quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Apontadas como culpadas por microcefalia, mães se veem abandonadas por maridos

Especialista afirma ser comum que companheiros ou pessoas da família responsabilizem mães por fetos com malformações. Mães que foram picadas pelo Aedes aegypti e infectadas pelo zika tiveram bebês microcéfalos.

Além do drama e das dificuldades que a mulher infectada pelo zika vírus tem de enfrentar na criação de uma criança com microcefalia, a situação se complica ainda mais devido aos preconceitos nutridos por ela própria e pelas pessoas de seu entorno, de acordo com especialistas ouvidos pelo iG. Casos de maridos que abandonam suas companheiras se tornaram comuns, já que eles não sabem como lidar com a situação – e a própria sociedade acaba por culpar essas mães pela infecção pelo zika vírus, responsável pelo boom de casos de microcefalia no País nos últimos meses.

“É uma situação muito difícil, pois um filho envolve uma série de expectativas e, qualquer que seja a deficiência, vai gerar uma frustração muito grande, que os pais precisarão lidar e gerenciar da melhor forma possível”, explica a psicoterapeuta Andreia Calçada. O Ministério da Saúde já confirmou um total de 4.783 casos suspeitos de microcefalia em território nacional – 1.447 somente em Pernambuco –, a maioria com ligação com o zika.

Psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo, Armando Ribeiro afirma que o Conselho Regional de Psicologia já notificou seus membros para, sempre que possível, iniciar o mais rapidamente o tratamento psicoterápico em gestantes com suspeita de bebês com microcefalia.

“As mulheres estão passando por um período de muita angústia quando desconfiam que podem ter sido infectadas pelo zika vírus. Angústia, depressão e quadros de ansiedade são comuns”, enumera.
“Além disso, apesar de a mulher não ter culpa de ter sido picada pelo mosquito, é quase que instintivo entre as mães se culparem ou serem apontadas como responsáveis por qualquer deformidade pelos seus parceiros. Temos de lembrar que nossa sociedade ainda é machista e, muitas vezes, despreza e desvaloriza o papel da mulher. Existem vários problemas de saúde que não se previnem e nem há meios de garantir que não vão acontecer.”

“Esquecer [o repelente] não é exclusivo da mulher, é humano!”

Ribeiro lembra que, de fato, se a mulher deixar de aplicar repelente em alguma área do corpo, ela poderá ser picada e, consequentemente, infectada. Mas ressalta que isso não pode ser motivo para culpá-la pela doença, já que "esquecer não é exclusivo da mulher, é humano!”

“Infelizmente, ainda existe na nossa sociedade uma cobrança maior sobre esta mulher que concebe. É uma visão mais machista, mais autoritária. Até mesmo em casos de infertilidade, é comum os homens acusarem as mulheres. É duro para os homens assumirem que são eles que podem ter a dificuldade", aponta.

“É comum acontecerem divórcios, separação, distanciamento do pai por não saber lidar com a criança com malformação, e as mães se veem abandonadas e culpadas por uma coisa que elas não têm controle nenhum."

O acompanhamento psicológico, portanto, é essencial para ajudá-las a lidar com a nova perspectiva. E, de preferência, deve ser feito também com o companheiro, pois, assim, ele aprenderá a aceitar o novo cenário e a apoiar a mulher, possibilitando a redução os casos de abandono em momentos críticos.

Mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão do zika vírus, dengue e chikungunya.

Rejeição ou superproteção

O especialista em gerenciamento do estresse conta que há casos em que a mãe, pelo abalo psicológico, acaba ela própria rejeitando a criança ou não a amamentando, e cita ainda outros que podem ser tão nocivos quanto, de superproteção, por inibirem o desenvolvimento da criança. 

“A psicoterapia é fundamental, pois a microcefalia é uma condição de saúde que não tem cura e envolve outras síndromes, como diminuição da audição, da visão e outras dificuldades”, explica o psicólogo. “É preciso planejar uma vida em que dificuldades estarão presentes."

A psicoterapeuta Andreia Calçada ressalta ser importante que os pais tenham essa aceitação para poderem apoiar um ao outro: “Precisamos fazer um estímulo cognitivo, para Andreia explica que a psicoterapia pode ser individual ou familiar e, dependendo do caso, é possível que a pessoa compareça às sessões apenas uma vez por semana. Em casos de mães com depressão ou histórico de outros problemas, no entanto, pode ser necessário aumentar a periodicidade e alongar o tempo do tratamento.

Ribeiro comenta que a terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem eficaz. “A essência da terapia é responder aos nossos erros cognitivos ou distorções de pensamento. Não é a malformação que faz a pessoa sofrer angústia ou depressão, mas a interpretação negativa e viciosa que acontece na mente", explica. 

“O ser humano tem tendência a não deixar imagens em branco na mente, então, quando não temos uma informação completa, a mente cria cenários muito negativos para tentar se precaver, e isso vai levar a um nível de estresse crônico que afeta a vida."

Período de descanso é lei!

Trabalhar no período de férias, seja por pressão da empresa ou por opção própria, pode ser perigoso para a saúde e ainda afetar o relacionamento com a família e amigos. Contribuição para o jornal Estado de Minas.

Não vai ao Psicólogo quem tem problemas...

Não vai ao Psicólogo quem tem problemas. Problemas todo mundo tem. Vai ao Psicólogo quem quer resolvê-los!

Férias... Luxo não, necessidade!

Depois de um ano de trabalho, é fundamental dar um tempo para recompor as energias físicas e psíquicas. Férias... Luxo não, necessidade!

quarta-feira, fevereiro 03, 2016

Antes da balada!

