quinta-feira, janeiro 19, 2017

Mindfulness para lidar com emoções difíceis. RAIN Formula


Quando estiver lidando com emoções difíceis, use "RAIN":
R - reconheça o sentimento 
A - aceite a sua experiência 
I - investigue seus pensamentos 
N - não se identifique com a experiência

Cuando estás lidiando con emociones difíciles, usa "RAIN": 
R - reconocer el sentimiento 
A - aceptar su experiencia 
I - investigar sus pensamientos 
N - no identificación

When you're dealing with difficult emotions, use "RAIN":
R - recognise the feeling
A - accept your experience
I - investigate your thoughts
N - non-identification

Conheça dez atitudes que geram ansiedade e aprenda a evitá-las.


A ansiedade é capaz de deixar o corpo todo em estado de alerta. O sentimento é necessário para a nossa sobrevivência, assim como o medo, pois faz com que sejamos mais cuidadosos. "O medo é uma reação natural frente a um perigo identificável e visível, enquanto a ansiedade é uma emoção mais difusa, uma expectativa de perigo", diz o psicólogo especialista no tratamento de transtornos de ansiedade Artur Scarpato, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Mas, quando em excesso, a ansiedade atrapalha, deixando a pessoa dispersa ou excessivamente preocupada e inquieta. Veja, a seguir, quais são as atitudes cotidianas que geram ansiedade e saiba evita-las.

TER DIFERENTES CONTAS: isso vale tanto para as contas no banco quanto para as de e-mail. Na prática, você só terá mais informações para monitorar e administrar, o que não favorece quem já tem tendência a ser ansioso. "A impressão que fica é a de que as coisas estão escapando pelos dedos e de que não estamos conseguindo lidar adequadamente com todas as demandas, o que evidentemente gera ansiedade", diz o psicólogo especialista no tratamento de transtornos de ansiedade Artur Scarpato, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

NÃO USAR AGENDA: na maioria das vezes, quem alega não ter tempo gerencia mal os seus horários. Assim, sem organizar as prioridades, tudo se torna urgente. E é então que bate a ansiedade. "É um ciclo vicioso, quanto mais desorganizados, mais ficamos ansiosos. E quanto mais ansiedade, mais nos desorganizamos", afirma o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do programa de avaliação do estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Para quebrar esse ciclo, o segredo é investir no planejamento. Comece utilizando uma agenda, na qual você deve anotar os seus compromissos, em ordem de importância, para os próximos três dias. Isso tornará mais fácil adquirir controle sobre a própria rotina.

ESTAR SEMPRE CONECTADO ÀS REDES SOCIAIS: quem é muito ativo nas redes sociais espera por uma interação a todo momento. É o tipo de pessoa que fica preocupada com o que os outros vão achar das postagens que fez. "Esse processo deixa algumas pessoas muito ansiosas, principalmente quem é mais inseguro, quem tem medo da rejeição, quer reconhecimento e popularidade", diz o psicólogo especialista no tratamento de transtornos de ansiedade Artur Scarpato, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

TER UMA VIDA SEDENTÁRIA: a prática esportiva regular (ao menos três vezes na semana) funciona como uma válvula de escape para a agitação e ajuda a tirar a atenção das expectativas negativas que geralmente são alimentadas pelos ansiosos. "O exercício ainda leva à liberação de endorfina, substância química que ajuda a regular o humor", afirma a psiquiatra e psicoterapeuta Fernanda Gonçalves Moreira, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Os sedentários, por outro lado, são submetidos diariamente a níveis tóxicos de adrenalina e cortisol. "Estamos falando de duas substâncias que mantêm o corpo acelerado. Esse quadro pode gerar uma série de doenças físicas e emocionais", diz o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do programa de avaliação do estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Entre elas estão as dores crônicas, a hipertensão e as complicações coronárias.

