sábado, dezembro 03, 2016

De 10 trabalhadores, 3 tem estresse no mais alto nível

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De cada 10 trabalhadores brasileiros, 3 tem estresse no mais alto nível. O dado preocupante é de uma pesquisa da Associação Internacional do Controle do Estresse. Participação do Prof Armando Ribeiro no jornal da RIT TV.

I Simpósio Bem Estar e Comportamentos Saudáveis da UFMG

Conservatório da UFMG
I Simpósio Bem Estar e Comportamentos Saudáveis da UFMG
I Encontro da Associação Mineira de Psiquiatria 
com estudantes de graduação em Medicina e residentes de Psiquiatria

Prof Armando Ribeiro foi um dos especialistas convidados pela comissão organizadora do evento para ministrar a conferência "Bem Estar no ambiente de trabalho: como e por quê? O que aprendemos no Center for Wellness da Harvard?". O convite oficial foi realizado pelo Prof. Dr. Humberto Corrêa - professor titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFMG

Na conferência, destacamos a participação do Prof. Dr. Humberto Correa e também da presença do Prof Dr Maurício Leão de Rezende - atual presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, entre outros professores e pesquisadores da UFMG.

A felicidade dentro da empresa é lucro? A entrevista especial do Prof Armando Ribeiro para a revista Época Negócios foi tema da conferência sobre bem-estar e comportamentos saudáveis da UFMG. 

Estudos da Harvard Business School já demonstraram o ROI (Return on Investment) dos bons programas de promoção da qualidade de vida no trabalho e bem-estar.   

Programas de qualidade de vida no trabalho devem estar alinhados ao planejamento estratégico dos negócios e não apenas encarados como uma "moda" passageira para gerar publicidade.

Profissionais da saúde e consultores de qualidade de vida no trabalho (QVT) devem estar atualizados nos mais recentes estudos sobre as evidências científicas dos programas de QVT.


Bem Estar no ambiente de trabalho: como e por quê? O que aprendemos no Center for Wellness da Harvard?

A conferência foi prestigiada pela presença da Dra Sofia Bauer. A Dra Sofia apresentou a conferência "Psiquiatria e Bem Estar".

Na conferência do Prof Armando Ribeiro houve a presença do Prof Dr Maurício Leão de Rezende - atual presidente da Associação Mineira de Psiquiatria.

quinta-feira, dezembro 01, 2016

Estresse: Como combater o mal do século? Programa Vida Melhor da REDEVIDA

Prof Armando Ribeiro é o especialista convidado pela produção do programa Vida Melhor da REDEVIDA apresentado por Cláudia Tenório para discutir as novidades sobre o diagnóstico e as estratégias para a gestão do estresse.

Bem-estar e relações saudáveis serão abordados em simpósio nesta semana

Caminhada pelo envelhecimento saudável realizada em São Paulo, em setembro de 2013

Nos dias 2 e 3 de dezembro, o Conservatório UFMG sediará o 1º Simpósio bem-estar e comportamentos saudáveis. No evento, que reunirá professores da Faculdade de Medicina, serão discutidos os múltiplos determinantes do bem-estar. A realização é da Associação Mineira de Psiquiatria e do Departamento de Saúde Mental da UFMG.

Segundo o professor Humberto Corrêa, que organiza o encontro, o bem-estar, a felicidade e as relações saudáveis são temas cada vez mais relevantes na agenda contemporânea. “Devemos mudar nosso foco, da doença para a saúde. Bem-estar traz benefícios tangíveis para empresas”, defende.

Participarão do simpósio Frederico Garcia e Humberto Corrêa, do Departamento de Saúde Mental, João Gabriel Marques e Ênio Pietra, do Departamento de Clínica Médica, e Maria Isabel Correia, do Departamento de Cirurgia.

As inscrições são gratuitas para os estudantes de medicina da UFMG. As 30 vagas disponíveis serão preenchidas por ordem de chegada. Os interessados devem se inscrever até amanhã, 29 de novembro, às 12h, na Secretaria do Departamento de Saúde Mental da UFMG, sala 235.

A programação está disponível neste link. O Conservatório UFMG está situado na Avenida Afonso Pena, 1.534, Centro.


quarta-feira, novembro 30, 2016

Desestressando no programa Vida Melhor da Rede Vida

Prof Armando Ribeiro com a apresentadora Cláudia Tenório do programa Vida Melhor da Rede Vida de TV para falar sobre as mais recentes estratégias para avaliar e reduzir o estresse excessivo.

O teleprompter avisa... Continuo com Dr. Armando Ribeiro, respondendo as dúvidas sobre como combater o estresse! O programa Vida Melhor contou com a participação de telespectadores de diversas regiões do país, todos interessados em como reduzir o estresse excessivo.

A apresentadora Cláudia Tenório faz a abertura do programa, com destaque a participação do Prof Armando Ribeiro que abordará as mais recentes técnicas de avaliação e gestão do estresse.

Prof Armando Ribeiro com o destaque do cenário de Natal... a árvore do programa Vida Melhor da Rede Vida de TV.

Um pouco da decoração de Natal do programa Vida Melhor da Rede Vida de TV. Trabalho cenográfico cuidadoso para este tema natalino.

Bastidores do programa Vida Melhor da Rede Vida de TV. Apresentadora e convidados no camarim... últimas preparações para o programa que é ao vivo.

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terça-feira, novembro 29, 2016

segunda-feira, novembro 28, 2016

Análise Direta - Causas e consequências do estresse

Participação no programa Análise Direta da RIT TV para discutir sobre as causas e estratégias para reduzir o estresse excessivo. O programa é apresentado por Patrícia Biasi e contou com a participação especial da psicanalista Lelah Monteiro e do psicólogo e especialista em gestão do estresse Armando Ribeiro.

Causas e consequências do estresse. Programa Análise Direta da RIT TV

Bastidores da entrevista para o programa Análise Direta da RIT TV

Estúdio de gravação do programa Análise Direta da RIT TV, em São Paulo - SP.
Câmera... Ação...

Falando sobre o tema "O estresse é um sintoma da modernidade?" além de discutir as mais recentes estratégias para para reduzi-lo no programa Análise Direta da RIT TV com a apresentadora Patrícia Biasi e a psicanalista Lelah Monteiro.

