuta rio-pretense discute como a capacidade de amar determina o bom funcionamento de nosso “aparelho psíquico”, e diz que o sentimento se aprende na infância.

Por Francine Moreno / DiarioWeb

Você liga o rádio e está tocando uma canção romântica. Vai à livraria e se perde diante de tantos títulos com temática amorosa. Acessa as redes sociais e lê diversas declarações de amor. Nos cinemas, semanalmente, estreiam filmes com histórias açucaradas. O “bombardeio” reforçando a importância do amor vem de todos os lados. 

Renato Dias Martino, psicoterapeuta e escritor, de Rio Preto, acredita que o amor não pode ser um tema discutido e vivido apenas por romancistas, poetas e filósofos. Tanto que lança amanhã um livro sobre o tema e outras questões. “O amor e a expansão do pensar: Das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva”, editado pela Vitrine Literária, será apresentado nesta sexta-feira, às 19h30, no saguão da Biblioteca Municipal. 

Autor também de “Para Além da Clínica” e “Primeiros Passos Rumo à Psicanálise”, lançados respectivamente em 2011 e 2012, Martino afirma com base no seu novo livro que o amor é visto como sendo da ordem das capacidades e não como um sentimento. “A proposta do livro na realidade é de um ponto de partida para uma reflexão e não uma tentativa de definição de uma experiência tão nobre.” 
Para Martino, a capacidade de amar é fundamental para várias questões, especialmente para o bom desempenho da aparelho psíquico. 

“O Eros (o Cupido, em Roma) é aquele que liga e foi esse mito grego que Freud se utilizou para ilustrar o amor na psicanálise. A vida se faz através das ligações que resultarão na expansão. Sem Eros não há ligação, logo não há expansão afetiva.” O psicoterapeuta e escritor diz que a capacidade de amar é desenvolvida na infância. 

“Não nascemos sabendo amar. Só aprendemos amar se formos bem orientados nessa tarefa. Na infância é quando estamos mais abertos a aprender tudo, inclusive amar. Depois de adulto, temos maior dificuldade em aprender”, diz. Martino afirma que o amor mostra-se importante e imprescindível também na expansão do exercício do pensar. “A capacidade de unir-se ao outro é uma necessidade biológica, pois satisfaz algo de instintual e altamente vinculado ao funcionamento biológico, assim como é dessa união que depende a proliferação da espécie. Existe uma extensão para além do corpo físico, e é disso que trata o livro.” 

Ame sempre 

Armando Ribeiro, psicólogo e coordenador do programa de avaliação do estresse do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo, diz que amar é um sentimento humano que intriga filósofos, psicólogos, neurocientistas e todas as pessoas que sentem esse sentimento ou a falta dele. 

“Para a tradição grega, o amor pode aparecer na forma de Ágape (amor autêntico), Philia (amizade autêntica) e Eros (amor romântico). O amor é um sentimento que traz aproximação entre as pessoas, é um indicador de saúde emocional e física”, afirma. 

Diferentemente das emoções negativas, como por exemplo medo e raiva, que têm função de sobrevivência e afastar os perigos, o amor é um sentimento complexo que recebe influência das culturas e serve para tornar as pessoas mais abertas à troca e ao contato humano. 

Emoções positivas 

Segundo o psicólogo Armando Ribeiro, a neurociên-cia vem descobrindo que quem ama produz quantidades consideráveis de oxitocina (conhecido por hormônio do amor, pois torna as pessoas menos agressivas, mais amáveis e com comportamentos sociáveis, além da redução do estresse) e a dopamina (substância do prazer, da motivação e da recompensa). 

Os estudos sobre inteligência emocional apontam que homens e mulheres pensam melhor se tiverem maior autocons-ciência e autocontrole das emoções. “A razão e a emoção não são simplesmente opostos, mas se equilibradas podem tornar a pessoa mais capaz de tomar decisões éticas e adequadas aos problemas da vida.” 

O amor também é importante para as pessoas saberem lidar com equilíbrio com as adversidades da vida. “A psicologia positiva, novo ramo da ciência do comportamento humano que busca compreender o sentido da vida, bem-estar e felicidade, aponta que as emoções positivas (por exemplo, o amor) são fundamentais para uma vida plena. As emoções positivas aumentam nossa capacidade de resistir (resiliência) frente às adversidades da vida.” 