BEBER MUITO CAFÉ: a bebida, que é bastante tradicional no Brasil, contém substâncias estimulantes. Por isso mesmo, o consumo excessivo, acima de quatro xícaras pequenas (ou 200 ml) por dia, pode causar sintomas parecidos com os de um quadro agudo de ansiedade. Então, o ideal é não ultrapassar esse limite e, sempre que possível, substituir o café por outras bebidas que tenham efeito relaxante, como os chás de camomila, erva-cidreira e erva-doce.

DEIXAR TUDO PARA A ÚLTIMA HORA: o hábito de adiar compromissos importantes e deixar para fazer suas obrigações sempre que você se vê na iminência de perder um prazo é um importante fator gerador de ansiedade. Da mesma forma, sair para um compromisso em cima da hora pode fazer a emoção disparar, afetando o equilíbrio de todo o organismo. "É preciso planejar os horários já prevendo os deslocamentos. Isso garante a tranquilidade necessária para cumprir com todas as obrigações dando a cada uma delas a atenção adequada", diz a psiquiatra e psicoterapeuta Fernanda Gonçalves Moreira, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

NÃO DESGRUDAR DO SMARTPHONE: o uso contínuo do aparelho nos distrai de outras atividades, incluindo as profissionais. E não há nada pior para o ansioso do que chegar ao fim do dia com a sensação de que não rendeu no trabalho. "Não adianta estar presente em um ambiente, mas ficar com a cabeça em outro lugar. Esse tipo de atitude nos obriga a dividir a atenção, levando à perda de eficiência", diz o psicólogo especialista no tratamento de transtornos de ansiedade Artur Scarpato, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). "Além disso, pode reforçar o sentimento de que não estamos dando conta das coisas. O resultado é sempre a ansiedade", afirma.

DORMIR MAL: o sono é fundamental para a manutenção da saúde do corpo e das emoções. "Quem não consegue dormir ou dorme mal e já acorda cansado fica mais vulnerável a sofrer de depressão ou ansiedade", explica o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do programa de avaliação do estresse da Beneficência Portuguesa de São Paulo. Além disso, quem acorda indisposto naturalmente rende menos durante todo o dia. Para driblar o problema, pratique atividades relaxantes à noite e tenha horários fixos para dormir e acordar

TER PENSAMENTOS NEGATIVOS: alimentamos a nossa ansiedade a cada vez que temos um pensamento catastrófico, quando nos concentramos apenas nos aspectos negativos de uma determinada situação que estamos vivenciando ou pela qual inevitavelmente vamos passar. "Muitas vezes, os nossos medos nos fazem criar o que chamamos, em consultório, de fantasias psicológicas. A fantasia da autoestima baixa, por exemplo, está relacionada ao medo de se mostrar incompetente ou inferior aos demais", explica o psicólogo pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Marcelo Quirino.

LUTAR CONTRA A PRÓPRIA ANSIEDADE: alimenta a ansiedade quem tenta combatê-la a qualquer custo. "Essa luta interna cria um grande nível de tensão, afetando a performance e o bem-estar", diz o psicólogo especialista no tratamento de transtornos de ansiedade Artur Scarpato, mestre em psicologia clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Ele explica que a ansiedade deve ser compreendida como uma emoção natural que precisa ser tolerada. "É importante permitir que a ansiedade se manifeste em alguns momentos do dia a dia. Só é preciso saber controlá-la, especialmente quando ela estiver fazendo com que você se sinta desconfortável", diz. Nesses casos, vale parar tudo, recolher-se e respirar bem tranquilamente, por alguns minutos

5 atitudes que podem ajudar a combater a ansiedade sem apelar ao remédio

Sem apelar para o remédio. Conheça 5 atitudes que podem ajudar a combater a ansiedade.

Algumas situações causam ansiedade, que é uma reação emocional desencadeada pela percepção de uma ameaça – real ou imaginária. Quando ansiosa, a pessoa antecipa uma situação, que pode nunca acontecer. O corpo pode responder a esse estado com taquicardia, sudorese, tensão muscular, problemas digestivos e até dor de cabeça. A dificuldade de pensar com clareza também pode atrapalhar, bem como os sentimentos à flor da pele. Em excesso, a ansiedade ainda pode causar compulsões: por comida, álcool e cigarro, por exemplo. Para tratar as crises de forma adequada, é aconselhável buscar um médico psiquiatra. Mas algumas atitudes simples, indicadas a seguir, também podem ajudar a amenizar os efeitos nocivos desses quadros.

