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Como proteger o coração do Infarto e do AVC? Revista Viva Saúde.

A obesidade, tabagismo, estresse e colesterol alto podem acarretar o infarto e o AVC. Para se proteger dessas doenças pratique exercícios físicos, melhore sua alimentação e consulte um especialista periodicamente.


Veja alguns fatores de risco que podem desenvolver as duas doenças do coração que mais matam no Brasil: o AVC e o Infarto 

Texto: Rita Trevisan e Thaís Macena

Foto: Anna Luiza Aragão (Maná E.D.I)

Adaptação: Letícia Maciel

Níveis de Colesterol

É o principal fator de risco para o AVC e o infarto . A explicação é simples. “O LDL colesterol, ou colesterol ruim, tende a se depositar nas paredes vasculares, levando à formação de placas que podem atrapalhar ou impedir a circulação sanguínea, os ateromas, levando a infartos, derrames e outros problemas cardiovasculares”, diz Moretti.

Como proteger o seu coração: o colesterol alto é um assintomático. Para detectá-lo, é preciso submeter-se a exames de sangue, pelo menos uma vez por ano. O médico fará a leitura dos níveis de colesterol total, LDL, HD  e de triglicérides no sangue, e observará a presença de outros fatores de risco. Em geral, uma dieta pobre em gorduras saturadas e a adesão a um programa de exercícios traz resultados. “Estima-se que a redução de 10% nos níveis de colesterol, num adulto de 40 anos, promove a queda de 50% do risco em cinco anos”, atesta o cardiologista Giani. Melhorando a alimentação, evitando alimentos gordurosos e embutidos ajudam a regular os níveis de colesterol .

Tabagismo

O tabagismo aumenta em quatro vezes as chances de infarto. “O fumo favorece a formação de coágulos no sangue, fragiliza a parede dos vasos sanguíneos, faz o bater mais rápido e ainda aumenta o processo inflamatório conhecido como aterosclerose, que pode levar à obstrução total ou parcial da circulação. Além disso, as substâncias tóxicas do cigarro podem provocar o espasmo dos vasos, diminuindo a quantidade de sangue que chega ao coração”, explica o cardiologista Raul Dias Santos, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo (InCor-HCFMUSP). E atenção! O risco de problemas cardíacos mais sérios existe mesmo para aquelesque fumam menos de um maço por dia. Segundo o especialista, quando se trata do coração e do sistema vascular, há estudos que comprovam que mesmo a baixa exposição ao tabaco eleva muito a suscetibilidade a complicações”, completa Giani.

Como proteger o seu: a única medida realmente eficiente é largar o vício. O sacrifício é grande, mas vale a pena: “Quem para de fumar reduz o risco de eventos cardiovasculares em 50% em apenas seis meses de abstinência. Após cinco a dez anos o risco cai em até 60%”, afirma Dias Santos.

Veja mais cuidados com o coração


Obesidade 

O excesso de peso pode acarretar doenças como  o diabetes e apressão alta, o que aumenta o risco de infarto e AVC.  “A obesidade abdominal aumenta em 62% o perigo de sofrer um evento cardíaco”, alerta Dias Santos. Segundo ele, a gordura abdominalnão funciona apenas como um depósito, mas “como uma usina química que produz compostos danosos ao organismo”.

Como proteger o seu: para combater o excesso de peso e a “barriguinha”, a receita é a de sempre: combine uma dieta balanceada a exercícios aeróbicos. “Uma lipoaspiração não fará muita diferença nesse caso, do ponto de vista da saúde. Essa operação não remove a gordura acumulada nas vísceras e no fígado, justamente a mais preocupante”, diz o médico.


Estresse que afeta o coração


Segundo dados da pesquisa Interheart, um grande estudo internacional controlado, o estresse no trabalho, bem como no lar, aumenta as chances de sofrer um infarto em quase três vezes. “Trata-se da mesma relação encontrada entre o infarto, o fumo e o colesterol alto. Anote-se que ela é inclusive superior ao risco encontrado no diabetes”, atesta o psicólogo Armando Ribeiro das Neves Neto, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Quando se torna crônica, a sensação de tensão também acaba comprometendo o sistema imunológico, o que piora a situação. O resultado é que esse fator contribui para aumentar a pressão arterial, a frequência cardíaca e também a resposta inflamatória do organismo. A causa desse fenômeno é a descarga aumentada do hormônio cortisol na corrente sanguínea.

Como proteger o seu: “É perfeitamente possível administrar o estresse adotando hábitos como dormir bem, fazer exercíciosevitar álcool e cigarro e praticar algum tipo de relaxamento, como as técnicas de respiração que acalmam”, garante a psicóloga Ana Maria  Rossi, presidente da International Stress Management Association do Brasil. Para Neves Neto, outras orientações também são válidas: “Aprender a usar o bom humor nos momentos difíceis, buscar amigos e parceiros divertidos, escrever um diário ou criar uma caixa de preocupações, ouvir músicas relaxantes, fazer massagem, acupuntura ou ioga. Por fim, os especialistas indicam a terapia cognitivo-comportamental que pode ser muito útil para tratar o estresse.”

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