Uma experiência ‘essencial’ 

O psicólogo de Rio Preto Alexandre Caprio diz que nossa estrutura mental tem como alicerce a necessidade do amor. E não importa se somos crianças ou adultos, nós sempre precisaremos amar e ser amados. “Precisamos aceitar e sermos aceitos. Não passar por tais experiências lança o indivíduo a uma série de problemas, dentre os quais se destacam a perda do papel social e da própria identidade. 

Você é conhecido e reconhecido pelo que faz aos outros, pela marca e impressão que cria nas pessoas que estão ao seu redor. Um beijo ou um abraço só podem ser seus se forem dados.” Para aquele que ainda não amou, a experiência pode não parecer essencial ao exercício intelectual, à identidade e até mesmo à vida social e profissional. 

Mas em muitas histórias reais e fictícias o amor alavanca o indivíduo e o leva a superar adversidades que jamais seriam vencidas se estivesse sozinho. “O ator Jim Carrey já deixou claro em suas entrevistas que seu filho foi elemento-chave de todo seu esforço e consequente sucesso. Mães que jamais fariam isso por elas mesmas trabalham dois turnos para mudar a vida de seus filhos.” 

Segundo Caprio, o “querer bem” torna-se “fazer o bem” a essa ou àquela pessoa. “O amor não move apenas músculos, mas estimula a mente a encontrar soluções e oportunidades com mais atenção e criatividade. Em resumo, nos tornamos mais eficientes na solução de problemas. E, com isso, nossos sonhos ficam um pouquinho mais perto, e a vida mais estimulante e prazeroza.” 

Livro lança olhar psicanalítico 

O livro “O amor e a expansão do pensar: Das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva”, segundo Renato Dias Martino, é uma extensão da realização psicanalítica que ele trabalha e possibilita uma série de recursos. “Isso busca de alguma forma se transformar em linguagem, escrita, falada e vivida. Para que minha verdade seja real, ela deve passar pelo olhar do outro e o livro busca essa confirmação.” 

A obra, de acordo com Martino, é uma continuação dos dois primeiros livros. “Para Além da Clínica”, pela Inteligência Editora 3, aborda, de forma acessível, questões relativas à psicoterapia, dos últimos avanços a temas como espiritualidade. Já “Primeiros Passos Rumo à Psicanálise” foi inspirado no conteúdo desenvolvido por ele em sala de aula e percorre um caminho introdutório, com breve biografia de Sigmund Freud, e também aspectos relacionados aos primórdios da criação de sua teoria. 

“O amor e a expansão do pensar” tem 90 páginas e prefácio assinado por Paulo Rezende, jornalista, escritor e editor do novo livro. A capa, vermelha, tem relação com o tema abordado. “Acredito ser um reflexo do conteúdo”, afirma. 
O livro reúne capítulos como “O desequilíbrio do pensar”, Das experiências de expansão do pensamento”, “A razão da crítica, Elogio e reconhecimento”, “Somos tão educados que perdemos o respeito”, entre outros. 

Serviço 

O amor e a expansão do pensar: das perspectivas dos vínculos no desenvolvimento da capacidade reflexiva (Vitrine Literária, 90 págs., R$ 30). Lançamento amanhã, às 19h30, na Biblioteca Municipal. Informações pelo (17) 3202-2316

Fonte: DiarioWeb

quarta-feira, setembro 18, 2013

Saiba como a Psico-oncologia pode trazer benefícios para o tratamento do paciente. Sentir-se Bem. Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes.



O tratamento oncológico é desenvolvido por uma equipe multidisciplinar composta por médicos patologistas, radioterapeutas, cirurgiões e radiologistas, além de profissionais da área da saúde como enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos. Devido a sua complexidade, são necessárias muitas abordagens terapêuticas que contribuem para o bem-estar e a qualidade de vida do paciente.