Orientar os filhos sobre os perigos nunca é demais. Afinal, a violência está por todos os lados. Veja o que dizer a eles nos minutos que antecedem as comemorações e faça a sua parte! Antes da balada!

sexta-feira, janeiro 29, 2016

A importância das férias e dos períodos de descanso para a saúde física e emocional

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Entrevista do Prof Armando Ribeiro (psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo) para a rádio CBN sobre a importância das férias e dos períodos de descanso para à saúde física e emocional.

Pausa para recarregar as energias

Bom momento para a renovação física e psíquica, as férias podem garantir uma vida mais saudável, além de melhorar o próprio rendimento profissional. Trabalhar no período de férias, seja por pressão da empresa ou por opção própria, pode ser perigoso para a saúde e ainda afetar o relacionamento com a família e amigos. Pausa para recarregar as energias

Perdoar ou não? Eis a questão!


Dobrando as metas

Com muitas dedicação e alguns segredos que revelamos aqui, é possível riscar item por item da sua lista de metas e, enfim, realizar os seus planos - com um resultado final mais do que gratificante. Dobrando as metas. Ciência em Foco Extra.  

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Parabéns SP!!! 462 anos...

São Paulo, 25 de Janeiro de 2016

462 anos!!!

"São Paulo tem o espírito de luta e conquista dos antigos bandeirantes. É desbravadora. É uma cidade que valoriza o trabalho e não quer nada de graça."

Antonio Ermírio de Moraes, presidente do grupo Votorantim, "Exame", 10/12/2003

sábado, janeiro 23, 2016

Dia Internacional da MEDICINA INTEGRATIVA

Dia Internacional da Medicina Integrativa
23 de Janeiro de 2016

Uma nova abordagem, chamada medicina integrativa, tem conquistado espaço em instituições de pesquisa, hospitais, unidades de saúde e consultórios médicos ao propor uma mudança de paradigma no tratamento médico: a doença não é mais o principal foco de atenção, mas o paciente “inteiro” (mente, corpo e espírito).
Parece simples, mas a abordagem, que surgiu dentro de universidades norte-americanas a partir de meados dos anos 1970, modifica toda a prática médica, em uma relação em cascata: o paciente passa a ser visto como agente responsável por sua melhora, a consulta inclui atenção diferenciada, a relação entre médico e paciente é fortalecida, a escolha de terapias se expande.
Até mesmo o conceito de cura é ampliado, deixando de ser compreendido apenas como a ausência de doença, o que é bastante comum hoje em dia, para ser visto como o restabelecimento do bem-estar físico, mental e social do paciente (definição adotada pela Organização Mundial da Saúde).
Outra importante mudança da medicina integrativa é a ênfase na capacidade inata de recuperação do nosso organismo. Ou seja: somos capazes de participar ativamente do nosso processo de cura, apesar de não sermos educados para saber disso.
A cura, segundo a medicina integrativa, não vem de fora, mas de dentro. Remédios, tratamentos, cirurgias são necessários para acelerar a recuperação (óbvio), mas não são tudo e nem podem fazer todo o trabalho sozinhos. É uma mudança de entendimento. Ao se recuperar de uma pneumonia após ingerir antibióticos, por exemplo, qualquer pessoa pensaria que foram os medicamentos que curaram o paciente; A medicina integrativa entenderia que o sistema imunológico do paciente, auxiliado pela redução de bactérias devido ao uso de antibióticos, foi quem permitiu a cura. Parecido, mas totalmente diferente. Fonte: Medicina Integrativa do HIAE

O Prof. Armando Ribeiro é psicólogo, especialista da primeira turma em Bases da Medicina Integrativa pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), capacitação em Gestão das Práticas Integrativas e Complementares pelo Ministério da Saúde (MS) / Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS e "Integrative Mental Health" pelo Arizona Center for Integrative Medicine da The University of Arizona (EUA). Possui treinamentos em práticas integrativas e Mind-Body Medicine pela Harvard Medical School (EUA). Coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Bibliografia sugerida:
Bloise P. (org.) Saúde Integral. A medicina do corpo, da mente e o papel da espiritualidade. São Paulo: Senac, 2011.
Lima PTR. (org.) Medicina Integrativa. São Paulo: Manole, 2015.
Lima PTR. Medicina Integrativa: a cura pelo equilíbrio. São Paulo: MG Editores, 2009.
Salles LF & Silva MJP (orgs.). Enfermagem e as Práticas Complementares em Saúde. São Paulo: Yendis, 2011. 

terça-feira, janeiro 19, 2016

Prof Armando Ribeiro no II Congresso Brasileiro de Psicologia Positiva

Prof Armando Ribeiro (psicólogo, coach e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo / Hospital São José) é um dos conferencistas convidados do II Congresso Brasileiro de Psicologia Positiva, promovido pela Associação Brasileira de Psicologia Positiva (ABP+), que ocorrerá na Universidade Presbiteriana Mackenzie (São Paulo - SP), em 28/06 a 01/07/2016. Em breve, mais novidades...

A felicidade dentro da empresa é lucro

O psicólogo Armando Ribeiro, especialista em gestão do estresse, fala sobre o impacto do problemas na vida pessoal e dentro das organizações.