Tente o mindfulness
As técnicas e práticas de meditação mindfulness (atenção plena, em tradução livre) favorecem o foco no presente. “O intuito é gerar uma habilidade que chamamos de ‘awareness’, que é estar mais consciente. A pessoa consegue perceber se o perigo que a deixa ansiosa é real ou imaginário”, explica o médico Marcelo Demarzo, coordenador do programa "Mente Aberta" do Núcleo de Mindfulness e Promoção da Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Apesar de usar técnicas meditativas também, o mindfulness tem exercícios que podem ser aplicados no dia a dia, em movimento. “Em geral, as pessoas levam oito semanas para aprender as técnicas e usá-las na rotina”, diz Demarzo.

Reveja os seus hábitos na rede
Postar em uma rede social e esperar por curtidas e comentários gera ansiedade. Deixar-se levar pelas fotos e postagens de uma vida perfeita dos amigos também, porque parece que você não se encaixa no padrão das outras pessoas – o que pode causar frustração e apreensão. “As redes sociais não são culpadas pela ansiedade, mas são fontes de informações que geram essa sensação”, explica o psicólogo Ghoeber Morales, professor na especialização em Terapia Comportamental da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de Minas Gerais. Ao perceber que as redes disparam o gatilho da ansiedade, vale a pena reduzir o acesso: usar apenas quando estiver em frente ao computador e não pelo celular, por exemplo.

Faça algum exercício físico
Atividade física de intensidade moderada, feita regularmente, ajuda a controlar os sintomas de ansiedade, porque faz a mente focar no cuidado com o corpo. Mas é preciso consultar um médico antes de escolher a prática. “Geralmente, atividades com alto grau de competitividade devem ser evitadas para não agravar as crises de ansiedade”, diz o educador físico Gilberto Coelho, especialista em Fisiologia do Exercício pela Unifesp.

Respire profundamente
Uma das reações automáticas em situações que despertam ansiedade é desenvolver uma respiração curta, superficial e sem ritmo, que reforça a tensão no organismo. Ao perceber que está agindo dessa forma, sente-se confortavelmente e observe a respiração por um minuto. “Vá, aos poucos, aprofundando a respiração, ao inspirar e expirar, movimentando tanto a região torácica quanto a abdominal. Quando a respiração acalmar, volte às atividades normais”, explica o psicólogo Armando Ribeiro, professor do Programa de Ansiedade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Organize a rotina
A pessoa ansiosa tem uma sensação de descontrole, que pode ser combatida ao planejar e cumprir cada tarefa do dia. Quanto mais preparado para cada função, menor será o sofrimento antes de executá-la. “Pessoas ansiosas, geralmente, sentem-se improdutivas. Saber organizar a agenda e fazer check-lists são atividades que as colocam no controle da situação, melhorando o desempenho no dia a dia”, explica o psicólogo Christian Barbosa, especialista em administração de tempo e produtividade. O único cuidado é não se propor a fazer mais coisas do que realmente consegue, o que pode gerar tensão. Dividir uma tarefa grande em etapas é uma maneira de cumprir o que foi proposto, sem provocar estresse desnecessário.

quarta-feira, janeiro 18, 2017

Meditação, Reiki e Musicoterapia passam a ser oferecidos pelo SUS

Os serviços de saúde locais podem oferecer a partir deste mês de janeiro mais tratamentos classificados como práticas integrativas e complementares à população, com recursos federais. O Ministério da Saúde passa a repassar recursos federais para o custeio desses procedimentos, mas cabe aos gestores locais decidirem pela oferta dos novos procedimentos.

Saúde inclui novos procedimentos no rol de práticas integrativas

Entre os procedimentos incluídos estão arteterapia, meditação e musicoterapia.As práticas integrativas e complementares valorizam o conhecimento tradicional e terapias alternativas.

