quarta-feira, maio 24, 2017

Ansiedade: o mal do século? REDE VIDA

Participação do Prof Armando Ribeiro no programa Vida Melhor da Rede Vida para debater sobre como identificar e gerenciar os sintomas da ansiedade.

quarta-feira, maio 17, 2017

Naturopatia - O SUS das Práticas Integrativas

Na terceira reportagem da série, a alimentação saudável é um recurso já conhecido do cidadão de Palmeiras na Bahia para o cuidado da saúde

A Naturopatia foi o primeiro sistema terapêutico introduzido em Palmeiras (BA). Caracteriza-se pelo uso de meios naturais para ativar sistemas orgânicos de manutenção e recuperação de saúde, destacando a alimentação como fator básico de atuação e reforçando o uso de alimentos sem agrotóxicos, abonos artificiais e conservantes.

Palmeiras faz parte da Unidade de Conservação e do Parque Nacional da Chapada Diamantina (PARNA). A cidade tem pouco mais de nove mil habitantes. Atualmente, outras práticas, como dança-terapia, terapia comunitária integrativa, auriculopuntura, ginástica, roda de conversa para idosos, yoga para gestantes e grupo de bioenergética, fazem parte da rotina do cuidado na Atenção Básica do município baiano.

Em Palmeiras, a implantação das Práticas Integrativas e Complementares aconteceu de maneira natural. Antes mesmo do atual interesse por alimentação saudável a população local já buscava se alimentar de produtos livres de temperos artificiais, alimentos sem agrotóxicos e refeições vegetarianas integrais.

Há 10 anos, a Unidade Básica de Saúde Caeté-Açu oferta à população naturopatia e outras práticas. A partir do diálogo com o profissional — enfermeira, dentista, médico — e indicação para tal cuidado, o cidadão escolhe qual o sistema terapêutico que usará, independente do meio escolhido, em todos os casos, a ênfase na alimentação natural e integral está presente.

“Quando passei a ser funcionário do SUS local, a implantação já havia ocorrido de maneira imperceptível, influindo inclusive em outros povoados e na sede do município. A unidade de saúde, embora adstrita a uma área específica, passou a ser utilizada com fins naturoterapêuticos por gente de outros lugares de Palmeiras”, explica Aureo Augusto o servidor da prefeitura sobre a motivação para adotar as práticas.

Mais de duas mil pessoas são atendidas a partir da proposta de integratividade no cuidado em saúde. “Além dos integrantes das equipes de saúde, voluntários ajudam na ampliação desse cuidado”, conta Aureo. A rede de atenção também oferece produtos fitoterápicos de produção própria, ventosas e prescrições de florais de Bach, indicados por funcionários habilitados.

“O que nos faz enfrentar as dificuldades de introduzir algo novo no sistema de saúde vigente é justamente a resposta da população, que tem sido positiva. Para os profissionais de saúde, é importante ver a resposta de um processo de recuperação mais acelerado, além da ampliação da compreensão do binômio saúde/doença por parte dos nossos usuários”, reflete Aureo sobre a adesão dos usuários às práticas integrativas ofertadas pelo município.

Boas experiências

Na semana que vem, descubra como a Fitoterapia mudou a realidade de Vitória (ES). Histórias como a de Palmeiras estão por todo o país. Se no seu município há oferta de osteopatia, musicoterapia, quiropraxia, Ayurveda, biodança, dança circular, reflexoterapia, shantala, Terapia comunitária integrativa ou Yoga, envie sua história para o e-mail: educomunicacao.dab@gmail.com. Queremos divulgar experiências bem sucedidas para incentivar outros municípios a investirem na estruturação das PICS, bem como na melhoria da promoção, prevenção e cuidado da população.

Dicas pra levar uma vida bacana!

Dicas pra levar uma vida bacana! O que vc já faz? O que vc precisa fazer? ;-)

Ao vivo no programa Vida Melhor da Rede Vida

Prof Armando Ribeiro com a apresentadora Moniele Nogueira do programa Vida Melhor da Rede Vida para dar dicas sobre como reduzir o stress da tecnologia.

"Wi-Fi só depois de 30 min de conversa"


Prof Armando Ribeiro é neuropsicólogo e possui treinamentos em gestão do estresse e promoção da resiliência na Universidade de Harvard (EUA), além de ter criado um serviço inovador de "Programa de Avaliação do Estresse" do maior complexo médico-hospitalar da América Latina (Beneficência Portuguesa de SP).

Prof Armando Ribeiro além de dicas para gestão do estresse demonstra os efeitos do estresse no organismo, através da utilização de modernos equipamentos de biofeedback / neurofeedback no programa Vida Melhor da Rede Vida. A apresentadora aprendeu sobre os efeitos da respiração na redução do estresse, além da demonstração do biofeedback da atividade eletrodérmica da pele como um dos parametros da reação do estresse (luta-fuga).

Nossa campanha para o uso saudável da tecnologia.

quinta-feira, maio 11, 2017

Pode um psicólogo da saúde ajudá-lo a controlar a doença inflamatória intestinal?

Pode um psicólogo da saúde ajudá-lo a controlar a doença inflamatória do intestino?

