Palestra sobre "Cultivando mentes saudáveis: Neurociência e Psicoterapia Positiva em perspectiva" na Jornada de Psicologia 2026 da UNIP (campus Paraíso)
Mais especial ainda por ter vindo por meio de ex-alunos, futuros colegas de profissão.

Como professor de Psicologia e supervisor clínico de TCC, na graduação e na pós-graduação, há quase 28 anos, aprendi — e continuo aprendendo — que ensinar Psicologia é também uma experiência de constante troca de saberes entre diferentes gerações, comprometidas com o ensino, a pesquisa e a extensão.
Falar sobre qualidades humanas, virtudes, bem-estar e florescimento é reconhecer uma dimensão fundamental da Psicologia: seu compromisso científico, ético e social com a construção de vidas mais significativas, saudáveis e humanas.
Mas permanece uma pergunta incômoda — e profundamente atual:
É correto ser feliz em um mundo em ruínas?
Simone de Beauvoir levou essa questão a Albert Camus, refletindo sobre o risco de que a busca pela felicidade nos afastasse da realidade ao nosso redor.
Talvez a resposta esteja na qualidade dessa felicidade.
Talvez a resposta esteja na qualidade dessa felicidade.
Se ela não nasce da ignorância ou da apatia, se não exige fechar os olhos para o sofrimento do outro e é construída com consciência, propósito, vínculos e responsabilidade, ser feliz pode também ser um ato de resistência.
Como escreve Skye Cleary ao revisitar esse diálogo, até mesmo os pessimistas têm o direito de ser felizes. Aliás, deveriam ter.
Talvez essa seja uma das tarefas mais bonitas da Psicologia: não apenas ajudar pessoas a sofrer menos, mas também ajudá-las a viver melhor — com sentido, conexão, virtudes e esperança.
“A felicidade é fruto na beira do abismo. É preciso colhê-lo e degustá-lo agora.” — Rubem Alves
Cultivar mentes saudáveis também é cultivar possibilidades de florescimento em meio às adversidades. 

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