Os serviços de saúde locais poderão oferecer mais tratamentos classificados como práticas integrativas e complementares (PICs) utilizando recursos federais. Foram incluídos, nesta semana, novos procedimentos na lista de práticas integrativas do Sistema Único de Saúde (SUS), que abrange recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais. São sete novos tratamentos: sessão de arteterapia, sessão de meditação, sessão de musicoterapia, tratamento naturopático, sessão de tratamento osteopático, sessão de tratamento quiroprático e sessão de REIKI. A inclusão foi realizada por meio da Portaria N° 145/2017, publicada no Diário Oficial da União.

Os procedimentos já são realizados por vários municípios brasileiros, segundo dados do Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ-AB), mas, com as inclusões,o Ministério da Saúde poderá acompanhar as ações realizadas em todo o país e, com essas informações, qualificar as ações de cuidado. 

Além das inclusões, foram também renomeados procedimentos já inclusos no rol das PICS. O objetivo é facilitar a identificação, pelos gestores, dos procedimentos nos sistemas de informação do SUS. As novas nomenclaturas são para terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/automassagem, sessão de auriculoterapia, sessão de massoterapia, e tratamento termal/crenoterápico. 

PANORAMA – A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) foi criada em 2006 e instituiu no SUS abordagens de cuidado integral à população por meio de recursos terapêuticos, entre eles fitoterapia, acupuntura, homeopatia, medicina antroposofica e termalismo. 

Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do Piso de Atenção Básica (PAB) de cada município. Em 2016, mais de 2 milhões de atendimentos utilizando praticas integrativas e complementares foram realizados nas unidades básicas de saúde, destes mais de 770 mil foram de Medicina Tradicional Chinesa, que inclui a acupuntura; 85 mil foram de Fitoterapia e 13 mil de Homeopatia. Mais de 926 mil foram de outras práticas integrativas que não tinha um código próprio para registro (que passam a ter com a publicação da portaria esta semana). 

Atualmente, mais de 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Hoje, mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar em saúde, o que representa cerca de 28% das unidades básicas de saúde. Os dados revelam ainda que as PICs estão presentes em quase 30% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e estão presentes em 100% das capitais brasileiras.

Desde a sua implantação, a procura e o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. Este movimento de crescimento deve-se a diversos fatores, entre eles o maior reconhecimento dessas práticas pelas evidências científicas e mesmo por sua efetividade pragmática facilmente verificável pelos beneficiados; o crescente número de profissionais capacitados e habilitados; o reconhecimento e a valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas, sendo reconhecido inclusive pela Organização Mundial da Saúde, que incentiva os países a inserir estas práticas em seus sistemas de saúde, como tem feito o Brasil.

sábado, janeiro 14, 2017

Portaria amplia oferta de PICS

Arteterapia, meditação, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático, tratamento quiroprático e Reiki passam a integrar a oferta de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). O Ministério da Saúde publicou hoje, no Diário Oficial da União, a Portaria nº145/2017 que amplia os procedimentos oferecidos pela Política no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Os procedimentos como terapia comunitária, dança circular/biodança, yoga, oficina de massagem/ automassagem, auriculoterapia, massoterapia, tratamento termal/crenoterápico já faziam parte dos serviços desde abril do ano passado. Por readequação da tabela, receberam novos códigos com o intuito de facilitar para os gestores a identificação dos procedimentos das práticas integrativas. 

Todos esses procedimentos eram realizados por muitos municípios brasileiros, dados confirmados pelo Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQAB). 

Os recursos para as PICS integram o Piso da Atenção Básica (PAB) de cada município, podendo o gestor local aplicá­los de acordo com sua prioridade. Alguns tratamentos específicos da acupuntura recebem outro tipo de financiamento que compõe o bloco de média e alta complexidade. O Departamento de Atenção Básica (DAB) incentiva à adoção destas práticas a partir das características de cada região, preservando a autonomia dos entes federativos para incrementar as práticas integrativas oferecidas. 