Patrícia Biasi conduzindo o programa Análise Direta da RIT TV

Ao final do programa Análise Direta da RIT TV, com a participação da apresentador Patrícia Biasi, a produtora executiva Fabiane Silveira, a psicanalista Lelah Monteiro e o psicólogo Armando Ribeiro

Prof Armando Ribeiro descreveu os mecanismos cerebrais da resposta de estresse agudo / crônico, bem como sobre a neurociência cognitiva e a neuroplasticidade da resposta de estresse. 

A psicanalista Lelah Monteiro enfatizou a importância de buscar as causas por trás da resposta ao estresse, além de discutir a importância de algumas estratégias para lidar com o estresse excessivo.

O Prof Armando Ribeiro demonstrou no modelo de cérebro algumas regiões implicadas na resposta ao estresse, bem como da tensão entre o córtex pré-frontal (cérebro racional) e a região da amigdala (cérebro emocional) na resposta de fuga-luta (fight or flight response).

Prof Armando Ribeiro descreveu o papel de alguns dos neurhormônios associados a resposta de estresse, entre eles: adrenalina, noradrenalina e cortisol.

Bastidores do programa Análise Direta do canal RIT TV.

domingo, novembro 27, 2016

Dia de gravações para o programa Espaço Formação da RÁDIO PSI sobre Saúde Emocional.


O Prof Armando Ribeiro foi convidado pela equipe de produção da RÁDIO PSI para a gravação de mais um podcast especial sobre "Saúde Emocional" para o programa Espaço Formação da web rádio do Conselho Federal de Psicologia (CFP). A série de entrevistas abordarão a Psicologia Positiva, bem como as estratégias psicológicas para a promoção do bem-estar e da qualidade de vida. Em breve, no ar...

Sobre a RÁDIO PSI

CFP lança a RádioPSI: sintonize a rádio da Psicologia

Com uma programação musical diversificada, a rádio conta também com notícias, entrevistas e boletins sobre o dia a dia da profissão pelo país

A partir de hoje você está convidado a ficar sintonizado dia e noite na RádioPsi, a Rádio online da Psicologia. Notícias, boletins e entrevistas sobre as ações, eventos e a participação dos profissionais nas diversas áreas de atuação da categoria. O Conselho Federal de Psicologia tem agora mais um canal de comunicação com os psicólogos e psicólogas de todo o Brasil.

Com uma programação diversificada, traremos diariamente informações sobre o dia a dia da profissão pelo país. Tudo isso em parceria com os conselhos regionais e diversas entidades da Psicologia. Essas informações e debates estão distribuídas nos programas CFP News, Economia e Trabalho, Espaço formação, Balaio Cultural e Viver Bem, além de uma programação musical de qualidade selecionada para você.

Investindo em mais conteúdos via web, o CFP também aposta na redução de custos diários com a impressão de materiais, otimizando a utilização dos recursos arrecadados com a anuidade paga pelos psicólogos e psicólogas.

Participe enviando sugestões para o email radiopsi@cfp.org.br e acompanhem nossa programação.

sábado, novembro 26, 2016

Bastidores da entrevista para o jornal da RIT TV

Bastidores da entrevista do Prof Armando Ribeiro para a repórter Vanessa Lorenzini do jornal da RIT TV. O tema da entrevista é sobre as consequências negativas do stress crônico nas empresas, além de medidas para gerenciar o stress excessivo e as novas tecnologias para a avaliação psicofisiológica do stress. Diversos estudos já demonstraram que o stress excessivo é responsável pela perda da produtividade, aumento da rotatividade / absenteísmo, além de comprometer a saúde do trabalhador, bem-estar e qualidade de vida.

Após a entrevista em ambiente interno, o Prof Armando Ribeiro e a equipe de jornalismo da RIT TV foram demonstrar como esta o stress do paulistano, em frente ao Centro Cultural São Paulo. Dentre as principais queixas dos transeuntes sobre as fontes do stress, destacaram-se: transporte público, problemas financeiros, preocupação com o cenário político / econômico do país, provas e etc. Algumas pessoas disseram utilizar os espaços verdes do Centro Cultural São Paulo (ex. jardim suspenso, horta comunitária e etc.) como estratégia pessoal para reduzir o stress excessivo ao longo da semana.

Pessoas que circulavam pelas imediações do Centro Cultural São Paulo foram convidadas para uma demonstração didática da avaliação psicofisiológica do stress, por meio de modernos equipamentos de biofeedback de EDA (atividade eletrodérmica da pele). Na foto, a equipe de produção do jornal da RIT TV durante as gravações externas. A atividade eletrodérmica da pele é uma das medidas objetivas da ativação do sistema nervoso autônomo simpático ( responsável pela reação de luta-fuga / stress).

Muitos rankings apontam o jornalismo como uma das 10 profissões mais estressantes. Será verdade? A repórter também quis avaliar o seu nível de stress psicofisiológico durante a condução da entrevista... Surpresa: Seus níveis de stress são compatíveis com a tensão normal adaptativa frente a situação de conduzir uma entrevista em frente as câmeras (ex. foram reportados 23 eventos estressantes, ou seja, ela permaneceu com a resposta do stress ativa em 46% do tempo da avaliação). O stress (na forma de eustress / stress positivo) pode ser fundamental para uma boa entrevista, mas será que ela consegue relaxar depois de um dia exaustivo de trabalho?

terça-feira, novembro 22, 2016

"A felicidade dentro da empresa é lucro"

O psicólogo Armando Ribeiro, especialista em gestão do estresse, fala sobre o impacto do problema na vida pessoal e dentro das organizações

O psicólogo Armando Ribeiro ficou um tanto confuso quando começou a conviver com administradores e o mundo corporativo. Sua preocupação número um, como a de qualquer médico, era melhorar a saúde de seus pacientes. Mas, para convencer as empresas da importância de promover o bem-estar dos funcionários, precisou reunir números e provar que colaboradores saudáveis davam resultados melhores.
Ribeiro coordena o Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além de atender pacientes, ele também dá consultoria e participa de eventos em empresas para "pregar" a importância da saúde física e mental.  
Em entrevista a Época NEGÓCIOS, ele fala sobre como o estresse afeta nossa vida pessoal e os ambientes corporativos e ainda faz um alerta para os gestores: uma das maiores causas de estresse no trabalho é o chefe. 
O que é o estresse?
Há uma banalização desse termo. Cansaço não é estresse, chateação não é estresse, brigar com a namorada não é estresse. Se eu pudesse simplificar, chamaria de ameaça ou tensão. Tudo o que nos causa estresse é uma ameaça - real ou imaginária. Ou seja, viver o problema ou imaginar o problema faz com que seu corpo entenda que a ameaça está aqui, agora. Nossa resposta fisiológica não consegue diferenciar a possibilidade da realidade. 