Este profissional de saúde pode ajudá-lo a usar várias estratégias para reduzir o estresse, ajudando a aliviar os sintomas de colite ulcerativa ou Crohn.

Se você tem uma doença inflamatória intestinal, como colite ulcerosa, você pode confiar em medicamentos e uma dieta para gerir os seus sintomas. Mas você sabia que ver um psicólogo da saúde, um especialista que se concentra em como suas emoções afetam você fisicamente, também pode ajudá-lo a encontrar alívio?

Muitos pacientes com colite ulcerativa relatam que o estresse contribui para a doença, diz Sarah Kinsinger, PhD , psicóloga de saúde e diretora de medicina comportamental do programa de saúde digestiva do Loyola University Health System em Burr Ridge, Illinois. Embora o estresse não é pensado para causar essas condições, "pode ​​piorar os sintomas intestinais", ela explica. Para alguns pacientes , o manejo adequado do estresse é uma parte importante do tratamento, além da medicação.

Compreendendo a Conexão Mente-Corpo

A relação entre os sintomas da doença inflamatória do intestino eo estresse pode ser parcialmente explicada pela sinalização bioquímica entre o cérebro eo trato gastrointestinal, chamado eixo do cérebro-intestino.

Esta área da ciência está se tornando mais amplamente explorada e compreendida, diz Judith Scheman, PhD , diretor de medicina comportamental para o Instituto de Doenças Digestivas e Cirurgia na Cleveland Clinic, em Ohio. "Meu trabalho é trabalhar com pacientes para explicar a conexão entre seu cérebro e seu corpo e ensinar-lhes que o cérebro pode ajudar a mudar o corpo e vice-versa", diz ela.

Os pacientes precisam entender que ter uma doença como a doença inflamatória intestinal pode contribuir para a depressão, ansiedade e estresse, diz o Dr. Scheman. Por sua vez, "a resposta ao estresse fisiológico pode afetar o sistema imunológico, tornando a cicatrização mais difícil", explica, acrescentando que também pode contribuir para a inflamação, uma característica da doença de Crohn e colite ulcerativa.

O tratamento de fatores psicológicos em pessoas com doença inflamatória intestinal pode ser particularmente importante porque a depressão ea ansiedade também têm sido associadas à recidiva da doença, observa o Dr. Kinsinger, citando um estudo publicado na edição de junho de 2016 de Gastroenterologia Clínica e Hepatologia.

Estratégias para Reduzir o Estresse

Intervenções de psicologia da saúde podem minimizar o impacto do estresse no trato gastrointestinal, bem como melhorar a capacidade dos pacientes para lidar com o impacto da doença em sua vida cotidiana, diz Kinsinger. As intervenções incluem:

  • Terapia comportamental cognitiva, ou terapia de conversa que ajuda as pessoas a mudar os processos de pensamento negativo
  • Hipnoterapia dirigida pelo intestino, que estimula um estado de atenção focada e relaxamento profundo durante o qual imagens e sugestões verbais podem influenciar positivamente os sintomas digestivos

Scheman ajuda os pacientes a reduzir o estresse através da higiene do sono e técnicas de relaxamento, como imagens guiadas, atenção plena e meditação. Como Kinsinger, ela também valoriza processos de pensamento em mudança através da terapia cognitivo-comportamental.

Outra técnica Scheman recomenda é biofeedback - ou o rastreamento da resposta do corpo ao estresse. Situações estressantes podem causar mãos frias, músculos tensos e uma freqüência cardíaca rápida.

"Alguns dispositivos de biofeedback estão prontamente disponíveis, baratos e são algo que as pessoas podem usar por conta própria", diz ela. Por exemplo, alguns aplicativos de telefones celulares podem medir a frequência cardíaca associada ao estresse. Ao longo do tempo, o biofeedback pode ajudar as pessoas a ganhar mais controle sobre como seu corpo responde ao estresse e modificar essa resposta com relaxamento.

Um artigo de revisão publicado em janeiro de 2017 em Gastroenterologia Clínica e Translacional concluiu que "um pequeno, mas crescente" corpo de pesquisa mostra que intervenções comumente usadas por psicólogos de saúde, incluindo terapia cognitivo-comportamental, hipnoterapia e mindfulness, pode ajudar as pessoas com doença inflamatória intestinal Melhorando a qualidade de vida e reduzindo a inflamação.

Como encontrar um psicólogo da saúde

Um número limitado de psicólogos de saúde em todo o país se especializam no tratamento de distúrbios gastrointestinais, diz Kinsinger, acrescentando que ela está oferecendo treinamento neste campo para ajudar a tornar as terapias para IBDs mais amplamente disponíveis.

Você também pode encontrar um psicólogo da saúde pesquisando nos seguintes sites:


"Procure alguém que tenha formação em psicologia da saúde, não apenas terapia comportamental cognitiva, em um ambiente de saúde, como um hospital", aconselha Scheman. Um psicólogo da saúde tem um treinamento especial na conexão mente-corpo, e alguém que trabalha em um hospital pode ter experiência na gestão de todos os tipos de doenças, incluindo IBD.

Os pacientes também podem pedir a seu médico de cuidados primários para uma referência a um psicólogo da saúde, diz Kissinger.

Fonte: EveryDay Health (Google Translator)

O que somos é consequência do que pensamos...