Alguns pacientes ficam abalados emocionalmente com a descoberta da doença e com as muitas mudanças que virão no desenvolvimento do tratamento. “Essas mudanças são relativas ao seu dia a dia e afetam não só o seu estado físico, mas também o emocional”, afirma o psicólogo Armando Ribeiro, que tem experiência em Psicologia Hospitalar e desenvolve programas de orientação em Psico-oncologia no Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes (COAEM).

O psicólogo explica que tanto o paciente como os seus familiares, em algumas ocasiões do tratamento, não sabem como lidar com a oscilação dos sentimentos. “É essencial à família saber que tem um papel facilitador no desenvolvimento do tratamento do paciente. Muitos familiares não sabem como reagir nesse momento e ficam perdidos sem saber como apoiá-lo”. O Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes oferece orientação para os familiares e cuidadores dos pacientes por meio de palestras e também orientação psicológica individual.

Armando explica que o intuito desses encontros é trabalhar o equilíbrio emocional dos familiares, já que a descoberta da doença pode ser algo traumático também para eles. “Tanto os filhos, como esposas ou maridos ficam com o sentimento de renúncia de projetos de vida ou de perda, estados emocionais comuns à doença”.

A equipe de psicólogos do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes realiza também orientação psicológica focada nos pacientes. “Nossa abordagem é o resgate das emoções positivas, promovendo um estado psicológico propício ao tratamento médico. O tratamento psicoterapêutico é voltado para terapias expressivas utilizando a arte, a música, além de técnicas de relaxamento, meditação e terapia cognitivo-comportamental”. Algumas técnicas de relaxamento são ensinadas aos familiares para praticá-las com os pacientes em casa. “Dessa maneira promovemos também uma conexão que fortalece os laços familiares, equilibrando emocionalmente ambos”.

Armando diz que o hospital tem o papel não só de cuidar da saúde do corpo, mas também da mente. “A ansiedade e a depressão são estados emocionais que dificultam muito o tratamento porque alteram a percepção da dor e a própria adesão ao tratamento. Pesquisas comprovam que a tristeza e a ansiedade aumentam esta sensação. O tratamento terapêutico é voltado exatamente para o bem-estar e a qualidade de vida do paciente, minimizando o estresse e promovendo a autoestima”.

Armando diz que a meditação é uma estratégia terapêutica que ajuda a resgatar o equilíbrio emocional. “O paciente precisa ter foco no seu tratamento e no seu bem-estar e tentamos conscientizá-los sobre como isso é importante para ele. Aplicamos técnicas de meditação de atenção plena, chamada de Mindfulness, que tem como proposta a redução do estresse por meio de exercícios de respiração, concentração e foco”.

Além disso, alguns conceitos da Psiconeuroimunoendocrinologia, área da Medicina que estuda a relação dos pensamentos com o sistema endócrino e imunológico, são aplicados no tratamento psicoterapêutico dos pacientes. “Estados emocionais negativos como tristeza, raiva e negação são comuns ao longo do tratamento e são exatamente eles que abalam a autoestima do paciente e interferem no tratamento. Nesses casos, por exemplo, nossa equipe aplica técnicas de relaxamento, intervenções de arte e música para promover o resgate de sentimentos positivos”.

Fonte: Bem-estar. Sentir-se Bem. Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes

terça-feira, setembro 17, 2013

Respiração profunda é libertar-se!


Respiração profunda é libertar-se! 
Pratique e ensine aos seus pacientes a técnica de respiração profunda para alívio dos sintomas de ansiedade e do estresse.

Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2011;56(3):158-68.


segunda-feira, setembro 16, 2013

Stress pré-vestibular no programa Sala Ultra - TV Gazeta



Stress pré-vestibular, este foi o tema discutido no programa Sala Ultra. Na foto: professor Armando Ribeiro, Coordenador do Programa de Estresse do Hospital Beneficiência Portuguesa. A estudante Raíssa Boker, a apresentadora Paloma Silva, a psicóloga e orientadora profissional Ana Lúcia Gondim Bastos, a atriz Laís Boker Lara e Cátia Alves, coordenadora pedagógica do Colégio Global.





Você sabe relaxar? Técnicas de relaxamento, técnicas de respiração, meditação e biofeedback em TCC.