O estresse é sempre algo prejudicial?
A gente pensa no estresse como algo ruim, mas não é necessariamente. O estresse inicial a gente chama de fase de alerta. Você se concentra em algo preocupante, ou um prato cai na mesa ao lado, e há uma descarga de adrenalina. Você avalia a situação e se adapta. Em um dia normal, a gente entra e sai dezenas de vezes desse estado. Trânsito, calor e dor de barriga levam ao estresse de alerta. Uma vez que a situação foi resolvida, ele vai embora. A gente não tem que temer esse tipo de estresse - muitas vezes ele é benéfico. Ajuda a pensar rápido, decidir mais rápido. O preocupante é quando esse estresse se transforma em crônico. Ou seja, todos os dias, independente dos estímulos externos, você percebe o mundo de forma perigosa e ameaçadora. É isso que realmente estraga nossa saúde.
E como ocorre essa evolução?
Vamos dizer que uma há uma preocupação contínua. Ela começa a durar dias ou semanas. É a fase do estresse de resistência. Você começa a ter primeiros sintomas fisicos. Azia depois do almoço, crises de diarreia, acne depois da adolescência… Seus hormônios estão desequilibrados. Se você não resolve a questão, passa por uma fase chamada de estresse quase-exaustão, quando geralmente você começa a adoecer de fato. Nesse momento, as pessoas marcam uma consulta com um gastro ou um dermatologista. A última fase é a exaustão, na qual você tem doenças que geralmente te impedem de continuar trabalhando ou estudando. Depressão, AVC, infarto. Doenças que geralmente acarretam consequências de dificil tratamento. Temos um problema, porque os médicos não são treinados para olhar o estresse. Eles são treinados para olhar a doença. Deveria ser obrigatório contextualizar as queixas dos pacientes com o resto de suas vidas.
Quais outros efeitos o estresse pode causar?
Somos dotados de mecanismos de sobrevivência muito inteligentes. Quando o corpo se percebe ameaçado, há uma necessidade de adquirir e conservar energia. Por isso que os piores alimentos, como frituras e açúcares refinados, são os que a gente tem mais tem vontade de comer. É algo biológico. A célula está sob ameaça e não quer alface. É uma bola de neve. Você fica estressado, come mal, evita atividade física e fica aprisionado no problema. Na última década, foram feitas muitas pesquisas relacionadas ao estresse e à neurociência. As conclusões mais recentes é que ele muda nossa capacidade de enxergar as coisas com clareza. Quanto mais hormônios do estresse você produziu ou está produzindo, mais prejudicada fica sua capacidade de tomar decisões de forma racional e clara. São decisões mais impulsivas: compra, vende, demite, contrata. Isso sem sombra de dúvida acarreta perdas e prejuízos para as organizações.
Quer dizer: o bem estar não pode ser só da porta para fora?As empresas deveriam se preocupar mais com esse assunto?
Há pesquisas que mostram que as empresas poderiam economizar se investissem em promoção de saúde. Convencê-las disso é uma dificuldade, porque elas querem economizar dinheiro a todo custo, mesmo quando a médio prazo essa economia representa grandes perdas. É o caso de profissionais altamente especializados que adoecem e são obrigados a se afastar do trabalho. Outra coisa muito comum nos dias atuais é o presenteísmo. É um estresse que não te deixa doente a ponto de estar afastado, mas acaba com a produtividade. A pessoa bate cartão todo dia, mas está fatigada. As empresas mal tomam consciência disso. Elas até sabem, mas é um tipo de assunto que fica relegado ao RH. A gente vem de um posicionamento arcaico de administração que é o seguinte: você vai para o trabalho, se mata, transpira, pega o seu salário e a qualidade de vida você vai procurar ter na sua casa. Porém, cada vez mais a gente não separa a casa do trabalho. Tablet e celular são ótimas ferramentas, mas atrapalham nesse sentido.
Quer dizer: o bem estar não pode ser só da porta para fora?
A felicidade da porta para dentro é lucro. Essa é a linguagem que eu aprendi que funciona - lucro (risos).
Você aprendeu isso quando deu aula no Insper?
O meu ideal é ter todo mundo saudável. No mundo dos negócios, eu me deparei com perguntas como “quanto custa ter todo mundo saudável e quanto isso representa nas minhas metas?” Tomei um susto. Para mim, saúde não tem preço. Mas no mundo corporativo tudo tem preço. Aí eu fui buscar esses dados. Existe, por exemplo, um estudo de ROI (retorno sobre investimento) no qual  se descobriu que cada dólar investido em programa de bem estar tem um ROI de 6 a 12 dólares. Eu tive que descobrir essa linguagem para me ouvirem.
Qual o papel das empresas no gerenciamento do estresse?
Existem empresas, ambientes organizacionais, que são fábricas tóxicas de estresse. Isso pode ser tanto a característica do próprio negócio - trabalhar numa usina nuclear não deve ser fácil -, mas principalmente é pelo perfil das lideranças. Um dos grandes responsáveis pelo estresse no trabalho é o chefe. São as pessoas que têm poder e criam ambientes competitivos, conflituosos, de muita pressão, de muita exigência, de pouca validação do outro, de pouco feedback positivo. Os líderes precisam colocar em suas agendas a criação de um ambiente saudável. Funcionário saudável rende mais. Há uma necessidade de mudar a visão de que os colaboradores são apenas meio. Eles são parte do negócio. A ideia da valorização das pessoas é o que nos falta hoje.
Geralmente as pessoas associam estresse no trabalho ao excesso de obrigações. É sempre isso?
Existe um modelo de dois pesquisadores que compara nível de estresse com desempenho. O estresse inicial é bem-vindo até um determinado ponto. Funciona como um gráfico em forma de U invertido. Quando o nível de estresse é muito baixo ele leva à baixa performance. É o que os americanos chamam de “boreout”. São trabalhos onde o grau de comprometimento é zero. Servidores públicos, por exemplo. A falta de um estresse motivador que te leva a querer estudar mais e a se desenvolver também adoece. O outro extremo do gráfico é o “burnout”, mais conhecido, quando as exigências estão acima da sua capacidade de gerenciá-las. O nosso sonho é ajudar as pessoas a descobrirem seu ponto de equilíbrio.
A França proibiu no ano passado que funcionários fossem obrigados a ler email depois das 18h. É um exemplo radical, mas a gente deveria se forçar a se desligar dessa tecnologia?