Diário Oficial 

Em 2016, segundo os dados coletados a partir do sistema informatizado e­SUS e do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), foram registrados mais de dois milhões de atendimentos das PICs nas UBS. Mais de 770 mil foram de Medicina Tradicional Chinesa que inclui acupuntura, 85 mil foram de fitoterapia, 13 mil de homeopatia. Já mais de 926 mil atendimentos são de outras práticas integrativas que não possuíam código próprio para registro, que com a publicação da portaria nº145/2017 passam a ter. 

Atualmente, 1.708 municípios oferecem práticas integrativas e complementares e a distribuição dos serviços está concentrada em 78% na atenção básica, principal porta de entrada do SUS, 18% na atenção especializada e 4% na atenção hospitalar. Mais de 7.700 estabelecimentos de saúde ofertam alguma prática integrativa e complementar, o que representa cerca de 28% das Unidades Básicas de Saúde (UBS). As PICs estão presentes em quase 30% dos municípios brasileiros, distribuídos pelos 27 estados e Distrito Federal e todas as capitais brasileiras. 

Histórico 

A PNPIC, criada em 2006, instituiu no Sistema Único de Saúde (SUS) abordagens de cuidado integral à população por meio de recursos terapêuticos, entre eles fitoterapia, acupuntura, homeopatia, medicina antroposófica e termalismo. Os serviços são oferecidos por iniciativa local, mas recebem financiamento do Ministério da Saúde por meio do PAB de cada município. Em 11 anos da implantação das Práticas Integrativas e Complementares (PICs), pode­se destacar o interesse crescente da população por uma forma de atenção humanizada e de cuidado singular, iniciando o desenho de uma nova cultura de saúde e a ampliação da oferta destas práticas na rede de saúde pública. 

Desde a sua implantação, o acesso dos usuários do SUS a essas práticas integrativas tem crescido exponencialmente. A inserção das PICs na rede de atenção à saúde como ferramenta de cuidado tem por objetivo ampliar a abordagem clínica e as opções terapêuticas ofertadas aos usuários, podendo ser utilizadas como primeira opção de tratamento ou forma complementar, respeitando as particularidades de cada caso. 

A procura pelas práticas integrativas tem aumentado devido ao maior reconhecimento da eficácia terapêutica pelas evidências científicas, e também pela efetividade pragmática verificável pelos beneficiados. Além disso, há crescente número de profissionais capacitados e habilitados e maior valorização dos conhecimentos tradicionais de onde se originam grande parte destas práticas. Esse movimento tem recebido apoio da Organização Mundial da Saúde que incentiva os países a inserir alternativas ao cuidado à saúde. 

Conheça as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS)

Fitoterapia 

A fitoterapia é um tratamento terapêutico caracterizado pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem vegetal. A fitoterapia constitui uma forma de terapia que vem crescendo notadamente neste começo do século XXI. 

Acupuntura

A acupuntura é uma prática que compõe a Medicina Tradicional Chinesa. Criada há mais de dois milênios, é um dos tratamentos mais antigos do mundo. Diferentes abordagens para o diagnóstico, prevenção e tratamento de doenças são realizadas, entretanto o procedimento mais adotado no mundo atualmente é o estímulo da pele por agulhas metálicas muito finas e sólidas, manipuladas manualmente ou por meio de estímulos elétricos. 

Homeopatia 

Homeopatia é um sistema terapêutico que envolve o tratamento do indivíduo com substâncias altamente diluídas, principalmente na forma de comprimidos, com o objectivo de desencadear o sistema natural do corpo de cura. Com base em seus sintomas específicos, um homeopata irá coincidir com o medicamento mais adequado para cada paciente. 