Armando Ribeiro (Foto: Arquivo pessoal)
psicólogo Armando Ribeiro ficou um tanto confuso quando começou a conviver com administradores e o mundo corporativo. Sua preocupação número um, como a de qualquer médico, era melhorar a saúde de seus pacientes. Mas, para convencer as empresas da importância de promover o bem-estar dos funcionários, precisou reunir números e provar que colaboradores saudáveis davam resultados melhores.
Ribeiro coordena o Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além de atender pacientes, ele também dá consultoria e participa de eventos em empresas para "pregar" a importância da saúde física e mental.  
Em entrevista a Época NEGÓCIOS, ele fala sobre como o estresse afeta nossa vida pessoal e os ambientes corporativos e ainda faz um alerta para os gestores: uma das maiores causas de estresse no trabalho é o chefe. 
O que é o estresse?
Há uma banalização desse termo. Cansaço não é estresse, chateação não é estresse, brigar com a namorada não é estresse. Se eu pudesse simplificar, chamaria de ameaça ou tensão. Tudo o que nos causa estresse é uma ameaça - real ou imaginária. Ou seja, viver o problema ou imaginar o problema faz com que seu corpo entenda que a ameaça está aqui, agora. Nossa resposta fisiológica não consegue diferenciar a possibilidade da realidade. 


O estresse é sempre algo prejudicial?
A gente pensa no estresse como algo ruim, mas não é necessariamente. O estresse inicial a gente chama de fase de alerta. Você se concentra em algo preocupante, ou um prato cai na mesa ao lado, e há uma descarga de adrenalina. Você avalia a situação e se adapta. Em um dia normal, a gente entra e sai dezenas de vezes desse estado. Trânsito, calor e dor de barriga levam ao estresse de alerta. Uma vez que a situação foi resolvida, ele vai embora. A gente não tem que temer esse tipo de estresse - muitas vezes ele é benéfico. Ajuda a pensar rápido, decidir mais rápido. O preocupante é quando esse estresse se transforma em crônico. Ou seja, todos os dias, independente dos estímulos externos, você percebe o mundo de forma perigosa e ameaçadora. É isso que realmente estraga nossa saúde.

E como ocorre essa evolução?
Vamos dizer que uma há uma preocupação contínua. Ela começa a durar dias ou semanas. É a fase do estresse de resistência. Você começa a ter primeiros sintomas fisicos. Azia depois do almoço, crises de diarreia, acne depois da adolescência… Seus hormônios estão desequilibrados. Se você não resolve a questão, passa por uma fase chamada de estresse quase-exaustão, quando geralmente você começa a adoecer de fato. Nesse momento, as pessoas marcam uma consulta com um gastro ou um dermatologista. A última fase é a exaustão, na qual você tem doenças que geralmente te impedem de continuar trabalhando ou estudando. Depressão, AVC, infarto. Doenças que geralmente acarretam consequências de dificil tratamento. Temos um problema, porque os médicos não são treinados para olhar o estresse. Eles são treinados para olhar a doença. Deveria ser obrigatório contextualizar as queixas dos pacientes com o resto de suas vidas.
Quais outros efeitos o estresse pode causar?
Somos dotados de mecanismos de sobrevivência muito inteligentes. Quando o corpo se percebe ameaçado, há uma necessidade de adquirir e conservar energia. Por isso que os piores alimentos, como frituras e açúcares refinados, são os que a gente tem mais tem vontade de comer. É algo biológico. A célula está sob ameaça e não quer alface. É uma bola de neve. Você fica estressado, come mal, evita atividade física e fica aprisionado no problema. Na última década, foram feitas muitas pesquisas relacionadas ao estresse e à neurociência. As conclusões mais recentes é que ele muda nossa capacidade de enxergar as coisas com clareza. Quanto mais hormônios do estresse você produziu ou está produzindo, mais prejudicada fica sua capacidade de tomar decisões de forma racional e clara. São decisões mais impulsivas: compra, vende, demite, contrata. Isso sem sombra de dúvida acarreta perdas e prejuízos para as organizações.