"O que somos é consequência do que pensamos"

Uma dieta saudável protege...

Uma dieta saudável protege contra a obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e câncer.

A healthy diet protects against obesity, diabetes t2, heart disease, stroke and cancer.

Quantas porções diárias de frutas e legumes você deve comer para manter seu coração saudável?

Quantas porções diárias de frutas e legumes você deve comer 
para manter seu coração saudável?

Comer 10 porções de frutas e vegetais por dia tem sido associada a um risco 28% menor de doença cardiovascular e um risco 31% menor de morte prematura.

How many daily servings of fruits and vegetables should you eat to keep your heart healthy? hvrd.me/TIIB30bBaIx #HarvardHealth

Eating 10 servings of fruits and vegetables per day has been linked to a 28% lower risk of cardiovascular disease and a 31% lower risk of premature death. http://hvrd.me/Snjq30bBavk

quarta-feira, maio 10, 2017

Meditação - O SUS das Práticas Integrativas

Meditação. É a arte de familiarizar com a própria mente, um momento único de concentração. Conheça a prática que tem mudado a realidade de cidadãos.

Recife oferece 38 recursos terapêuticos na rede de serviços da Atenção Básica. Conheça a experiência de PICS da segunda reportagem da série

Em Recife, a prática da meditação trouxe bons resultados para a oferta do cuidado no SUS. Há grupos abertos de meditação, em que o usuário pode chegar por demanda espontânea ou por encaminhamento, desde 2012. Contudo, outras práticas como Tai Chi Chuan e Yoga já trabalhavam com o método de meditação desde 2004. Atualmente, o município oferece 38 práticas integrativas diferentes.

Existem vários tipos de meditação com métodos e objetivos distintos, contudo pode-se dizer que tradicionalmente a prática é a arte de familiarizar-se com algo, no caso com a própria mente. “A meditação possui o potencial de atingir uma diversidade enorme de usuários. É comumente indicado para caso de depressão, ansiedade, insônia e é reconhecida como uma poderosa ferramenta ao combate ao estresse”, explica Nícolas Augusto, técnico da Secretaria de Saúde de Recife.

A meditação foi implementada em Recife juntamente com várias outras práticas na inauguração do Serviço Integrado de Saúde (SIS), no caso uma unidade que fornece as PICS no SUS. Em grupos, é debatido dentro da filosofia meditativa sobre assuntos da vida cotidiana ou questões existenciais. Há também uma modalidade em que os grupos são fechados, ou seja, não recebem novos usuários por um período de dois a três meses para se aprofundar na prática meditativa.

Na Atenção Básica, há duas Unidades especializadas em práticas integrativas: Unidade de Cuidados Integrais à Saúde (UCIS) e Serviço Integrado de Saúde (SIS), que funciona desde 2012 e é um convênio prefeitura com a UFPE. Outro ponto de acesso aos recursos terapêuticos é pelo Núcleo de Apoio as Práticas Integrativas (NAPI), que fornece o serviço além das unidades, levando as PICS até as comunidades, creches, escolas, locais de trabalho dos servidores e entre outros.

De acordo com terapeuta Nícolas Augusto, a população que tem contato com a prática tem aderido em 100%. “Por vezes, surgem usuários nos primeiros encontros descrentes no processo meditativo e, principalmente, em si mesmos. Por estarem imersos no imaginário coletivo sobre o que é meditação, acreditam que nunca irão conseguir. Existem muitos mitos do que é meditação sendo a maioria deles são inverdades, como achar que é algo religioso”, conta. 

O técnico aponta que um dos preconceitos é acreditar que meditação é não pensar em nada. Ele explica ainda que o desconhecimento afasta pessoas que sofrem de alguns transtornos em que a meditação é o recurso mais indicado para tratamento. “Esse sentimento de estranheza gera aversão. Passamos diariamente por situações que nos tiram da zona de conforto, porém, quando tornamos tudo isso familiar (pensamentos e acontecimentos), podemos conviver melhor com todo o resto. A meditação ajuda nesse processo”, reflete Nícolas.

Boas experiências

Na semana que vem, conheça os benefícios da Naturopatia em Palmeiras (BA). Histórias como a de Recife estão por todo o país. Se no seu município há oferta de osteopatia, musicoterapia, quiropraxia, Ayurveda, biodança, dança circular, reflexoterapia, shantala, Terapia comunitária integrativa ou Yoga, envie sua história para o e-mail: educomunicacao.dab@gmail.com. Queremos divulgar experiências bem sucedidas para incentivar outros municípios a investirem na estruturação das PICS, bem como na melhoria da promoção, prevenção e cuidado da população.

quarta-feira, abril 19, 2017

Meditação no Congresso Brasileiro de Terapias Cognitivas (CBTC)

Em 2011 falar de meditação em um congresso científico de Psicologia se corria o risco de perder a cabeça... Agora é "mindfulloso"... (mindfulness + maravilhoso, fabuloso, delicioso...). Salve FBTC!!

quarta-feira, abril 12, 2017

Aula na pós do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein

E quando você abre a aula com o coração e poesia... Vem alguém e te avalia com Clarice Lispector... Borboleta é pétala que voa... Que avaliação!!! Pós em Bases da Medicina Integrativa do Hospital Albert Einstein.