Medicina antroposófica 

A Medicina antroposófica é um sistema terapêutico baseado na antroposofia que integra as teorias e práticas da medicina moderna com conceitos específicos antroposóficos. Utiliza, terapias físicas, arteterapia e aconselhamento, além de medicamentos antroposóficos e homeopáticos. A abordagem terapêutica tem o seu fundamento em um entendimento espiritual­científico do ser humano que considera bem­estar e doença como eventos ligados ao corpo humano, mente e espírito do indivíduo, realizando a abordagem holística ("salutogenesis") que enfoca os fatores que sustentam a saúde humana através do reforço da fisiologia do paciente e da individualidade, ao invés de apenas tratar os fatores que causam a doença. A autodeterminação, autonomia e dignidade dos doentes é um tema central; terapias são acreditadas para aumentar as capacidades de um paciente para curar. 

Termalismo/crenoterapia 

O termalismo é um método natural de tratamento que recorre às águas minerais e/ou termais para fazer as curas. A variedade de componentes químicos e propriedades físicas da água e o seu equilíbrio permite obter propriedades que ajudam a recuperação da saúde. O termalismo engloba também todo um conjunto de tratamentos à base de produtos naturais retirados da nascente, como vapores, gases e lamas.O recurso à água como agente terapêutico foi iniciado pelos povos que habitavam nas cavernas, depois de observarem o que faziam os animais feridos. 

Arteterapia 

Uma atividade milenar, a arteterapia é um procedimento terapêutico que funciona como um recurso que busca interligar os universos interno e externo de um indivíduo, por meio da sua simbologia. É uma arte livre, conectada a um processo terapêutico, transformando­se numa técnica especial, não meramente artística. É uma forma de usar a arte como uma forma de comunicação entre o profissional e um paciente, assim como um processo terapêutico individual ou de grupo buscando uma produção artística a favor da saúde. 

Meditação 

A meditação é uma prática milenar descrita por diferentes culturas tradicionais. Tem como finalidade facilitar o processo de autoconhecimento, autocuidado e autotransformação e aprimorar as interrelações – pessoal, social, ambiental – incorporando à sua eficiência a promoção da saúde. Amplia a capacidade de observação, atenção, concentração e a regulação do corpo-mente-emoções.

Musicoterapia 

Prática integrativa que utiliza a música e/ou seus elementos – som, ritmo, melodia e harmonia – num processo facilitador e promotor da comunicação, da relação, da aprendizagem, da mobilização, da expressão, da organização, entre outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de atender necessidades físicas, emocionais, mentais, espirituais, sociais e cognitivas do indivíduo ou do grupo. 

Tratamento naturopático 

A Naturopatia é um sistema terapêutico que utiliza métodos e recursos naturais, para apoio e estímulo à capacidade intrínseca do corpo de recuperação da saúde. 

Tratamento osteopático 

A osteopatia é método diagnóstico e uma forma de tratamento manual das disfunções articulares e teciduais, muito utilizado em condições dolorosas da coluna cervical e dos membros superiores. Através de técnicas de manipulação, stretching, mobilização, tratamentos para a ATM, e mobilidade para vísceras, aos poucos vai melhorando a mecânica dessas articulações, órgãos e tecidos, fazendo com que os sintomas venham regredindo a medida do tempo.

Tratamento quiroprático 

A Quiropraxia é uma prática que se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção das disfunções mecânicas no sistema neuromusculoesquelético e os efeitos dessas disfunções na função normal do sistema nervoso e na saúde geral. O tratamento de quiropraxia é dividido basicamente em três etapas. A primeira visa eliminar ou reduzir os sintomas da subluxação (desalinhamento da coluna), a segunda a estabilização e por último a manutenção que progredir com o bem estar. 

Reiki 

O Reiki é a canalização da frequência energética por meio do toque ou aproximação das mãos e pelo olhar de um terapeuta habilitado no método, sobre o corpo do sujeito receptor. A terapêutica objetiva fortalecer os locais onde se encontram bloqueios – “nós energéticos” – eliminando as toxinas, equilibrando o pleno funcionamento celular, de forma a restabelecer o fluxo de energia vital – Ki. A prática do Reiki responde perfeitamente aos novos paradigmas de atenção em saúde, que incluem dimensões da consciência, do corpo e das emoções. 