As pesquisas sobre tecnologia são muito recentes. A gente não conhece ainda o efeito disso sobre nosso cérebro. O que se percebe é que essas ferramentas prometiam trazer uma economia de tempo, mas descobrimos que não é bem assim. Temos a cada ano trabalhado mais horas. A promessa da tecnologia que ia nos deixar mais livres vem nos escravizando. Existe um termo - tecnoestresse - que caracteriza a descarga de adrenalina e cortisona por causa dessa mudança contínua de aplicativos, programas e tecnologias. Definitivamente, já existem os primeiros casos de profissionais que vêm adoeçendo por causa do uso nocivo da tecnologia. Há quem se torne viciado no sinal da internet. Eles precisam estar conectados o tempo todo. Para eles, nenhuma informação é lixo eletrônico. Outra coisa que a gente sabe é que as pessoas têm dormido menos. Elas levam essas parafernalhas para a cama. Já foi comprovado que a luz azul das telas é fonte de inibição do sono. E estresse e sono são dois lados de uma mesma moeda. Sabemos hoje que o sono regular de boa qualidade é suficiente para recuperar seu organismo do estresse sofrido.
E comparado a três ou duas gerações anteriores, as pessoas estão mais estressadas?O estresse é uma doença do mundo moderno? Ou o homem das cavernas também era estressado?
O que sobrou dos homens das cavernas são registros como hábitos alimentares. O que a gente supõe é que grande parte do estresse deles era do tipo agudo. Os indivíduos que viviam estresse crônico era muito mais por causas reais: períodos de fome, escassez de alimento. Hoje, a gente pode estar com uma represa acabando, mas se você tiver dinheiro, compra uma garrafa de água. O nosso mundo foi organizado de uma forma tão simbólica e abstrata que você pode pagar pra viver bem sem faltas. Só que a gente não consegue pagar a paz da consciência e dormir tranquilo. Diferente dos nossos antepassados, hoje o que realmente incomoda é a questão de convivência em sociedades inchadas, megalópoles violentas. Você sofre muito mais por causas abstratas, que não são menos importantes.
Está piorando. Por exemplo, no tempo dos nossos avós havia a ideia de passar a vida inteira dentro de uma mesma empresa. Eles entravam na companhia e ficavam até se aposentar. Nossa realidade é outra. Você se forma em jornalismo hoje e amanhã abre uma empresa de cupcake e vira empreendedora. O fato de você ter estudado jornalismo não significa nada. As possibilidades são inúmeras e os desafios também. Cada vez mais as nossas sociedades têm essa indefinição. Você pode fazer tudo. E fazer tudo é igual a ter um cardápio que possui três opções e um que tem 300. Você trava. O excesso de opções é uma fonte de estresse. É uma era de indefinições. Tive aula com Daniel Goleman (psicólogo, autor de Inteligência Emocional). Ele diz que temos uma sociedade sem foco. Quando a gente não tem foco, se estressa mais. Não funcionamos como um computador. Não somos multitarefa. A mente humana só é precisa se ela lida com um problema por vez. Quando você abre várias janelas da sua mente, perde o foco.
Como enfrentar o estresse?
A bola da vez é uma técnica chamada mindfulness, chamada no Brasil de atenção plena. É uma série de exercícos práticos que consultores levam às organizações para que as pessoas cultivem o momento presente. A pressão por bater metas e o ambiente extremamente competitivo e globalizado faz com que a gente perca o momento presente. Você está na sua mesa e você não sabe de fato se está lá, se está pensando no passado ou no próximo trimestre. No Brasil, no entanto, essa técnica ainda não é muito usada.
E quais técnicas podemos usar no cotidiano para diminuir nosso nível de estresse?
O tripé alimentação, atividade física e lazer continua sendo importante. O sono também é fundamental. Mas estamos em um momento em que isso é o arroz com feijão. A “mistura” seria desenvolver um trabalho com significado. É uma coisa que falta muito no nosso tempo e é uma questão cara aos jovens. Todas essas gerações Y, Z, tendem a buscar trabalhos com significado pessoal. Ganhar dinheiro é importante, mas elas querem ser reconhecidas, valorizadas e ter orgulho do que fazem. Isso não é arroz e feijão.
As empresas podem ajudar de alguma forma?
Cultivar relações no trabalho, ter momentos de lazer, aproximar a família do ambiente corporativo. São projetos que existem por aí de aumento de bem estar e de felicidade e que trazem retorno altíssimo. Os funcionários querem ouvir o que eles podem fazer para ser mais felizes. A empresa pode ajudar o funcionário a se desenvolver como pessoa e não só como colaborador. Existem também cada vez mais pesquisas mostrando que a diminuição do estresse começa pela construção do seu escritório. A arquitetura do prédio, trazer lembranças da família, um vaso, ter janelas para o exterior. A gente saiu da savana, mas a savana não saiu da gente. Aquele cantinho do café às vezes é onde as conversas mais importantes acontecem. Por que não pode ser um lugar acolhedor?
Isso tudo que você está dizendo, de novo, tem a ver com acabar com aquela ideia de que trabalho é trabalho e a vida é só lá fora?
A vida é uma só. Se você morrer no trabalho, não vai viver sua vida pessoal. A gente deveria buscar esse sentimento de plenitude de preenchimento no trabalho, em casa, com os amigos, em viagens. Tenho muitas histórias de pessoas que esperam o ano todo para sair de férias. Elas estão deixando para viver só nos 30 dias de férias. E os 11 outros meses do ano?
Mas tirar férias é importante, não?
É importante, mas não resolve estresse crônico. Afastamento do trabalho por causa de estresse não resolve. Porque o problema está no trabalho. No dia em que você voltar, o comichão volta junto. A ideia de períodos de ruptura da rotina é importante, porque a rotina envelhece nosso corpo. O ideal é que seu trabalho também seja fonte de prazer. O dinheiro vem e vai, o prazer é pleno. Claro que você precisa de dinheiro. Mas a satisfação com o trabalho não tem preço. Isso é muito mais simples de se trabalhar do que os gestores pensam. Mas eles não pensam nisso. Satisfação no trabalho tem que ser preocupação da liderança. A liderança que quer bater metas, que quer atingir seus objetivos, tem que dar em contrapartida facilitadores para o bem viver. E é isso que a gente não vê acontecendo. Eu tiro teu sangue e acredito que pagar um salário é suficiente. A gente está vivendo uma mediocridade nesse sentido.