Práticas meditativas na pós do ICTC em Florianópolis

Práticas meditativas na minha aula na ilha da magia... Florianópolis. Uma turma de profissionais queridos que buscam aprimorar seus conhecimentos para um melhor cuidar. Pós em Terapia Cognitivo-Comportamental do ICTC.

Aula na pós do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein

Pra falar de compaixão... nada melhor do que ouvir as palavras inspiradoras do poeta! Fernando Pessoa esteve presente na minha aula da pós em Medicina Integrativa do Hospital Albert Einstein, além de um professor apaixonado pelo que faz...

quinta-feira, abril 06, 2017

Pensamentos que causam estresse

Você sabia que o estresse pode levar a graves doenças? O psicólogo Armando Ribeiro está falando sobre o assunto no programa Vida Melhor.

terça-feira, abril 04, 2017

Bastidores da gravação do "baldegol"

Um pouco do nosso dia de gravações com Alexandre Henderson do programa "Como Será?" da TV Globo.

Neste episódio, vamos ouvir histórias de pessoas que viveram situações "no limite" e compartilharam momentos de superação ou fracasso. O Prof Armando Ribeiro (especialista em gestão do estresse) foi convidado para ouvir as histórias e dar dicas de como superá-las. Em alguns casos, as pessoas ganharam o direito de "chutar o balde" para a situação que as incomoda e dar um basta na emoção que as perturbou.

Bastidores das gravações para o programa Como Será da TV Globo

Hoje é dia de gravar com o repórter Alexandre Henderson do programa "Como Será?" da TV Globo e apresentado por Sandra Annenberg.

Um pouco dos bastidores... programa "Como Será?". Neste episódio, vamos ouvir histórias de pessoas que viveram situações "no limite" e compartilharam momentos de superação ou fracasso. O Prof Armando Ribeiro (especialista em estresse) foi convidado para ouvir as histórias e dar dicas de como superá-las. Em alguns casos, as pessoas ganharam o direito de "chutar o balde" para a situação que as incomoda e dar um basta na emoção que as perturbou. 

Um pouco dos bastidores... "Como Será?"

Um pouco dos bastidores... "Como Será?"

Um pouco dos bastidores... "Como Será?"

Um pouco dos bastidores... "Como Será?"

Um pouco dos bastidores... "Como Será?"

sábado, abril 01, 2017

Eu tinha um cachorro preto, seu nome era depressão

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Eu tinha um cachorro preto, seu nome era depressão.

Milhões de pessoas ao redor do mundo vivem com depressão. "Viver com um cão preto" é um guia para parceiros, cuidadores e sofredores de depressão. Ele aconselha aqueles que vivem com e cuidam de pessoas com depressão sobre o que fazer, o que não fazer e onde ir para obter ajuda. Os vídeos foram produzidos pelo escritor e ilustrador Matthew Johnstone em colaboração com a OMS, e foram baseados em livros do mesmo nome.

Depressão. Vamos Conversar?

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A depressão é a principal causa de problemas de saúde e incapacidade em todo o mundo. De acordo com as últimas estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, um aumento de mais de 18% entre 2005 e 2015. A falta de apoio às pessoas com transtornos mentais, juntamente com o medo do estigma, impedem muitas pessoas de acessarem o tratamento de que necessitam para viver vidas saudáveis e produtivas.

As novas estimativas foram divulgadas pouco antes do Dia Mundial da Saúde, no dia 7 de abril, que tem como ponto alto a campanha anual da OMS, "Depressão: vamos conversar". O objetivo geral da campanha é que mais pessoas com depressão, em todo o mundo, busquem e obtenham ajuda.

Margaret Chan, Diretora-Geral da OMS, afirmou: "Estes novos números são um sinal de alerta para que todos os países repensem suas abordagens à saúde mental e tratem-na com a urgência que merece".

Nas Américas, cerca de 50 milhões de pessoas viviam com depressão em 2015, ou seja, cerca de 5% da população. "A depressão afeta a todos nós. Não discrimina por idade, raça ou história pessoal. Isso pode prejudicar os relacionamentos, interferir na capacidade das pessoas de ganhar a vida e diminuir seu senso de autoestima", disse a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa F. Etienne. No entanto, "mesmo a depressão mais grave pode ser superada com o tratamento adequado. E o primeiro passo para obter tratamento é conversar", acrescentou.

"O estigma contínuo associado ao transtorno mental foi a razão pela qual decidimos nomear a nossa campanha de “Depressão: vamos conversar", alegou Shekhar Saxena, Diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OMS.

Necessidade urgente de mais investimentos

O aumento de investimentos também é necessário. Em muitos países, não há ou há muito pouco apoio disponível para pessoas com transtornos de saúde mental. Mesmo em países de alta renda, quase 50% das pessoas com depressão não recebem tratamento. Em média, apenas 3% dos orçamentos de saúde de governo são investidos em saúde mental, variando de menos de 1% em países de baixa renda a 5% em países de alta renda.