Terapia Comunitária 

A Terapia Comunitária atua em espaço aberto à comunidade para construção de laços sociais, apoio emocional, troca de experiências e prevenção ao adoecimento. Ao produzir a diminuição do isolamento social e ao produzir uma matriz móvel permite um espaço de troca e apoio social o qual funciona como alicerce para a produção de redes sociais e a transformação microrregional. A técnica se divide em cinco passos semi­estruturados – acolhimento, escolha do tema, contextualização, problematização, rituais de agregação e conotação positiva – fáceis de aprender e de se difundir como instrumento de promoção da saúde e autonomia do cidadão. 

Dança Circular/Biodança 

Biodança é um sistema de integração e desenvolvimento humano, um sistema baseado em experiências do crescimento pessoal induzido pela música, movimento e emoção. Esta terapia utiliza exercícios e músicas organizados, a fim de aumentar a resistência ao estresse, promover a renovação orgânica e melhorar a comunicação. Sua metodologia é induzir experiências de integração por meio da música, do canto, do movimento criando situações que facilitam a reunião em nível de relacionamento interpessoal. Dança Circular é uma prática de dança em roda, tradicional e contemporânea, originária de diferentes culturas que favorece a aprendizagem e a interconexão harmoniosa entre os participantes. As pessoas dançam juntas, em círculos e aos poucos começam a internalizar os movimentos, liberar a mente, o coração, o corpo e o espírito. Por meio do ritmo, da melodia e dos movimentos delicados e profundos os integrantes da roda são estimulados a respeitar, aceitar e honrar as diversidades. 

Yoga 

Trabalha o praticante em seus aspectos físico, mental, emocional, energético e espiritual visando à unificação do ser humano em Si e por si mesmo. Constitui­se de vários níveis, sendo o Hatha Yoga um ramo do Yoga que fortalece o corpo e a mente através de posturas psicofísicas (ásanas), técnicas de respiração (pranayamas), concentração e de relaxamento. Entre os principais benefícios podemos citar a redução do estresse, a regulação do sistema nervoso e respiratório, o equilíbrio do sono, o aumento da vitalidade psicofísica, o equilíbrio da produção hormonal, o fortalecimento do sistema imunológico, o aumento da capacidade de concentração e de criatividade e a promoção da reeducação mental com consequente melhoria dos quadros de humor, o que reverbera na qualidade de vida dos praticantes. 

Oficina de Massagem/Automassagem 

Diversas culturas utilizam as massagens no cuidado em saúde, a automassagem tem a finalidade de manter ou restabelecer a saúde, por meio da promoção do equilíbrio da circulação de sangue e de energia por todas as partes do corpo. É realizada pelo próprio sujeito, por meio de massagens de áreas e/ou pontos de acupuntura no seu corpo. 

Auriculoterapia 

A auriculoterapia é uma terapia que consiste na estimulação com agulhas, sementes de mostarda, objetos metálicos ou magnéticos em pontos específicos da orelha para aliviar dores ou tratar diversos problemas físicos ou psicológicos, como ansiedade, enxaqueca, obesidade ou contraturas. A auriculoterapia chinesa faz parte de um conjunto de técnicas terapêuticas, que tem como base os preceitos da Medicina Tradicional Chinesa (MTC). Acredita­-se que tenha sido desenvolvida juntamente com a acupuntura sistêmica (corpo), que é, atualmente, uma das terapias orientais mais populares em diversos países e tem sido amplamente utilizada na assistência à saúde. 

Massoterapia

A massoterapia é um termo que engloba diversas técnicas terapêuticas, cujo objetivo é melhorar a saúde e prevenir alguns desequilíbrios corporais. Por meio do ato de tocar regiões do corpo de uma pessoa, realizando movimentos fortes ou sutis, é possível trabalhar os aspectos físicos e mentais de cada um. A prática, baseada em técnicas de massagens relaxantes, estéticas ou terapêuticas inspiradas no oriente e no ocidente, é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Meditação, arteterapia e Reiki passam integrar procedimentos do SUS

Novidade foi publicada no Diário Oficial da União. Musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático e quiropraxia também foram incluídos.