SAIBA MAIS
  • 6 dicas para fugir do estresse no trabalho
As empresas deveriam se preocupar mais com esse assunto?
Há pesquisas que mostram que as empresas poderiam economizar se investissem em promoção de saúde. Convencê-las disso é uma dificuldade, porque elas querem economizar dinheiro a todo custo, mesmo quando a médio prazo essa economia representa grandes perdas. É o caso de profissionais altamente especializados que adoecem e são obrigados a se afastar do trabalho. Outra coisa muito comum nos dias atuais é o presenteísmo. É um estresse que não te deixa doente a ponto de estar afastado, mas acaba com a produtividade. A pessoa bate cartão todo dia, mas está fatigada. As empresas mal tomam consciência disso. Elas até sabem, mas é um tipo de assunto que fica relegado ao RH. A gente vem de um posicionamento arcaico de administração que é o seguinte: você vai para o trabalho, se mata, transpira, pega o seu salário e a qualidade de vida você vai procurar ter na sua casa. Porém, cada vez mais a gente não separa a casa do trabalho. Tablet e celular são ótimas ferramentas, mas atrapalham nesse sentido.
Quer dizer: o bem estar não pode ser só da porta para fora?
A felicidade da porta para dentro é lucro. Essa é a linguagem que eu aprendi que funciona - lucro (risos).
Você aprendeu isso quando deu aula no Insper?
O meu ideal é ter todo mundo saudável. No mundo dos negócios, eu me deparei com perguntas como “quanto custa ter todo mundo saudável e quanto isso representa nas minhas metas?” Tomei um susto. Para mim, saúde não tem preço. Mas no mundo corporativo tudo tem preço. Aí eu fui buscar esses dados. Existe, por exemplo, um estudo de ROI (retorno sobre investimento) no qual  se descobriu que cada dólar investido em programa de bem estar tem um ROI de 6 a 12 dólares. Eu tive que descobrir essa linguagem para me ouvirem.
Qual o papel das empresas no gerenciamento do estresse?
Existem empresas, ambientes organizacionais, que são fábricas tóxicas de estresse. Isso pode ser tanto a característica do próprio negócio - trabalhar numa usina nuclear não deve ser fácil -, mas principalmente é pelo perfil das lideranças. Um dos grandes responsáveis pelo estresse no trabalho é o chefe. São as pessoas que têm poder e criam ambientes competitivos, conflituosos, de muita pressão, de muita exigência, de pouca validação do outro, de pouco feedback positivo. Os líderes precisam colocar em suas agendas a criação de um ambiente saudável. Funcionário saudável rende mais. Há uma necessidade de mudar a visão de que os colaboradores são apenas meio. Eles são parte do negócio. A ideia da valorização das pessoas é o que nos falta hoje.
Geralmente as pessoas associam estresse no trabalho ao excesso de obrigações. É sempre isso?
Existe um modelo de dois pesquisadores que compara nível de estresse com desempenho. O estresse inicial é bem-vindo até um determinado ponto. Funciona como um gráfico em forma de U invertido. Quando o nível de estresse é muito baixo ele leva à baixa performance. É o que os americanos chamam de “boreout”. São trabalhos onde o grau de comprometimento é zero. Servidores públicos, por exemplo. A falta de um estresse motivador que te leva a querer estudar mais e a se desenvolver também adoece. O outro extremo do gráfico é o “burnout”, mais conhecido, quando as exigências estão acima da sua capacidade de gerenciá-las. O nosso sonho é ajudar as pessoas a descobrirem seu ponto de equilíbrio.
A França proibiu no ano passado que funcionários fossem obrigados a ler email depois das 18h. É um exemplo radical, mas a gente deveria se forçar a se desligar dessa tecnologia?
As pesquisas sobre tecnologia são muito recentes. A gente não conhece ainda o efeito disso sobre nosso cérebro. O que se percebe é que essas ferramentas prometiam trazer uma economia de tempo, mas descobrimos que não é bem assim. Temos a cada ano trabalhado mais horas. A promessa da tecnologia que ia nos deixar mais livres vem nos escravizando. Existe um termo - tecnoestresse - que caracteriza a descarga de adrenalina e cortisona por causa dessa mudança contínua de aplicativos, programas e tecnologias. Definitivamente, já existem os primeiros casos de profissionais que vêm adoeçendo por causa do uso nocivo da tecnologia. Há quem se torne viciado no sinal da internet. Eles precisam estar conectados o tempo todo. Para eles, nenhuma informação é lixo eletrônico. Outra coisa que a gente sabe é que as pessoas têm dormido menos. Elas levam essas parafernalhas para a cama. Já foi comprovado que a luz azul das telas é fonte de inibição do sono. E estresse e sono são dois lados de uma mesma moeda. Sabemos hoje que o sono regular de boa qualidade é suficiente para recuperar seu organismo do estresse sofrido.
SAIBA MAIS
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O estresse é uma doença do mundo moderno? Ou o homem das cavernas também era estressado?
O que sobrou dos homens das cavernas são registros como hábitos alimentares. O que a gente supõe é que grande parte do estresse deles era do tipo agudo. Os indivíduos que viviam estresse crônico era muito mais por causas reais: períodos de fome, escassez de alimento. Hoje, a gente pode estar com uma represa acabando, mas se você tiver dinheiro, compra uma garrafa de água. O nosso mundo foi organizado de uma forma tão simbólica e abstrata que você pode pagar pra viver bem sem faltas. Só que a gente não consegue pagar a paz da consciência e dormir tranquilo. Diferente dos nossos antepassados, hoje o que realmente incomoda é a questão de convivência em sociedades inchadas, megalópoles violentas. Você sofre muito mais por causas abstratas, que não são menos importantes.
E comparado a três ou duas gerações anteriores, as pessoas estão mais estressadas?
Está piorando. Por exemplo, no tempo dos nossos avós havia a ideia de passar a vida inteira dentro de uma mesma empresa. Eles entravam na companhia e ficavam até se aposentar. Nossa realidade é outra. Você se forma em jornalismo hoje e amanhã abre uma empresa de cupcake e vira empreendedora. O fato de você ter estudado jornalismo não significa nada. As possibilidades são inúmeras e os desafios também. Cada vez mais as nossas sociedades têm essa indefinição. Você pode fazer tudo. E fazer tudo é igual a ter um cardápio que possui três opções e um que tem 300. Você trava. O excesso de opções é uma fonte de estresse. É uma era de indefinições. Tive aula com Daniel Goleman (psicólogo, autor de Inteligência Emocional). Ele diz que temos uma sociedade sem foco. Quando a gente não tem foco, se estressa mais. Não funcionamos como um computador. Não somos multitarefa. A mente humana só é precisa se ela lida com um problema por vez. Quando você abre várias janelas da sua mente, perde o foco.
Como enfrentar o estresse?
A bola da vez é uma técnica chamada mindfulness, chamada no Brasil de atenção plena. É uma série de exercícos práticos que consultores levam às organizações para que as pessoas cultivem o momento presente. A pressão por bater metas e o ambiente extremamente competitivo e globalizado faz com que a gente perca o momento presente. Você está na sua mesa e você não sabe de fato se está lá, se está pensando no passado ou no próximo trimestre. No Brasil, no entanto, essa técnica ainda não é muito usada.
E quais técnicas podemos usar no cotidiano para diminuir nosso nível de estresse?
O tripé alimentação, atividade física e lazer continua sendo importante. O sono também é fundamental. Mas estamos em um momento em que isso é o arroz com feijão. A “mistura” seria desenvolver um trabalho com significado. É uma coisa que falta muito no nosso tempo e é uma questão cara aos jovens. Todas essas gerações Y, Z, tendem a buscar trabalhos com significado pessoal. Ganhar dinheiro é importante, mas elas querem ser reconhecidas, valorizadas e ter orgulho do que fazem. Isso não é arroz e feijão.
As empresas podem ajudar de alguma forma?
Cultivar relações no trabalho, ter momentos de lazer, aproximar a família do ambiente corporativo. São projetos que existem por aí de aumento de bem estar e de felicidade e que trazem retorno altíssimo. Os funcionários querem ouvir o que eles podem fazer para ser mais felizes. A empresa pode ajudar o funcionário a se desenvolver como pessoa e não só como colaborador. Existem também cada vez mais pesquisas mostrando que a diminuição do estresse começa pela construção do seu escritório. A arquitetura do prédio, trazer lembranças da família, um vaso, ter janelas para o exterior. A gente saiu da savana, mas a savana não saiu da gente. Aquele cantinho do café às vezes é onde as conversas mais importantes acontecem. Por que não pode ser um lugar acolhedor? 
Isso tudo que você está dizendo, de novo, tem a ver com acabar com aquela ideia de que trabalho é trabalho e a vida é só lá fora?
A vida é uma só. Se você morrer no trabalho, não vai viver sua vida pessoal. A gente deveria buscar esse sentimento de plenitude de preenchimento no trabalho, em casa, com os amigos, em viagens. Tenho muitas histórias de pessoas que esperam o ano todo para sair de férias. Elas estão deixando para viver só nos 30 dias de férias. E os 11 outros meses do ano?
Mas tirar férias é importante, não?
É importante, mas não resolve estresse crônico. Afastamento do trabalho por causa de estresse não resolve. Porque o problema está no trabalho. No dia em que você voltar, o comichão volta junto. A ideia de períodos de ruptura da rotina é importante, porque a rotina envelhece nosso corpo. O ideal é que seu trabalho também seja fonte de prazer. O dinheiro vem e vai, o prazer é pleno. Claro que você precisa de dinheiro. Mas a satisfação com o trabalho não tem preço. Isso é muito mais simples de se trabalhar do que os gestores pensam. Mas eles não pensam nisso. Satisfação no trabalho tem que ser preocupação da liderança. A liderança que quer bater metas, que quer atingir seus objetivos, tem que dar em contrapartida facilitadores para o bem viver. E é isso que a gente não vê acontecendo. Eu tiro teu sangue e acredito que pagar um salário é suficiente. A gente está vivendo uma mediocridade nesse sentido.