O investimento em saúde mental beneficia o desenvolvimento econômico. Cada dólar investido na ampliação do tratamento para depressão e ansiedade leva a um retorno de US$ 4 em uma melhor saúde e capacidade de trabalho. O tratamento envolve geralmente psicoterapia ou medicação antidepressiva, talvez uma combinação dos dois. Ambas as abordagens podem ser fornecidas por profissionais de saúde não especializados, seguindo um treinamento de curta duração e usando o Guia de Intervenção mhGAP da OMS. Mais de 90 países de todos os níveis de renda, incluindo 23 das Américas, introduziram ou ampliaram programas que fornecem tratamento para depressão e outros transtornos mentais usando esse Guia.

A falha na ação é onerosa. De acordo com um estudo conduzido pela OMS, que calculou os custos de tratamento e os resultados de saúde em 36 países de baixa, média e alta renda para 16 anos, de 2016 a 2030, baixos níveis de reconhecimento e acesso a cuidados para a depressão e outro transtorno mental comum, a ansiedade, resulta em uma perda econômica global de um trilhão de dólares americanos a cada ano. As perdas são incorridas pelas famílias, empregadores e governos. As famílias perdem financeiramente quando as pessoas não podem trabalhar. Os empregadores sofrem quando os funcionários se tornam menos produtivos e são incapazes de trabalhar. Os governos têm de pagar despesas mais elevadas de saúde e bem-estar.

Nas Américas, quase sete em cada 10 pessoas com depressão não recebem o tratamento de que necessitam. "Devemos agir agora para superar as lacunas que separam as pessoas com condições mentais dos serviços de saúde de que precisam", disse Dévora Kestel, chefe da unidade de Saúde Mental e Abuso de Substâncias da OPAS/OMS.

Riscos de saúde associados

A OMS identificou fortes ligações entre a depressão e outras doenças e transtornos não transmissíveis. A depressão aumenta o risco de transtornos de uso de substâncias e de doenças como diabetes e cardíacas. O oposto também é verdadeiro, o que significa que as pessoas com essas outras condições têm um maior risco de depressão.

A depressão também é um fator de risco importante para o suicídio, que acaba com centenas de milhares de vidas a cada ano.

Saxena afirma: "Uma melhor compreensão da depressão e como ela pode ser tratada, embora essencial, é apenas o começo. O que precisa ser seguido é a expansão sustentada dos serviços de saúde mental acessíveis a todos, até mesmo às populações mais remotas do mundo".

Mais sobre depressão

A depressão é um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza persistente e uma perda de interesse por atividades que as pessoas normalmente gostam, acompanhadas por uma incapacidade de realizar atividades diárias por 14 dias ou mais.

Além disso, as pessoas com depressão normalmente apresentam vários dos seguintes sintomas: perda de energia; alterações no apetite; dormir mais ou menos do que se está acostumado; ansiedade; concentração reduzida; indecisão; inquietação; sentimentos de inutilidade, culpa ou desesperança; e pensamentos de autolesão ou suicídio.

Fonte: OMS / OPAS

sexta-feira, março 31, 2017

Participação no programa Vida Melhor da Rede Vida


Sua mente durante a meditação

Este é seu cérebro ansioso durante meditação. Mindfulness nos pede para simplesmente notar as histórias que criamos em nossas mentes, sem tentar alterá-los. A meditação nos dá o espaço para escolher não reagir às coisas que desencadeiam nossa ansiedade.

Fonte: Mindful

Pensamentos que causam estresse no Vida Melhor da REDE VIDA

Prof Armando Ribeiro (especialista em gestão do estresse, bem-estar e qualidade de vida) é mais uma vez o convidado para um bate-papo no programa Vida Melhor da Rede Vida de TV.

Com a querida apresentadora Cláudia Tenório do programa Vida Melhor da REDE VIDA.



Prof Armando Ribeiro conta sobre as novidades na neurobiologia do estresse e dos mecanismos psicológicos na gestão do estresse. 


 Prof Armando Ribeiro apresenta as principais regiões cerebrais envolvidas na resposta do estresse e do relaxamento.
 
Cláudia Tenório trás questões dos telespectadores.
 
Prof Armando Ribeiro demonstra algumas técnicas respiratórias para a gestão do estresse (ex. respiração profunda / diafragmática).
 
 Uma despedida com gostinho de quero mais no final da entrevista.

Bastidores do estúdios da TV REDE VIDA.

quinta-feira, março 30, 2017

LIVRO COMEMORA 15 ANOS DO PROJETO QUE INSTALA ATELIÊS EM CANTEIROS DE OBRAS

 
"Mestres da Obra - O livro" conta a trajetória do projeto que leva qualidade de vida e desenvolvimento cultural aos operários da construção civil.

O arquiteto Arthur Pugliese e o educador ambiental Daniel Cywinski criaram, em 2000, o projeto Mestres da Obra, que transforma canteiros de obras em ateliês para levar arte e educação aos operários da construção civil.

Nascido como um projeto e depois institucionalizado como uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), o Mestres da Obra promove o desenvolvimento sociocultural por meio de ateliês de arte – música, escultura, artes visuais, fotografia, pintura, design, teatro e literatura.

