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Dia Internacional da MEDICINA INTEGRATIVA

Dia Internacional da Medicina Integrativa
23 de Janeiro de 2016

Uma nova abordagem, chamada medicina integrativa, tem conquistado espaço em instituições de pesquisa, hospitais, unidades de saúde e consultórios médicos ao propor uma mudança de paradigma no tratamento médico: a doença não é mais o principal foco de atenção, mas o paciente “inteiro” (mente, corpo e espírito).
Parece simples, mas a abordagem, que surgiu dentro de universidades norte-americanas a partir de meados dos anos 1970, modifica toda a prática médica, em uma relação em cascata: o paciente passa a ser visto como agente responsável por sua melhora, a consulta inclui atenção diferenciada, a relação entre médico e paciente é fortalecida, a escolha de terapias se expande.
Até mesmo o conceito de cura é ampliado, deixando de ser compreendido apenas como a ausência de doença, o que é bastante comum hoje em dia, para ser visto como o restabelecimento do bem-estar físico, mental e social do paciente (definição adotada pela Organização Mundial da Saúde).
Outra importante mudança da medicina integrativa é a ênfase na capacidade inata de recuperação do nosso organismo. Ou seja: somos capazes de participar ativamente do nosso processo de cura, apesar de não sermos educados para saber disso.
A cura, segundo a medicina integrativa, não vem de fora, mas de dentro. Remédios, tratamentos, cirurgias são necessários para acelerar a recuperação (óbvio), mas não são tudo e nem podem fazer todo o trabalho sozinhos. É uma mudança de entendimento. Ao se recuperar de uma pneumonia após ingerir antibióticos, por exemplo, qualquer pessoa pensaria que foram os medicamentos que curaram o paciente; A medicina integrativa entenderia que o sistema imunológico do paciente, auxiliado pela redução de bactérias devido ao uso de antibióticos, foi quem permitiu a cura. Parecido, mas totalmente diferente. Fonte: Medicina Integrativa do HIAE

O Prof. Armando Ribeiro é psicólogo, especialista da primeira turma em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), capacitação em Gestão das Práticas Integrativas e Complementares pelo Ministério da Saúde (MS) / Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS e "Integrative Mental Health" pelo Arizona Center for Integrative Medicine da The University of Arizona (EUA). Possui treinamentos em práticas integrativas e Mind-Body Medicine pela Harvard Medical School (EUA). Coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Bibliografia sugerida:
Bloise P. (org.) Saúde Integral. A medicina do corpo, da mente e o papel da espiritualidade. São Paulo: Senac, 2011.
Lima PTR. (org.) Medicina Integrativa. São Paulo: Manole, 2015.
Lima PTR. Medicina Integrativa: a cura pelo equilíbrio. São Paulo: MG Editores, 2009.
Salles LF & Silva MJP (orgs.). Enfermagem e as Práticas Complementares em Saúde. São Paulo: Yendis, 2011. 

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