Snoopy na Liberdade


Se você não gosta de onde está, saia. 
Você não é uma árvore! 
(Snoopy)

Autoestima

Autoestima. Como fortalecer esta condição emocional tão atrelada ao modo como olhamos para nós mesmos e nos relacionamos com o mundo. Diário da Região.

Aliança Estratégica com a Cleveland Clinic



Comunicado Médico

Aliança Estratégica com a Cleveland Clinic

É com satisfação que comunicamos a aliança estratégica da Beneficência Portuguesa de São Paulo com a Cleveland Clinic, considerada uma das 5 melhores instituições de saúde americanas e líder em Ensino e Pesquisa.

A Cleveland Clinic possui duas unidades, uma localizada em Cleveland, Ohio e outra em West Palm Beach, Florida, conta com um corpo clínico composto por aproximadamente 3.000 médicos e atende mais de 120 especialidades e subespecialidades.

Conheça mais sobre a Cleveland Clinic:

Esta aliança abre uma série de oportunidades e a Beneficência Portuguesa de São Paulo quer compartilhar este benefício com você, médico de nosso corpo clínico. Veja alguns dos programas oferecidos nesta aliança:

- Patient Program: pacientes da Cleveland Clinic que estejam no Brasil, serão direcionados para a Beneficência Portuguesa de São Paulo, principalmente na especialidade Cardiologia;
- Global Physician Associates Program: médicos convidados da Beneficência Portuguesa terão acesso à diferentes conteúdos e à oportunidade de relacionamento e troca de experiências com a equipe da Cleveland Clinic:
• Observerships: neste Programa, os médicos da Beneficência Portuguesa de SP poderão acompanhar, como observadores, médicos da Cleveland Clinic atuando em cirurgias e procedimentos diversos, pelo período de 5 a 25 dias em uma das unidades americanas;
• Innovations in Surgery: todas as sextas-feiras, às 6h45 da manhã (horário Florida), nossos médicos associados poderão acompanhar, em tempo real, novas técnicas cirúrgicas por meio de videoconferência;
• Tours: nossos médicos poderão realizar visitas guiadas de 1 a 3 dias nos hospitais da Cleveland Clinic;
• Videoconferência: pautas relevantes para palestras ou cirurgias poderão ser selecionadas para acompanhamento, em tempo real, por videoconferência;
• International Speakers: os eventos científicos da Beneficência Portuguesa de SP poderão contar com médicos palestrantes da Cleveland Clinic.

A aliança com a Cleveland Clinic ainda prevê acesso à conteúdos de pesquisa, cursos, webinars e jornais online, além da entrega de certificados por participação.

A Beneficência Portuguesa de São Paulo indicará médicos de seu corpo clínico, dentro das 5 especialidades* priorizadas pela Cleveland Clinic conforme grau de relacionamento e engajamento com a Instituição. Os médicos serão selecionados, em conjunto, pelas duas instituições, e receberão convite com as informações necessárias para adesão ao Programa.
* Especialidades priorizadas pela Cleveland Clinic para 2016: Cardiologia, Oncologia, Neurologia, Ortopedia e Cirurgia Geral.