“Mestres da Obra – O Livro”, comemora os 15 anos desta história. Percorrendo a linha do tempo do projeto – desde os rascunhos à mão das primeiras ideias até o circuito cultural que percorreu construções de todo o país –, a obra reúne imagens e textos que retratam questões como emprego, migração, identidade cultural e o papel transformador da arte no cotidiano destes trabalhadores.


Com projeto gráfico de Rico Lins, o livro traz textos do arquiteto e educador Ciro Pirondi, Fernando Mascaro, especialista em sustentabilidade, e Armando Ribeiro das Neves, psicólogo especialista em felicidade no trabalho, além de citações de profissionais de diversas áreas, como o filósofo Mario Sérgio Cortella e o artista e arquiteto Sérgio Ferro, incitando reflexões sobre essa experiência pioneira no mundo, que explora o universo da educação e cultura livres e propõe novas formas de diálogo e exercício da cidadania.

Patrocinado pela Vedacit e Itaú, “Mestres da Obra – O Livro” poderá ser adquirido por meio de uma campanha de crowdfuding.

Mestres da Obra - O livro.

Mestres da Obra - O livro
Lançamento no espaço Itaú Cultural

Com Arthur Pugliese da Organização Social (OSCIP) Mestres da Obra no espaço Itaú Cultural para o lançamento do livro "Mestres da Obra". O livro conta a história do projeto e contou com um pequeno texto meu sobre a importância da felicidade no trabalho.

Com fundadores do projeto Mestres da Obra durante o lançamento do livro no espaço Itaú Cultural.

 Reprodução da obra "Dia a Dia" (Autor: Antonio Herminio do Nascimento)




Mestres da Obra – O Livro from Rico Lins +Studio on Vimeo.

quarta-feira, março 29, 2017

Lançamento do livro "Mestres da Obra"


Mestres da Obra, Vedacit, Itaú e Ministério da Cultura convidam para o lançamento:

Mestres da Obra - O livro

Convidamos a todos para o lançamento do nosso primeiro livro, que retrata os 15 anos de historia da Organização Mestres da Obra, uma organização que, através da arte, trás humanização para dentro do canteiro de obras, mudando a vida e a forma como são vistos os trabalhadores da construção civil, construtores dos nossos lares e cidades.

Nosso diário e as portas estarão abertas para recebê-los dia 29 de Março, no Itaú Cultural:
Av. Paulista, 149 - Sala Vermelha | 3º Andar. 19h - 22h

Ministério da Saúde inclui 14 novos procedimentos na Política Nacional de Práticas Integrativas


O Ministério da Saúde incluiu nesta terça-feira (28) 14 novos procedimentos à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs) do Sistema Único de Saúde (SUS). São tratamentos que utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. A inclusão foi realizada por meio da Portaria nº 849/2017, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U).

A partir de agora, o SUS passa a ofertar 19 práticas integrativas e complementares à população – até então eram cinco – no âmbito do Sistema Único de Saúde. São elas: homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa/acupuntura, medicina antroposófica, plantas medicinais e fitoterapia e termalismo social/crenoterapia, arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga.

Essa nova portaria complementa outra, a de nº 145/2017, publicada em janeiro deste ano, que incluiu no rol de procedimentos do SUS as práticas integrativas de arteterapia, meditação, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático, tratamento quiroprático e Reiki. Esses procedimentos já eram oferecidos por vários municípios brasileiros, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), mas, com as inclusões, o Ministério da Saúde passou a ter informações qualificadas dessas práticas em todo o país.

Além das inclusões, a Portaria nº 145/2017 também renomeou procedimentos que já estavam no rol das PICS para facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são para terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico.

PANORAMA – Desde a implantação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, do Ministério da Saúde, em 2006, a procura e o acesso dos usuários do SUS a esses procedimentos tem crescido significativamente. Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos das PICs foram realizados nas Unidades Básicas de Saúde de todo o país, sendo 770 mil de medicina tradicional chinesa, incluindo acupuntura, 85 mil de fitoterapia, 13 mil de homeopatia e 923 mil de outras práticas integrativas que ainda não possuíam código próprio para registro e que passaram a fazer parte do rol no início do ano.

Além disso, a implementação do e-SUS e do prontuário eletrônico tem melhorado a qualidade do registro, o que tem aumentado o número de procedimentos realizados e informados pelas unidades de saúde em todo o Brasil. Outro fator importante foram os cursos de práticas integrativas e complementares ofertados pelo Ministério da Saúde, de 2014 a 2016, para mais de 17 mil trabalhadores de saúde no País. Existem, ainda, mais de 100 mil profissionais na atenção básica e 47 mil em unidades de saúde com formação e habilitação em alguma das práticas integrativas e complementares.

Atualmente, 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar, o que representa 28% das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Os recursos para as PICS integram o Piso da Atenção Básica (PAB) de cada município, podendo o gestor local aplicá-los de acordo com sua prioridade. Em 2016, o investimento do Ministério da Saúde na Atenção Básica foi de R$ 16,7 bilhões para todo o país. Alguns tratamentos específicos, como acupuntura recebem outro tipo de financiamento, que compõe o bloco de média e alta complexidade, que, no ano passado, teve investimento total de R$ 45,2 bilhões. Estados e municípios também podem instituir sua própria política, considerando suas necessidades locais, sua rede e processos de trabalho.