sexta-feira, novembro 18, 2016

Seu filho precisa ouvir não?

A importância de dizer "não" ao seu filho.

Seu filho precisa ouvir não

Essa palavrinha pode ser difícil, já que, no fundo, ninguém gosta de negar um pedido do filho. Mas, acredite: é necessário. Descubra como colocar limites e ajudar a criança a lidar com as inevitáveis frustrações da vida

No aconchego do útero materno, o bebê tem exatamente aquilo que precisa para sobreviver e crescer. Esse é o único período da existência humana em que qualquer necessidade é suprida imediatamente. Mas basta nascer para que a criança sinta as primeiras dificuldades e frustrações: é preciso fazer força para respirar, o ambiente é frio e desconfortável, o alimento não chega a todo instante... E tudo isso se transforma em choro, claro.

A grande verdade (se é que existe alguma certeza nessa vida) é essa: todo ser humano se frustra desde que aterrissa nesse mundo. Não há como evitar isso, por mais que doa ver um filho sofrer. Tentar satisfazer completamente as vontades e evitar dizer o famoso “não”, achando que isso trará felicidade, é inútil. Ensinar os filhos a esperar e persistir faz parte do papel de pais e mães. Se os adultos não derem limites e não negarem alguns caprichos das crianças, elas não aprenderão a lidar com as adversidades que surgirem pelo caminho – e isso se torna um problemão lá no futuro.

Em resumo, o seu filho vai se decepcionar, sim, muitas vezes, e isso é bom para ele. Só passando por essas situações e aprendendo a lidar com elas é possível adquirir habilidades importantes para toda a vida, como perseverança, paciência, empatia e flexibilidade. Um experimento simples realizado nos anos 1960 ficou famoso entre os psicólogos e deu origem a uma série de novas pesquisas nesse campo. O livro que conta tudo isso acaba de chegar ao Brasil. O Teste do Marshmallow: Por que a Força de Vontade É a Chave do Sucesso (Ed. Objetiva, R$ 49) foi escrito pelo pesquisador Walter Mischel, reconhecido professor de psicologia na Universidade de Columbia (EUA). Na experiência dele, a criança recebe um marshmallow e a seguinte instrução: pode comer o doce imediatamente ou esperar 20 minutos e comer dois.

A decisão tomada pela criança prevê algo sobre seu futuro? Sim! Com base em décadas de pesquisa, Mischel descobriu que lidar com a frustração de adiar pequenos prazeres para alcançar objetivos é um indicativo de melhor cognição e autoestima, o que contribui com uma vida de sucesso. “Saímos [do estudo] cheios de novas esperanças, sensibilizados pela capacidade de ver mesmo crianças pequenas não cederem ao prêmio imediato e persistir na busca de ganhos maiores”, escreveu ele.

A decepção, em determinado grau, é uma forma de autorregulação e autocontrole, conforme explica o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa (SP). “Essa pesquisa do marshmallow mostra que a criança que resiste ao sentimento de frustração por não ter seu desejo atendido imediatamente se torna mais resiliente, mais resistente ao estresse do dia a dia e tem potencial para um futuro promissor”, explica ele.

Primeiras insatisfações

Engana-se quem pensa que a vida do bebê é uma maravilha completa. Desde que sai do conforto e da segurança do útero materno, onde tinha tudo, ele inicia um processo de adaptação à sociedade. Aqui fora, a realidade é bem diferente. “Em pouco tempo, a criança se depara com a ausência do seio materno: ela se dá conta de que aquilo não lhe pertence e não estará disponível o tempo todo. Esse é um exemplo de frustração necessária e inevitável”, explica Maria José Gontijo, pós-doutora em Educação, professora da PUC-MG e membro do Conselho Federal de Psicologia. 

Assim, uma série de outras pequenas insatisfações se apresentam diariamente ao bebê – e não há como criar um ser humano sem contrariar suas vontades. O cotidiano de uma criança pequena já inclui uma série de desgostos que fazem parte da existência. “Não acarinhar 24 horas seguidas é frustrá-la. Mas é impossível alguém oferecer o peito e o colo dia e noite sem parar. Isso é completamente ilusório e romantizado. No cotidiano, os pais têm que se ausentar para tomar banho, comer, trabalhar”, reflete Alessandra Barbieri, psicóloga, psicanalista e professora do Instituto Sedes Sapientiae (SP).

Quando dizer "não"

Além das insatisfações irremediáveis (como a impossibilidade de estar nos braços de um adulto em tempo integral) é preciso, aos poucos, dar limites a certos comportamentos dos filhos. “O bebê de 1 ano já compreende o ‘não’. É por isso que essa é a primeira palavra de muitos. Aos 2 anos, ele passa a entender também que o ‘não’ pode trazer consequências, como um castigo. Dar limites é extremamente importante para a formação”, afirma o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Os especialistas lembram que, atualmente, existe uma “ditadura do prazer”, em que não se pode adiar uma vontade. Por isso, muitos pais tentam fazer de tudo para que a criança não se frustre e acabam criando pequenos paraísos artificiais para os filhos, onde qualquer desgosto é sanado com doces, presentes, telas...