Esta iniciativa tem como objetivo compartilhar conhecimento e experiências do corpo clínico, aprimorar as práticas médicas e assistenciais e potencializar a eficiência dos serviços prestados pelas duas instituições. É com orgulho que a Beneficência Portuguesa de São Paulo abre mais um canal de cooperação na área médica e, neste caso, em âmbito internacional.

Fonte: BPSP

sexta-feira, janeiro 15, 2016

Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde


Em virtude da crescente demanda da população brasileira, por meio das Conferências Nacionais de Saúde e das recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) aos Estados-membros para formulação de políticas visando integração de sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos (também chamados de Medicina Tradicional e Complementar/Alternativa-MT/MCA ou Práticas Integrativas e Complementares) aos Sistemas Oficiais de Saúde, além da necessidade de normatização das experiências existentes no SUS, o Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS, contemplando as áreas de Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Tradicional Chinesa/Acupuntura, Medicina Antroposófica e Termalismo Social – Crenoterapia, promovendo a institucionalização destas práticas no Sistema Único de Saúde (SUS). 

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares tem como objetivos:

1. Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, voltada ao cuidado continuado, humanizado e integral em saúde;
2. Contribuir ao aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso à PNPIC, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso;
3. Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades e;
4. Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores nas diferentes instâncias de efetivação das políticas de saúde.
Dentre suas diretrizes, destacam-se:

1. Estruturação e fortalecimento da atenção em PIC no SUS;
2. Desenvolvimento de estratégias de qualificação em PIC para profissionais o SUS, em conformidade com os princípios e diretrizes estabelecidos para Educação Permanente;
3. Divulgação e informação dos conhecimentos básicos da PIC para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS, considerando as metodologias participativas e o saber popular e tradicional;
4. Estímulo às ações intersetoriais, buscando parcerias que propiciem o desenvolvimento integral das ações;
5. Fortalecimento da participação social;
6. Provimento do acesso a medicamentos homeopáticos e fitoterápicos na perspectiva da ampliação da produção pública, assegurando as especificidades da assistência farmacêutica nestes âmbitos na regulamentação sanitária;
7. Garantia do acesso aos demais insumos estratégicos da PNPIC, com qualidade e segurança das ações;
8. Incentivo à pesquisa em PIC com vistas ao aprimoramento da atenção à saúde, avaliando eficiência, eficácia, efetividade e segurança dos cuidados prestados;
9. Desenvolvimento de ações de acompanhamento e avaliação da PIC, para instrumentalização de processos de gestão;
10. Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências da PIC nos campos da atenção, da educação permanente e da pesquisa em saúde;
11. Garantia do monitoramento da qualidade dos fitoterápicos pelo Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.

Conheça a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

Ano novo, que tal aderir a uma nova cultura de saúde?

Pedalar mais para ir e vir, meditar, usar fitoterápicos quando necessário e sob orientação, melhorar a alimentação com alimentos naturais etc.
As Práticas Integrativas e Complementares (PICs) apoiam estas atitudes entre tantas outras do dia a dia.
Mas não só você pode mudar, a gestão de saúde da sua cidade também. Já tem PICs aí? No SUS tem!
Construa esse diálogo com os gestores. Outras terapias são possíveis SIM! Um 2016 mais saudável é possível.

Conheça mais da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares: http://dab.saude.gov.br/portaldab/pnpic.php

Primórdios da avaliação do Estresse...

Sempre me perguntam como diagnosticavam o stress antes de criarmos o Programa de Avaliação do Estresse... É melhor nem falar!!

sábado, janeiro 09, 2016

I Simpósio de Terapia Infusional do Hospital Samaritano


Prof Armando Ribeiro (psicólogo, coach e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo / Hospital São José) é um dos especialistas convidados para o I Simpósio de Terapia Infusional do Hospital Samaritano e abordará o tema: "A personalidade do gestor como fator-chave para o sucesso da terapia infusional".

O evento é promovido pelo Instituto de Conhecimento Ensino e Pesquisa (ICEP-HS) do Hospital Samaritano.

sexta-feira, janeiro 08, 2016

Vigorexia

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Entrevista do Prof Armando Ribeiro (psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital São José) para o programa programa Viver é Melhor da Super Rádio Brasil (940 AM - RJ).

Vigorexia é uma obsessão pelo corpo musculoso, considerado um transtorno dismórfico corporal caracterizado pela alteração da autoimagem. Algumas das queixas comuns:
  • Estar sempre insatisfeito com sua própria imagem;
  • Apesar de estar em ótima forma física, vê-se extremamente magro;
  • Ter vergonha do seu corpo;
  • Tomar diversos suplementos alimentares e inclusive esteróides e anabolizantes para ficarem com mais músculos;
  • Seguir uma dieta rica em proteínas por longo período;
  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Irritabilidade;
  • Cansaço;
  • Dor muscular em todo o corpo;
  • Propensão às lesões musculares e articulares;
  • Cansaço extremo;
  • Insônia.
O tratamento para a vigorexia (transtorno dismórfico corporal) é multidisciplinar e envolverá a avaliação médica, psicoterapia (Terapia Cognitivo-Comportamental) e o aconselhamento nutricional e do educador físico.

quinta-feira, janeiro 07, 2016

A importância das férias para a saúde física e emocional.