SUS passa a oferecer 19 práticas integrativas e complementares

Estes tratamentos utilizam recursos terapêuticos, baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para curar e prevenir diversas doenças como depressão e hipertensão. https://goo.gl/LRc0Le

O estresse é a principal causa de visitas médicas neste país...


"O estresse é a principal causa de visitas médicas neste país; Se quisermos preparar nossas crianças para viver no século 21, precisamos ensinar habilidades para lidar com o estresse e promover o bem-estar físico e emocional. Habilidades de resiliência são tão importantes para nossos filhos e adolescentes como qualquer outra habilidade que eles vão aprender na escola, porque são habilidades que utilizarão em todos os aspectos de suas vidas."
Dr. Herbert Benson 
Pioneiro da Medicina Mente-Corpo

"El estrés es la principal causa de visitas médicas en este país; Si vamos a preparar a nuestros hijos a vivir en el siglo 21, que tenemos que enseñarles las habilidades para lidiar con el estrés y promover el bienestar físico y emocional. Las destrezas de resistencia son tan importantes para nuestros niños y adolescentes como cualquier otra habilidad que van a aprender en la escuela, porque estas son habilidades que necesitarán invocar en todos los aspectos de sus vidas."
Dr. Herbert Benson
Pioneer de la medicina del cuerpo de la mente

"Le stress est la première cause de visites médicales dans ce pays; Si nous devons préparer nos enfants à vivre au 21e siècle, que nous devons leur enseigner les compétences pour faire face au stress et promouvoir le bien-être physique et émotionnel. Les compétences en résilience sont aussi importantes pour nos enfants et les adolescents que toute autre compétence qu'ils vont apprendre à l'école, parce que ce sont des compétences qu'ils auront besoin d'appeler dans tous les aspects de leur vie." 
Dr. Herbert Benson

"Stress is the number one cause of medical visits in this country; if we are to prepare our children to live in the 21st century, than we need to teach them the skills to deal with stress and promote physical and emotional wellness. Resiliency skills are as important for our children and teens as any other skill they will learn in school, because these are skills they will need to call upon in all aspects of their lives."
Dr. Herbert Benson
Mind Body Medicine Pioneer

terça-feira, março 28, 2017

Ministério da Saúde inclui ayurveda, quiropraxia, ioga e shantala entre as práticas no SUS

Arteterapia, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, reflexoterapia e reiki também foram incluídas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

Portaria do Ministério da Saúde, publicada nesta terça-feira (28) no Diário Oficial da União, incluiu 14 novas terapias alternativas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Em janeiro, o ministério havia anunciado que esses procedimentos seriam oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fram incluídas na PNPIC, segundo a portaria nº 849 desta terça-feira, a arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e ioga.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares do Ministério da Saúde foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens da medicina alternativa, como fitoterapia, acupuntura, homeopatia, entre outras.

Cada município é responsável por oferecer os serviços à população nas Unidades de Atenção Básica. No entanto nem todas as cidades oferecem a totalidade das terapias que constam no PNPIC, pois cada município pode optar por práticas em que há demanda.

De acordo com o Ministério da Saúde, desde a criação em 2006 da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, mais de 5 mil estabelecimentos passaram a oferecer terapias alternativas.

Dra. Márcia Purceli fala da importância de práticas integrativas como meditação

Entenda as novas práticas incluídas no SUS

Arteterapia: uso da arte como parte do processo terapêutico.
Ayurveda: busca a cura para os males do corpo e da mente na natureza.
Biodança: é uma prática de abordagem sistêmica inspirada nas origens mais primitivas da dança, que busca restabelecer as conexões do indivíduo consigo, com o outro e com o meio ambiente.
Dança circular: é uma prática de dança em roda, tradicional e contemporânea.
Ioga: é uma prática que combina posturas físicas, técnicas de respiração, meditação e relaxamento.
Meditação: prática de concentração mental com o objetivo de harmonizar o estado de saúde.
Musicoterapia: uso dos elementos da música - som, ritmo, melodia e harmonia - com propósito terapêutico.
Naturopatia: uso de recursos naturais para recuperação da saúde.
Osteopatia: terapia manual para problemas articulares e de tecidos.
Quiropraxia: prática de diagnóstico e terapia manipulativa contra problemas do sistema neuro-músculo-esquelético.
Reflexoterapia: é uma prática que utiliza estímulos em uma parte do corpo afastada da lesão.
Reiki: prática de imposição das mãos por meio de toque ou aproximação para estimular mecanismos naturais de recuperação da saúde.
Shantala: massagem usada para aliviar dores e acalmar os bebês e crianças.
Terapia comunitária integrativa: é desenvolvida em formato de roda, visando trabalhar a horizontalidade e a circularidade.

Fonte: G1

Ministério inclui ioga, biodança, meditação e outras 11 terapias no SUS

Portaria publicada no 'Diário Oficial' coloca atividades na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

Ioga, meditação, reiki e mais 11 opções serão oferecidas aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo País. Portaria do Ministério da Saúde publicada nesta terça-feira, 28, no Diário Oficial da União amplia de 5 para 19 a lista das chamadas práticas alternativas - há ainda a inclusão de arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, shantala e terapia comunitária.