Mas qual é a medida certa das negativas? Não existe receita pronta! “Temos que usar o ‘não’ somente quando for preciso. Para definir a necessidade, os pais devem pensar nos planos que têm para o filho. É preciso ter em mente o tipo de adulto que você deseja que a criança se torne, para poder cobrar comportamentos e corrigi-la sem sentir culpa”, afirma a psicóloga Teresa Helena Schoen, pedagoga e professora da Unifesp.

O papel do elogio

Elogiar (sem excessos) o bom comportamento é muito importante. Ressalte aquilo que a criança fez e que condiz com o que se espera dela. Por exemplo: se ela lavou as mãos sozinha após usar o banheiro, se soube agradecer um presente repetido que ganhou, se foi educada durante a visita a um parente... São pequenas conquistas que merecem reconhecimento verbal. É uma forma de valorizá-la.
O que diz a especialista...

Alessandra Barbieri, psicóloga, psicanalista e professora do Instituto Sedes Sapientiae (SP) responde a questões frequentes

Como dizer “não” na medida certa, sem falta nem exagero?
Crianças são seres em processo de humanização. Cada adulto deve ter em mente o que julga importante nesse processo e não abrir mão disso. Em questões de menor importância, o “não” pode ser deixado de lado: isso poupa energia para as próximas negativas e permite que a criança explore o mundo sem tantas inibições. Uma boa medida é os pais perceberem a quantidade de prazer em sua relação com o filho. Se, no dia a dia, os adultos não encontram nenhum ponto agradável na convivência porque sempre estão no papel dos que tolhem, então é preciso repensar a frequência do “não”.

O que fazer se bater o sentimento de culpa ao negar algo para o filho?
Os pais podem e devem relaxar quando isso acontecer. O mais importante para a criança é perceber que há alguém que cuida dela e que decide. O “não” é muito chato de ouvir, mas também pode deixar a criança menos angustiada diante de um excesso de sensações ou em momentos de escolha que ela ainda não tem condições de fazer.

Dizer que haverá castigo e voltar atrás na decisão é um problema?
Pode ser quando acontece com frequência – o que costuma indicar adultos muito hesitantes em seus papéis de pais. Mas, voltar atrás eventualmente não é problema, desde que a decisão final seja fruto de um momento de reflexão e que se explique os motivos ao filho.

Como explicar à criança o motivo de um “não” ou de um castigo?
É importante falar firme, olhando nos olhos, mas sem gritar e ser muito autoritário, o que pode assustar ou gerar raiva na criança. Ela deve prestar atenção ao que é dito, e, para isso, precisa estar calma. Antes de punir a criança, o adulto deve refletir se a consequência imposta é possível de se cumprir.

Fonte: CRESCER

quarta-feira, novembro 16, 2016

Saúde do Homem. Homens não adotam hábitos saudáveis, segundo Ministério da Saúde

🙈🙉🙊 Além dos hábitos prejudiciais à saúde, muitos homens não costumam procurar os serviços médicos. Esse é o caso de quase 1/3 da população masculina brasileira, de acordo com pesquisa do Ministério da Saúde. Prevenção é qualidade de vida. Cuidar da saúde também é coisa de homem! #SaúdeDoHomem http://bit.ly/2fxYwsQ

terça-feira, novembro 15, 2016

4 maneiras simples de lidar com a ansiedade

Fazer exercícios e se afastar das redes sociais são algumas das medidas para aliviar esse estado emocional

É inevitável: em algum momento da vida, todas nós vamos sofrer com a ansiedade. E nem sempre isso é ruim. Muitas vezes, esse estado emocional pode ser de grande ajuda para nos preparar para um grande desafio – pessoal ou profissional. O problema é quando a coisa sai do controle, a ponto de causar sintomas preocupantes, como coração acelerado, falta de ar, má digestão, alteração dos hábitos intestinais, dores de cabeça e dificuldade para dormir.

“Durante as crises, os remédios podem apagar o incêndio, mas somente a mudança do estilo de vida modifica profundamente a resposta de ansiedade”, explica o psicólogo Armando Ribeiro, professor do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Se você sente que a ansiedade está afetando a sua rotina além da conta, confira a seguir algumas dicas para evitar que essa sensação atrapalhe a dieta, o sono e até o trabalho

1. Fazer exercícios regularmente

A atividade física pode ser considerada um remédio eficaz e seguro para o alívio dos sintomas da ansiedade, de acordo com Armando Ribeiro. Movimentar-se um pouco todos os dias ajuda a dar um up o humor, a melhorar o sono, a aliviar o stress e ainda a aumentar autoestima. No entanto, é preciso escolher bem a modalidade para os períodos de crise. “As muito intensas, como o crossfit, podem agravar inicialmente os sintomas de ansiedade”, explica o professor. Caminhada, corrida, natação e musculação são mais adequadas para esses momentos, mas é importante que você perceba como a sua cabeça e o seu corpo reagem em cada atividade.

2. Meditar

Não estamos falando para você ficar em posição de lótus (sentada, com as pernas cruzadas) e em um longo período de silêncio todos os dias. O mindfulness também é uma prática meditativa, só que mais coerente com uma rotina dinâmica. O intuito é treinar a atenção plena ao que você está fazendo no momento, que pode ser escovar os dentes, cozinhar ou passear com o cachorro. É um método que combate a ação em piloto automático, quando agimos com a cabeça dispersa, geralmente remoendo preocupações e angústias.

3. Usar menos as redes sociais

Não é para ficar completamente off-line, mas evitar abrir o celular o tempo todo para ver se alguém curtiu seu post no Facebook ou no Instagram. “O uso excessivo das redes sociais pode aumentar os sintomas de ansiedade, depressão, baixa autoestima e excesso de comparação social”, alerta Ribeiro. Se você trabalha o dia todo em frente ao computador, por que não considera deletar os aplicativos das redes do seu celular? Ou então, configure o aparelho para não receber notificações. Assim, você será menos tentada a entrar no Face, no Insta e no Snap toda hora.