Você tem certeza que sabe relaxar? 
Cuidando de si... cuidando dos outros! 


sexta-feira, setembro 13, 2013

Estresse no prato. Psique


Estresse no prato. Cada vez mais estudos apontam para o papel do estresse dos pais influenciando os hábitos alimentares dos filhos. Você tem fome de quê? Revista Psique.

quinta-feira, setembro 12, 2013

Dor na alma. Psique


Dor na alma. Medo da rejeição, vida atribulada, sentimento de solidão: o que leva pessoas a terem comportamentos de risco e cometerem suicídio?


As teorias cognitivas a respeito do suicídio e dos comportamentos autodestrutivos, apontam para a presença de certas vulnerabilidades psicológicas, sendo essas: 1) desesperança, 2) cognições relacionadas ao suicídio, 3) impulsividade aumentada, 4) déficits na resolução de problemas e 5) perfeccionismo. É importante prestar atenção no modelo dos Quatro D´s para ajudar as pessoas a identificarem um maior risco para o comportamento suicida, são: Depressão, Desesperança, Desamparo e Desespero. Revista Psique Ciência & Vida.

quarta-feira, setembro 11, 2013

Os 10 mandamentos para ter uma vida mais saudável. Viva Saúde

Ter uma boa qualidade de vida é o que todos buscam. Veja quais são os mandamentos para ter uma vida saudável e comece a mudar! Revista Viva Saúde.


1- Dormirás mais

Passar algumas horas na cama, quando há tanto o que fazer acordado, é um verdadeiro desperdício de tempo. Pois, se você concorda com essa afirmação e vive negligenciando o sono, é bom ficar esperto. Afinal, a ciência já demonstrou que quem dorme menos encurta a própria vida. Um estudo feito com cerca de 1.500 pessoas, acompanhadas por mais de 10 anos, mostrou que a maior taxa de óbito foi encontrada no grupo que esteve mais privado de sono. “Afinal, quando dormimos mal, a imunidade fica prejudicada e acabamos expostos aos riscos de infecções e doenças degenerativas. E há ainda os distúrbios como a depressão”, avisa Andrea Bacelar, vice-presidente da Associação Brasileira do Sono.

2- Terás uma vida mais ativa

É verdade que a vida corrida pode ser um empecilho e tanto para quem deseja aderir a um programa de exercícios regular. Entretanto, na impossibilidade de criar uma rotina para mexer o corpo, o mínimo que você pode fazer é inserir pequenas mudanças de atitude no dia a dia. “Isso significa parar seu carro alguns quarteirões antes do seu local de trabalho e fazer uma parte do trajeto a pé, caminhar até a padaria mais próxima em vez de dirigir, subir de escadas para não usar o elevador. São maneiras de começar a ter uma vida mais ativa”, ensina Ricardo Zanuto, fisiologista e professor de educação física das Faculdades Integradas de Santo André. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao acumular 30 minutos de atividades diariamente, ao longo dos cinco dias da semana, você estará mais protegido contra o risco de ser surpreendido com doenças diversas ou sofrer de males cardiovasculares.

3- Passarás mais tempo na cozinha

Apostar na comida congelada e nas redes de fast food soa como alternativa perfeita para resolver a equação fome X falta de tempo. No entanto, o excesso de comida industrializada é um dos maiores venenos para a saúde. “Esse tipo de alimento nos intoxica e não conseguimos metabolizá-los. Com o tempo, vão se acumulando e podem provocar doenças degenerativas,”, alerta o nutrólogo Edmond Saab Jr. Além disso, é difícil fazer uma dieta balanceada à base de pratos prontos, e a falta de nutrientes das frutas e verduras frescas também faz o corpo adoecer. Uma boa pedida deve ser (re)descobrir o prazer de cozinhar. “É um erro imaginar que cozinhar leva tempo. Com boas receitas e itens básicos, é possível criar pratos elaborados e saudáveis”, afirma o chef Alex Caputo, da Due Consultoria Gastronômica.

4-Farás as pazes com o relógio

Se você está sem tempo para nada, é sinal de que está se dedicando demais a assuntos urgentes. E, se todos os tópicos da sua agenda são urgentes, é batata: está faltando planejamento na sua vida. “Diversas pesquisas mostram que, em geral, os brasileiros gastam 1/3 do seu tempo resolvendo problemas que não podem mais ser adiados, ou seja, que eles deixaram para a última hora”, diz o especialista em produtividade pessoal Christian Barbosa. O profissional afirma que com um simples planejamento semanal, feito com o apoio de uma agenda, é possível gerir o tempo de maneira mais consciente e saudável.