Trazidas das medicinas milenares, como as orientais, tais práticas têm como objetivo cuidar do paciente em todas as suas dimensões, não somente a física, e atuar tanto como coadjuvante no tratamento de doenças quanto como estratégia de promoção de saúde. “Faz parte da estratégia de prevenção. Queremos que as pessoas procurem menos os hospitais”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao justificar a medida. Ele mesmo diz já ter feito reflexoterapia e quiropraxia.

Chamadas no Ministério da Saúde de Integrativas Complementares, as práticas alternativas começaram a ser ofertadas no SUS em 2006. Atualmente, 1.708 municípios oferecem esses serviços. A maioria está na atenção básica (78%). Há também serviços especializados (18%) e hospitais (4%) públicos que dispõem desses recursos. Cerca de 7,7 mil estabelecimentos de saúde apresentam alguma dessas práticas - o equivalente a 28% das Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Os serviços são montados a critério do interesse das prefeituras. “Esse mecanismo vai continuar. O que muda, agora, é a ampliação das possibilidades de oferta de atividades”, disse o ministro. Segundo Barros, todas as pessoas poderão ter acesso às terapias, independentemente de problemas de saúde.

De acordo com o ministério, muitos municípios já haviam expandido a oferta de práticas alternativas nos últimos anos. As novas modalidades, no entanto, vinham sendo pagas pelas prefeituras que tomaram a iniciativa de fazer a ampliação. Com a portaria, os recursos do Ministério da Saúde poderão ser usados também para custear as práticas recém incluídas na lista. 

Oferta. Na rede municipal da capital paulista, parte dos estabelecimentos já vinha promovendo sessões de reiki, reflexoterapia, quiropraxia e terapia comunitária integrativa, quatro das novas modalidades.

Já no Hospital São Paulo, vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na zona sul paulistana, diversos ambulatórios utilizam a maioria das novas modalidades como terapias complementares ao tratamento convencional, como é o caso do Ambulatório de Cuidados Integrativos, que, há cinco anos, atende pacientes com doenças neuromusculares graves.

“Nosso programa integra a medicina de ponta, de alta tecnologia, com as chamadas medicinas milenares, que entendem o homem em sua composição multidimensional, ou seja, como indivíduo que tem uma condição física, mas também psicológica, social e espiritual. Esses pacientes não deixam de receber as abordagens convencionais, como medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia, mas a realização das práticas integrativas auxilia em vários aspectos e melhora a qualidade de vida”, explica Sissy Veloso Fontes, professora afiliada do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Unifesp e coordenadora do ambulatório. Em escolas e clínicas particulares da capital, o número de pessoas que buscam as técnicas como tratamento coadjuvante para problemas de saúde é cada vez maior.

“Uma das queixas mais comuns de quem nos procura são problemas como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, mas também há quem busque essas terapias para ajudar no alívio de dores ou para conquistar um reequilíbrio de energias necessário para ajudar no processo de cura”, diz Simone Saavedra, professora de ioga, terapeuta ayurvédica e coordenadora da escola SimYoga, em Perdizes (zona oeste).

Embora a lista de terapias disponíveis no SUS tenha aumentado de forma expressiva, os recursos usados para financiá-las não serão alterados. Os serviços serão custeados pelo PAB, um bloco de repasses do governo federal para municípios usado para financiar atenção básica de saúde. “Caberá ao gestor fazer a opção sobre a melhor forma de usar os recursos”, disse o ministro. Isso significa que, caso o secretário municipal decida ofertar alguma prática, terá de retirar recursos de um bloco usado para custear, por exemplo, o Saúde da Família.

OMS. Na justificativa para a inclusão de novas práticas, o Ministério da Saúde afirmou levar em consideração orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O ministério não especificou na portaria quais são os requisitos e a formação necessários para a contratação dos profissionais para prestar esse tipo de serviço nas unidades públicas. 

Estudos científicos recentes apontam benefícios da ioga

Diversos estudos científicos recentes têm apontado que a ioga é benéfica à saúde. Em janeiro, cientistas da Universidade de Maryland (EUA) mostraram que a prática pode, no curto prazo, reduzir o sofrimento e restabelecer capacidades funcionais de pessoas com dor lombar.

Também em janeiro pesquisadores da Associação Americana de Terapia Física publicaram artigo na Rehabilitation Oncology em que recomendam ioga para crianças com câncer em tratamento quimioterápico e relatam melhora na qualidade de vida - dos pacientes e dos pais.

Em 2016, a Sociedade de Cardiologia da Índia divulgou estudo que indicava a prática uma hora por dia para reduzir pressão sanguínea em pacientes com pré-hipertensão. No mesmo ano, cientistas da Universidade da Pensilvânia (EUA) publicaram no Journal of Clinical Psychiatry que a ioga ajuda a aliviar a depressão severa em pessoas que não respondem a tratamentos com antidepressivos tradicionais. 

Pesquisadores da Universidade Estadual da Geórgia (EUA) apontaram ainda que a ioga reduz sintomas de transtorno de ansiedade generalizada, como problemas de sono. Pessoas com asma também podem ser beneficiadas, conforme estudo da Universidade Chinesa de Hong Kong publicado em abril de 2016.

Fonte: ESTADÃO