4. Tomar menos café

A cafeína tem muitos pontos positivos. Segundo estudos da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, a substância é boa para o coração, ajuda a prevenir o mal de Alzheimer e combate o diabetes, ao reduzir o nível de açúcar no sangue. Mesmo assim, a principal substância do café ainda é um estimulante e, por isso, deve ser evitada nos dias de maior apreensão. E não vale substituir a bebida por refrigerante, chá preto ou chocolate, que também contêm cafeína. Prefira o chá-verde ou um belo smoothie de frutas e alfarroba.

Fonte: Boa Forma

sexta-feira, novembro 11, 2016

Mensagem aos ouvintes. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Mundo corporativo. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Mudanças do humor. RádioPSI


O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Atenção Plena. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Formação em Harvard. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Stress e prevenção. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Intervenções psicológicas. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Stress e Psicologia. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Programa de avaliação do stress. RádioPSI



O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

Como se pode administrar o stress? RádioPSI


O estresse crônico tem consequências importantes para a saúde física e emocional, além de prejuízos para as relações afetivas, educação e trabalho. Discutir o papel da Psicologia na Gestão do Estresse é o principal objetivo desta série de entrevistas para o programa Espaço Formação da RádioPSI do CFP.

segunda-feira, novembro 07, 2016

Como se pode administrar o stress? RádioPSI


Entrevista especial do Prof Armando Ribeiro para o programa Espaço Formação da RádioPsi (podcast) do Conselho Federal de Psicologia. O programa Espaço Formação apresenta informações para a formação da (o) psicóloga (o), abordando assuntos que fazem parte do dia a dia da profissão, bem como as diferentes áreas de atuação e conflitos existentes no exercício profissional.

O Prof Armando Ribeiro compartilhou um pouco da sua trajetória no estudo e pesquisa da Gestão do Estresse, bem como da experiência adquirida como coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do complexo hospitalar da Beneficência Portuguesa de São Paulo (considerado o maior complexo médico-hospitalar privado da América Latina), bem como da sua experiência no estudo da Gestão do Estresse e da Resiliência pela Harvard Medical School (EUA).  

Sobre a Rádio Psi

A partir de hoje você está convidado a ficar sintonizado dia e noite na RádioPsi, a Rádio online da Psicologia. Notícias, boletins e entrevistas sobre as ações, eventos e a participação dos profissionais nas diversas áreas de atuação da categoria. O Conselho Federal de Psicologia tem agora mais um canal de comunicação com os psicólogos e psicólogas de todo o Brasil.

Com uma programação diversificada, traremos diariamente informações sobre o dia a dia da profissão pelo país. Tudo isso em parceria com os conselhos regionais e diversas entidades da Psicologia. Essas informações e debates estão distribuídas nos programas CFP News, Economia e Trabalho, Espaço formação, Balaio Cultural e Viver Bem, além de uma programação musical de qualidade selecionada para você.

Investindo em mais conteúdos via web, o CFP também aposta na redução de custos diários com a impressão de materiais, otimizando a utilização dos recursos arrecadados com a anuidade paga pelos psicólogos e psicólogas.

sábado, novembro 05, 2016

Os melhores livros para os muito tristes. Farmácia Literária

Os melhores livros para os muito tristes

Herzog - Saul Bellow
Betty Blue - Philippe Djian
A insustentável levez do ser - Milan Kundera
O olho mais azul - Toni Morrinson
A redoma de vidro - Sylvia Plath
Última saída para o Brooklyn - Hubert Selby Jr.
Junto à Grand Central Station sentei-me e chorei - Elizabeth Smart
Ao farol - Virginia Woolf
Foi apenas um sonho - Richard Yates

Sobre o livro Farmácia Literária

Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. Farmácia literária é um tributo a esse poder. Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade, escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse. Estruturado como uma obra de referência, em Farmácia literária os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. 

A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração). Está convencido de que tem sido covarde? Leia O sol é para todos e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em Cem anos de solidão para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? Suíte em quatro movimentos, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado. 

Brilhante e encantador, Farmácia literária pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios. Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

Fonte: Farmácia Literária (Berthoud & Elderkin, 2016) 

Os melhores livros para levantar o astral. Farmácia Literária

Os melhores livros para levantar o astral

Tomates verdes fritos - Fannie Flagg

Fazenda maldita - Stella Gibbons

Febre de bola - Nick Hornby

Pai e filho - Tony Parsons

A última façanha do major Pettigrew - Helen Simonson


Sobre o livro Farmácia Literária

Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. Farmácia literária é um tributo a esse poder. Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade, escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse. Estruturado como uma obra de referência, em Farmácia literária os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. 

A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração). Está convencido de que tem sido covarde? Leia O sol é para todos e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em Cem anos de solidão para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? Suíte em quatro movimentos, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado. 

Brilhante e encantador, Farmácia literária pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios. Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

Fonte: Farmácia Literária (Berthoud & Elderkin, 2016)

Ansiedade. Farmácia Literária

Retrato de uma senhora
Henry James

Ansiedade

Viver com ansiedade é viver com uma sanguessuga que sorve sua energia, autoconfiança e entusiasmo. Marcada por uma sensação constante de inquietação e temor - diferente da sensação de frustração que caracteriza o estresse - a ansiedade é tanto uma resposta a circunstâncias externas como um modo de encarar a vida. Embora as circunstâncias externas não possam ser controladas, a resposta interna pode; uma risada ou uma grande inspiração de oxigênio (a primeira levando à segunda) geralmente aliviam os sistemas pelo menos temporariamente, além de oferecer um estímulo para relaxar. A causa da ansiedade, no entanto, determina se rir ou se respirar e relaxar é a cura apropriada. Felizmente, nossa cura oferece os três.