5- Serás mais positivo

O psicólogo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, é o criador dos estudos sobre psicologia positiva, uma teoria que tem sido difundida em diversas partes do mundo. Ele demonstrou que as pessoas pessimistas, que sofrem de mau humor e estresse crônicos apresentam mais doenças, tais como ansiedade, depressão, problemas dermatológicos e gastrointestinais, AVC, infarto e infertilidade, entre outros. “O pessimismo, quando exagerado, é sintoma de uma visão distorcida de mundo, em que a pessoa tende a ver os problemas maiores do que eles realmente são.”, explica o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, professor da Universidade de São Paulo. Para ele, o otimismo realista e a tranquilidade da mente favorecem a saúde física e mental e contribuem para melhorar os relacionamentos interpessoais, aumentando nossa rede de suporte social.

6- Amarás mais

Em estudo comandado pela psiquiatra brasileira Carmita Abdo, no Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo, 76,7% das mulheres e 80% dos homens entrevistados afirmaram que os problemas na vida sexual estavam afetando outras áreas importantes, com impacto sobre a autoestima, o relacionamento com o parceiro, o trabalho, o lazer e até mesmo a relação com os filhos. Os dados indicam que, mais do que fazer sexo com regularidade, é muito importante ter satisfação na atividade para que ela realmente funcione como um mecanismo poderoso de promoção do bem-estar e de proteção à saúde. “O sexo promove a liberação de endorfinas, substâncias que melhoram o humor, aumentam a resistência à dor e a distúrbios psicológicos, como a depressão. O sexo frequente também reduz a chance de infartos e derrames. Esses benefícios estão associados à melhora do fluxo sanguíneo nos vasos, mas também à sensação de relaxamento que a atividade proporciona”, esclarece a psicóloga e terapeuta sexual Sandra Vasquez, coordenadora do Instituto Kaplan. Para aproveitar todos esses benefícios, é preciso somente que o sexo seja sempre consensual e prazeroso.

7-Ouvirás mais o seu corpo

Não restam dúvidas de que o organismo dá sinais de que há algum desequilíbrio em curso, manifestando sintomas físicos e emocionais. O grande problema é que o estilo de vida das pessoas não contempla as pequenas pausas, que permitem ouvir o que o corpo fala. Assim, buscar práticas que reconectem mente e físico é uma ótima saída. A ioga é um bom exemplo. “As posturas que nós fazemos durante a aula exigem percepção do corpo e que se dê uma atenção especial a ele. Além disso, propõe alguns exercícios respiratórios, que trazem tranquilidade e bem estar”, explica a professora Rosana Biondillo. Praticar alongamentos diários, aventurar-se no pilates ou investir em qualquer tipo de exercício ajudam a conhecer suas potencialidades e limitações, o que é essencial para buscar a superação. “Conscientizar-se das características individuais é um grande passo. Somos pessoas diferentes. Respeitar e aceitar essa diversidade é uma atitude inteligente e muito coerente, que devemos incorporar”, diz Rosana.

8- Terás prazer no trabalho

Uma pesquisa feita pela International Stress Management (ISMA), no Brasil, mostrou que 70% dos trabalhadores têm alguma sequela de estresse. Entre os sintomas mais comuns estão as dores musculares, os distúrbios do sono, os problemas gastrointestinais e a hipertensão. E isso sem falar no impacto emocional, que provoca sensações como a angústia e a ansiedade exageradas. A boa notícia é que, para aplacar tanto mal-estar, algumas mudanças de atitude podem ser o sufi ciente. Só que elas precisam partir de você. “Quando a gente se sente desconfortável no trabalho, o primeiro passo é descobrir as causas para, em seguida, começar a lidar com elas”, indica a psicóloga Ana Cristina Limongi França, professora de gestão de qualidade de vida no trabalho da Universidade de São Paulo. Mas não basta só fazer o que gosta. O ideal é procurar sempre um trabalho que possibilite ter algum tempo livre para relaxar e também cuidar de si, o que em muitos casos implica em dizer “não” às demandas impostas. “É preciso considerar que a saúde é o único bem que temos que é insubstituíve, alerta a psicóloga Ana Maria Rossi, diretora da ISMA Brasil.