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Entrevista do Prof Armando Ribeiro (psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo e Hospital São José) para o programa Agito Geral da rádio Globo.


sábado, janeiro 02, 2016

Criar um planejamento pode transformar seu ano

O início de um novo ano é a porta de entrada de novas oportunidades e, para muitos, um período de renovação. Assim, para deixa-lo mais produtivo é importante refletir sobre os acontecimentos do ano anterior, estabelecer metas e se programar para conquistar o que almeja. 

Para o psicólogo Armando Ribeiro, “é importante estabelecer metas, mas com flexibilidade para mudar ao longo do caminho, principalmente em momentos de economia instável e crise política, que é preciso seguir uma direção, mas também ir ajustando aquilo que já não importa mais”. 

Para aqueles que não tiveram um ano positivo a dica é se motivar e esperar um bom 2016. Armando aconselha uma reflexão sobre os aspectos negativos e transformá-los em aprendizado, desenvolver a gratidão e deixar o pessimismo de lado, para assim começar o ano com o pé direito. 

Manter-se motivado é fator essencial para o cumprimento do planejamento, para isso a motivação deve estar alinhada com os valores pessoais. “É preciso investir em autoconhecimento e a psicoterapia é uma das maneiras de descobrir os nossos valores essenciais. Cada vez mais os psicoterapeutas também instruem seus pacientes em técnicas de atenção plena (mindfulness) para permanecerem conscientes do momento presente”, afirma Armando. 

Assim, 2016 traz 365 diferentes oportunidades, com um bom planejamento pode ser um ano muito proveitoso. A busca pela conexão com a própria essência e crescimento pessoal deve estar sempre em mente para ajudar no combate ao estresse diário, outro aspecto será da sensação de que se está deixando passar o tempo sendo substituído pela produtividade. 

Dicas para desenvolver um bom planejamento

Para onde você quer ir? Para realizar o planejamento é importante saber onde você quer chegar, para assim trilhar o melhor caminho.
  • Procure listar os aprendizados que você obteve no ano anterior, o que teve de positivo e o que teve de negativo; 
  • Analise o ambiente no qual você está inserido, tanto externo quanto interno, em qual momento da vida você se encontra? 
  • Resista à comparação social, a melhor medida de progresso é focar no quanto você caminhou e não no vizinho! 
  • Cuidar do corpo e das emoções é essencial para atingir o melhor possível, portanto é preciso investir em autocuidado e atitudes mais saudáveis.
Fonte: Imirante

Mensagem do Dr Herbert Benson para um Próspero 2016

"Um novo ano sempre apresenta um novo começo. É preciso lembrar-se que, enquanto não iremos ser sempre capazes de evitar o estresse, podemos treinar para sermos resilientes e tomar o tempo para relaxar, refletir e desfrutar de tudo que a vida tem para oferecer."

"A New Year always presents a fresh start. We need to remember that while we won´t always be able to avoid stress, we can train ouserlves to be resilient and to take the time to relax, reflect and enjoy all that life has to offer."

"Un año nuevo siempre presenta un nuevo comienzo. Tenemos que recordar que, si bien siempre No vamos a ser capaces de evitar el estrés, podemos entrenarmos a ser resistentes y tomar el tiempo para relajarse, reflexionar y disfrutar todo lo que la vida tiene para oferta."

Dr Herbert Benson
Director Emeritus
Benson-Henry Institute for Mind-Body Medicine at Massachusetts General Hospital.

terça-feira, dezembro 29, 2015

O amor pode ser leve!


Todo mundo quer encontrar um amor que dure a vida toda, mas esquece que, no dia a dia, muitas vezes relacionar-se não é uma tarefa fácil. Na visão do guru brasileiro Prem Baba ("o pai do amor", como diz a tradução em sânscrito), relacionar-se pode ser a fonte de angústia de milhares de pessoas. 

O desgaste emocional das relações está tão abrangente que Sri Prem Baba resolveu usar suas experiências pessoas no livro "Amar e Ser Livre - As bases para uma Nova Sociedade" (ed. Dummar/Agir), para responder aos corações aflitos que lhe procuram em busca de ajuda. 

Em cima de suas experiências pessoais, o guru, formado em psicologia e que já estudou diversas fontes de autoconhecimento, nos alerta sobre a importância do relacionamento a dois como um dinamizador do desenvolvimento espiritual. 

Saia da zona de conforto

Permanecer em um relacionamento que perdeu a capacidade de oferecer crescimento ao casal é um erro comum. "Os casais cometem esse erro por viverem no 'piloto automático', na procrastinação. O ser humano é muito condicionado ao seu dia a dia e mudanças custam muito para acontecer. É preciso muita coragem e maturidade para mudar uma relação que traz sofrimento e dor, mas a qual estamos acostumados", alerta Armando Ribeiro. "Muitos pacientes dizem que preferem permanecer na relação doentia do que dar uma guinada, mas com o passar do tempo notamos que isso leva ao adoecimento físico e emocional. Quantas doenças que enchem os consultórios médicos não são causadas por relações tóxicas e comportamentos abusivos?", questiona o especialista.

Sri Prem Baba alerta em seu livro que, se os dois parceiros estão realmente se dedicando ao processo de autoconhecimento, é bem possível que fiquem juntos a vida toda. No entanto, às vezes, um dá um salto, o outro não. Ou por alguma razão ocorre um desencontro e a relação deixa de ser uma oportunidade mútua. Nesses casos, não tem sentido permanecer juntos. Tirando todo o romantismo, o relacionamento é uma escola em contínuo processo evolutivo. O relacionamento é um caminho, um meio, e não a estação de chegada, ensina o guru. 

