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Estresse pré-vestibular e práticas meditativas são temas do II CONCRIAD

2º Congresso Brasileiro e Latino-Americano de Terapia Cognitiva da infância e adolescência (CONCRIAD 2013)
7 a 9 de novembro de 2013
Centro de Convenções do Hotel Pestana
Curitiba - Paraná



O Prof. Armando Ribeiro foi um dos especialistas convidados para ministrar workshop no II CONCRIAD. O tema do seu workshop foi "Enfrentando o estresse pré-vestibular com auxílio do biofeedback. Papel do adolescente, da família e das escolas / cursinhos".




O Prof. Armando Ribeiro preparou um workshop interativo baseado nas principais evidências científicas sobre a redução do estresse pré-vestibular, além de informações atualizadas sobre o processo vestibular (ex. FUVEST, ENEM e etc.). Os participantes são profissionais da psicologia e medicina de vários estados brasileiros, incluindo: PR, SP, SC, MG, AL, entre outros. 




Os profissionais discutiram ativamente sobre a importância de desenvolver programas de redução do estresse pré-vestibular em colégios e cursinhos preparatórios, uma vez que diversas pesquisas nacionais apontam para uma prevalência de 56,3% de sintomas ansiosos nesta população, com predominância de sintomas de estresse na fase de resistência e tipo de estresse predominantemente com sintomas psicológicos

Os cinco sintomas mais frequentes identificados em vestibulandos foram: nervosismo, medo de que aconteça o pior, incapacidade de relaxar, sensação de calor e indigestão.

Os principais pensamentos ansiogênicos nos estudantes de cursinho pré-vestibular são: "medo da reprovação", o "elevado número de candidatos por vaga" e os "fatores específicos da escolha profissional".

Diversas pesquisas vem apontando que as mulheres, em média, tem maior prevalência de sintomas do estresse. Portanto, criar programas de redução do estresse pré-vestibular além de necessário, precisam abordar de forma personalizada os grupos de risco.




O Prof. Armando Ribeiro também ministrou a conferência "É possível ensinar meditação para as crianças?" no II CONCRIAD (2013).


Cresce o número de estudos científicos que apontam a eficácia e segurança das práticas meditativas no campo da saúde, principalmente relacionadas: melhorar as funções de atenção e concentração, aumentar a sensação de calma, diminuição do estresse e da ansiedade, diminuição das reações impulsivas, aumento da auto-consciência, melhora da habilidade em responder a emoções difíceis e maior empatia e compreensão com relação aos outros, aumento das habilidades para a resolução de conflitos, entre outros.



A questão principal ao refletir sobre a possibilidade de ensinar práticas meditativas as crianças e adolescentes baseia-se na mudança de perspectiva de ensinar “Atenção plena com crianças”, e não “atenção plena para crianças”, porque a melhor maneira de apresentar essa prática as crianças e aos jovens é manter a "Atenção Plena com eles".



Profissionais e estudantes de vários estados brasileiros (ex. PR, SP, SC, RS, RN, AL, MG e etc.) e também de outros países latino-americanos (ex. Argentina, Paraguai e etc.) participaram atentamente da conferência. Em uma enquete livre, realizada pelo Prof. Armando Ribeiro durante a sua conferência, resultou em uma maioria absoluta dos profissionais concordando sobre a possibilidade de se ensinar práticas meditativas as crianças e adolescentes.



Na platéia ex-alunos, alunos e colegas de profissão vieram prestigiar o trabalho do Prof. Armando Ribeiro no II CONCRIAD (2013).





O Prof. Armando Ribeiro discorreu sobre a definição operacional mais utilizada mundialmente sobre as práticas meditativas, além de apresentar importantes experiências internacionais na aplicação das práticas de "Atenção Plena" (mindfulness) em escolas, instituições de ensino, clínicas e hospitais.


Para finalizar, o Prof. Armando Ribeiro fez uma citação atribuida ao Dalai Lama, que consiste em: "Se ensinarmos todas as crianças de 8 anos no mundo a meditar, iremos eliminar a violência do mundo dentro de uma geração."

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