Das catorze causas de ansiedade que identificamos, o primeiro capítulo de Retrato de uma senhora, de Henry James, pode aliviar dez. Tendo como abertura uma descrição da civilizada e serena instituição do chá da tarde em jardim no campo na Inglaterra - completada pela luz suave de fim de tarde, longas sombras, xícaras de chá "seguradas por muito tempo próximas ao queixo", tapetes, almofadas e livros espalhados pela relva à sombra das árvores - , seu convite para que você se tranquilize e também tome um chá (útil para as causas 2, 3, 4, 7, 10, 11, 12, além de alguns elementos da 13) é reforçado pela prosa sem pressa e elegante de James, um bálsamo para a ansiedade derivada de todas as causas precedentes e também eficaz para começar a erradicação completa da ansiedade produzida pela causa número 8.

Dizer que a prosa de James se estende espessamente, como manteiga, não pretende sugerir que ela seja pastosa, mas cremosa - e acrescentemos que é manteiga salgada. Pois os prazeres tanto da prosa como do chá da tarde são completados pelos diálogos de James, que contém franqueza e sagacidade (um curativo para as causas de número 1 a 4, e também excelente para a 7). Pois a conversa entre os três homens - o velho banqueiro americano em cadeira de rodas, sr. Touchett, seu "feio, doentio", mas charmoso filho, Ralph, e o "visivelmente belo" Lord Warburton, com seu rosto quintessencialmente inglês - é sempre voltada a gerar riso, e os personagens não têm receio de se provocar mutuamente (note a referência marcadamente não inglesa de Lord Warburton à riqueza do sr Touchett). Liberta das correntes do decoro e da forma que vinham agrilhoando os diálogos com gramados similares três quartos de séculos antes, é o tipo de conversa que o deixa à vontade (tratando, novamente, das causas 1 a 4 e 7, e aliviando também aquelas de número 6 e 9-12).

Quando ao pequeno grupo vem se juntar a prima americana de Ralph, Isabel Archer, recentemente "adotada" pela sra. Touchett, a conversa perde um pouco da naturalidade, mas ganha em espírito, pois Isabel, nesse estágio de sua vida, tem uma leveza, uma audácia e uma autoconfiança que não podem deixar de impressionar o leitor. Os que sofrem de ansiedade pela causa de número 9 acharão sua presença na história especialmente curativa.

De fato, recomendamos esse romance para todos os sofredores de ansiedade, exceto os que são ansiosos devido às causas 5 e 14 (para os últimos, em particular, livros de qualquer tipo são inúteis, a não ser que possam, talvez, ser usados como armas), embora leitores que sofram de ansiedade pelas causas 1 e 2 devam estar avisados de que o final pode produzir o efeito contrário e levar os sintomas a piorar. Nesse caso, eles devem voltar imediatamente ao início, para mais uma dose de chá da tarde.

Observação
1) Trauma, incluindo abuso ou morte de uma pessoa amada; 2) problemas de relacionamento, seja em casa ou no trabalho; 3) trabalho / escola; 4) finanças; 5) desastre natural; 6) falta de oxigênio em grandes altitudes; 7) levar a vida a sério demais; 8) sensação angustiante de que deveria ter lido mais clássicos; 9) falar negativamente de si mesmo; 10) saúde ruim / hipocondria; 11) uso excessivo de drogas; 12) estar atrasado / ocupado demais; 13) comida, água, calor ou conforto inadequados; 14) ameaça de ataque por animal ou pessoal feroz.

Fonte: Modificado do livro Farmácia Literária (Berthoud & Elderkin, 2016)

Sobre o livro Farmácia Literária

Lido no momento certo, um livro pode mudar sua vida. Farmácia literária é um tributo a esse poder. Para criar esta obra, as autoras viajaram por dois mil anos de literatura, selecionando livros que promovem felicidade, inspiração e sanidade, escritos por mentes brilhantes que nos mostram o que é ser humano e nos permitem identificação ou até mesmo catarse. Estruturado como uma obra de referência, em Farmácia literária os leitores podem simplesmente procurar por sua “doença”, seja ela agorafobia, tédio ou crise da meia-idade, e encontrarão um romance como antídoto. 

A biblioterapia não discrimina entre as dores do corpo e as da mente (ou do coração). Está convencido de que tem sido covarde? Leia O sol é para todos e receba uma injeção de coragem. Vem experimentando um súbito medo da morte? Mergulhe em Cem anos de solidão para ter uma nova perspectiva da vida como um ciclo maior. Ansioso porque vai dar um jantar na sua casa? Suíte em quatro movimentos, de Ali Smith, vai convencê-lo de que a sua noite nunca poderá dar tão errado. 

Brilhante e encantador, Farmácia literária pertence tanto à estante de livros quanto ao armário de remédios. Esta obra vai fazer com que até mesmo o leitor mais aficionado descubra um livro do qual nunca ouviu falar e enxergue com outros olhos aqueles mais familiares. E, mais importante, vai reafirmar o poder da literatura de distrair e fazer viajar, repercutir e curar, além de mudar a maneira como vemos o mundo e nosso lugar nele.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Voltando ao normal. Livro

Voltando ao normal
Como o excesso de diagnósticos e a medicalização da vida estão acabando com a nossa sanidade e o que pode ser feito para retomarmos o controle
Allen Frances

Voltando ao Normal é um protesto contra a indústria de diagnósticos, seus tratamentos desnecessários e a medicalização em excesso que vêm tomando conta dos consultórios médicos, transformando emoções e comportamentos da experiência humana em patologias clínicas.
Quem denuncia esse sistema é um dos mais renomados psiquiatras do mundo. Em Voltando ao Normal, o Dr. Allen Frances defende que nossos cérebros adaptaram-se durante milhares de anos para serem capazes de lidar com desafios e eventos desconcertantes sem o auxílio de medicamentos. Ele expõe também a história dos modismos da psiquiatria e a atual influência da indústria farmacêutica no surto de diagnósticos. As doenças mentais existem e efetivamente afetam uma parcela da população – em muitos casos com efeitos devastadores para os que sofrem delas e para seus entes mais próximos. No entanto, estamos caminhando para uma sociedade em que todos parecem sofrer de algum transtorno, e o conceito de sanidade é frágil.
Com texto acessível e recheado de informações importantes, Voltando ao Normal nos conduz por uma empreitada em busca de algo absolutamente extraordinário e cada vez mais raro: a noção do que é saudável e do que é normal.

Frances, A. Voltando ao normal. São Paulo: Versal Editores, 2016.