ERROS DE QUEM NÃO SABE AMAR:

Pensar que o outro, de alguma forma, é propriedade nossa
Tentar respeitar o outro sem aprender a se respeitar antes
Tentar amar o outro sem aprender a se amar antes
Pensar que necessidade ou dependência do outro é amor
Pensar no amor como uma prestação de serviços
Limitar o conceito de vida a um matrimônio, se isolando de amigos, família, pessoas, lugares para se conhecer e tantas coisas para se fazer
Pensar que a vida do outro é sua vida só porque você se acomodou e abandonou seus sonhos e metas próprias para viver em função de alguém 

Fonte: Alexandre Caprio, psicólogo cognitivo-comportamental 

A complexa escolha do parceiro

Quando escolhemos parceiros, levamos em conta muito mais que aspectos sociais e culturais, incluindo padrões de beleza, valores, princípios, segurança e objetivos comuns. "Todas as nossas experiências definem a forma como nos relacionamos com o mundo e, obviamente, não consideramos todas essas experiências conscientemente ao fazer escolhas complexas como essa", argumenta o psicólogo clínico Luciano Passianotto.

Após fazer a escolha, o que muitas vezes se vê são casais perdidos em meio a cobranças, acusações, com um se fazendo de vítima, enquanto o outro em busca de um culpado. Esse ciclo é tão comum que eles nem percebem o quão mal estão se fazendo. Segundo Alexandre Caprio, cobranças, acusações e incompreensões estão mais ligadas à maneira como um espera que o outro seja. "Se, desde criança, um rapaz cresce tendo como modelos femininos mães, irmãs, tias e primas que cozinhem, lavem e passem para os homens da família, então o sujeito entrará em conflito com uma namorada que não se comporte da mesma forma.

Se, desde criança, uma moça vê os modelos masculinos de sua família traírem mulheres, ela poderá desenvolver um medo crônico de que isso aconteça com ela também - e até poderá escolher um perfil parecido sem perceber. Os modelos contidos em nossa aprendizagem podem nos levar a reproduzir as alegrias e dramas que - há muito tempo - absorvemos e definimos como relacionamento", diz.

O amor não aprisiona 

Para o psicólogo cognitivo-comportamental Alexandre Caprio, é possível amar de maneira construtiva. "O amor está fundamentado na admiração e no respeito que um tem pelo outro. Embora as pessoas sempre se confundam, o sentimento de posse e as ofensas estão em uma direção completamente diferente da do amor." Segundo o psicólogo clínico Luciano Passianotto, possessividade é completamente incompatível com o amor. "O que ocorre é que muitas pessoas sentem apego a outras, quase sempre por razões egocêntricas, e confundem isso com amor, simplesmente por não saberem o que realmente é amor. Se agarrar a uma pessoa ou ter medo de perdê-la é apego e não amor. Muitas pessoas pensam 'eu te amo e quero que você me faça feliz'. 

Quem realmente ama tem em mente 'eu te amo e quero que você seja feliz'. São sentimentos muito diferentes", garante. "Amor é liberdade! Quem diz que ama, mas impõe a seu parceiro a restrição da liberdade, provavelmente não ama de verdade ou ama de forma imatura e insegura. Amar é trabalhar para o outro ser inteiro e não duas metades, como já defenderam alguns autores no passado", enfatiza Armando Ribeiro, psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

O amor pode ser leve!

Devemos aprender a amar de forma construtiva. Relacionamentos precisam ser capazes de oferecer crescimento ao casal. Todo mundo quer encontrar um amor que dure a vida toda, mas esquece que, no dia a dia, muitas vezes relacionar-se não é uma tarefa fácil. 

segunda-feira, dezembro 28, 2015

Os malefícios de ter metas nas férias

Saiba como não transformar o período de descanso em pesadelo!

A pressão dentro do ambiente de trabalho, com metas cada vez mais difíceis de atingir, é bem comum. E nada como tirar férias para se ‘desligar’ da vida workhalolic com relatórios, reuniões e compromissos.

Mas, você consegue evitar todas essas preocupações quando entra de férias ou leva o trabalho na mala? Se disser ‘sim’ para segunda opção, é bom ficar atento. O período de descanso serve para carregar as baterias e voltar inspirado para a labuta.

Não existe um botão liga/desliga para quem adota um estilo de vida baseado na urgência. Uma carreira acelerada, por exemplo, costuma levar o indivíduo a apresentar problemas de saúde precoces, como hipertensão arterial, insônia, pânico e depressão. Geralmente quem não consegue mudar o ritmo de trabalho é porque esta vivendo por meio do “piloto-automático” sem perceber aonde e como quer chegar.

Você até pode ter metas nas férias, como terminar aquela série, ou ler seu livro preferido, mas não pode transformar isso em uma problematização. “Escreva três metas que possam ser realizadas com prazer e satisfação, opte por aquelas que possam incluir familiares e amigos”, explica Professor Armando Ribeiro, psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Tenha objetivos realistas e palpáveis que trazem satisfação pessoal e não impedem de serem desfrutados por quem está próximo”, completa.

É nas férias que muitos conseguem refletir sobre o que está funcionando ou não na carreira, mas é preciso também saber deixar momentos livres para refrescar a vida e apreciar novas possibilidades. “Se as metas forem rígidas demais ou irrealistas, podem transformar o período que seria de descanso em uma prolongação do trabalho”, afirma Doutor Ribeiro. “Não ter metas ou tê-las em excesso pode contribuir para transformar o período em um momento cheio de ansiedade e estresse”, completa. O ideal é o bom senso e a curtição.

Fonte: Imagem Corporativa.