9- Comerás menos e melhor

Durante o último Congresso Científi co da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), os estudos relacionaram dietas de baixas calorias e longevidade. Os que comeram menos viveram mais, com uma qualidade de vida melhor. Logo, ao controlar a dieta, diminui-se a gordura corporal e mantem-se o peso. Assim, fica-se mais protegido contra todas as doenças relacionadas à obesidade. A chave para reverter esse processo é comer pequenas porções, várias vezes ao dia, privilegiando alimentos saudáveis

10- Viverás aventuras

Quem foi que disse que você precisa fazer todos os dias a mesma coisa? Pegar sempre o mesmo caminho para o trabalho, pedir o mesmo prato, no mesmo restaurante, cultivar o mesmo hobby? Saiba que mudar a rotina é um exercício para manter o cérebro em forma. “Assim como o corpo, ele também precisa ser ativado o tempo todo. E, quando tentamos algo novo, mexemos com um número maior de áreas cerebrais, o que nos habilita a pensar com mais agilidade ”, diz o geriatra Leonardo Bernal, médico do Ambulatório de Geriatria da Faculdade de Medicina do ABC. E tem mais: para dar ao cérebro essa dose diária de movimento que necessitamos, você não precisa mudar o seu estilo de vida radicalmente. Um bom começo é alterar pequenas coisas na rotina e ir aos poucos descobrindo novas formas de se divertir e, com isso, ter prazer.

Fonte: Revista Viva Saúde

sexta-feira, setembro 06, 2013

Estresse no hospital. Inimigo Invisível? Blog Encontro Médico


Estresse no hospital. Inimigo Invisível?

Subestimado por muitos pacientes e mesmo por alguns profissionais da saúde, o National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) do centro americano de controle e prevenção de doenças (CDC) aponta uma alta incidência do estresse nos ambientes de trabalho, acarretando prejuízos na produtividade, absenteísmo, adoecimento, acidentes de trabalho, etc. Adicionalmente, segundo reportagem publicada na Harvard Business Review, o estresse elevado é responsável por uma perda de US$ 300 bilhões de dólares por ano nos EUA. E, ainda não falamos dos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que indica provável associação do estresse crônico em sete das dez principais causas de mortalidade no mundo. 


Se nos modernos hospitais cada vez mais recursos são utilizados para prevenir riscos à saúde dos pacientes e maximizar a eficiência dos serviços prestados – como controle de infecção hospitalar, gerenciamento de riscos, acreditação hospitalar, entre outros –, vale a pena refletir sobre o que fazemos em relação ao estresse.

Estresse, o inimigo invisível? Desde pacientes poliqueixosos incuráveis, até o desgaste entre membros da equipe médica e demais colaboradores, poderá ser o estresse crônico um fator tão negligenciado?

O Programa de Avaliação do Estresse (PAE) da Beneficência Portuguesa de São Paulo é um recurso inovador. Ele é inspirado nos moldes dos programas de grandes hospitais dos EUA e da Europa, disponibilizando à equipe médica e ao próprio paciente um método objetivo de avaliação psicológica do nível de estresse. Isso é possível graças a uma tecnologia avançada capaz de monitorar a reação psicofisiológica do estresse, que identifica fontes estressoras e tipologia comportamental.

O estresse crônico pode ser até invisível, mas os seus efeitos sobre o sofrimento do paciente, dos familiares e de todos aqueles que convivem com o problema pode ser bastante intenso. O primeiro e melhor método para gerenciar o estresse é se tornar consciente da sua presença e adotar mudanças saudáveis relacionadas à mudança de estilo de vida. Neste processo, o PAE pode ser um guia eficiente.

Prof. Armando Ribeiro das Neves Neto - Coordenador do Programa de Avaliação do Estresse (PAE) do Hospital São José e Hospital São Joaquim da Beneficência Portuguesa de São Paulo.