Meditação, arteterapia e Reiki agora fazem parte dos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade foi publicada nesta sexta-feira (13) no Diário Oficial da União.

A portaria do Ministério da Saúde também inclui musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático e tratamento quiroprático. Todas essas práticas integrativas passam agora a fazer parte da Tabela de Procedimentos do SUS na categoria de "ações de promoção e prevenção em saúde".

O SUS já oferecia algumas opções de práticas integrativas como práticas corporais em medicina tradicional chinesa, terapia comunitária, dança circular, ioga, oficina de massagem, auriculoterapia, massoterapia e tratamento termal. Esses procedimentos continuam disponíveis.

Entenda as novas práticas incluídas no SUS

Arteterapia: uso da arte como parte do processo terapêutico
Meditação: prática de concentração mental com o objetivo de harmonizar o estado de saúde
Musicoterapia: uso dos elementos da música - som, ritmo, melodia e harmonia - com propósito terapêutico
Tratamento naturopático: uso de recursos naturais para recuperação da saúde
Tratamento osteopático: terapia manual para problemas articulares e de tecidos
Tratamento quiroprático: prática de diagnóstico e terapia manipulativa contra problemas do sistema neuro-músculo-esquelético
Reiki: prática de imposição das mãos por meio de toque ou aproximação para estimular mecanismos naturais de recuperação da saúde

Fonte: G1

segunda-feira, janeiro 09, 2017

A água inteira do mar não pode afundar um navio...

A água inteira do mar não pode afundar um navio, a menos que invada o seu interior.
Da mesma forma a negatividade do mundo não pode te derrubar a menos que você permita que ela permaneça dentro de você.

Psicólogo é coisa de louco... Verdade!?

"Psicólogo é coisa de louco" Verdade! Loucos pela vida, loucos por si, loucos por felicidade e loucos o suficiente para buscar um caminho melhor!

Olhar para dentro... botar para fora: receita caseira de saúde mental!


Olhar para dentro... botar para fora: receita caseira de saúde mental! 
#JANEIROBRANCO

Quem cuida da mente e das emoções...

Quem cuida da mente e das emoções, cuida da vida!
#JANEIROBRANCO

O que você não resolver na sua mente... Janeiro Branco

O que você não resolve em sua mente,
o corpo transforma em doença! 
Quem cuida da mente, cuida da vida!
#JANEIROBRANCO

quinta-feira, janeiro 05, 2017

Simpatia para ter sucesso em 2017???


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terça-feira, janeiro 03, 2017

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Ansiedade pode virar uma ameaça paralisante...

Contribuição para a matéria do HuffPost Brasil...

A ansiedade pode virar uma ameaça constante e paralisante. É hora de pedir ajuda


“A ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.”

A definição da escritora e roteirista Adriana Falcão, no livro Mania de Explicação, vai no ponto. Ansiedade é a preocupação com o que está por vir, o frio na barriga e o receio diante de situações percebidas como ameaçadoras.

“Ela aciona a produção de hormônios que nos suprem de energia física e mental para enfrentar uma apresentação no trabalho, uma competição esportiva ou uma situação de risco (como um incêndio em casa), da qual precisamos fugir”, explica o psiquiatra Ricardo Torresan, colaborador do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu (SP).


Logo, diferentemente do que se imagina, a ansiedade é benéfica. “A natureza nos dotou desse mecanismo para aumentar as chances de sobrevivência em um ambiente hostil”, diz o psicólogo Armando Ribeiro, de São Paulo, especialista no assunto.


“Usamos o lado bom da ansiedade quando vemos as dificuldades como desafios e canalizamos uma força extra – pensamento mais ágil, músculos mobilizados – para sair da acomodação e perseguir os objetivos”, afirma Ribeiro.


Em vez de feras e tragédias, a ameaça mais comum hoje pode ser a demissão; portanto, é normal ficar apreensiva diante dessa possibilidade. Vira um problema se a ansiedade se torna uma presença constante e atrapalha o desenrolar da rotina.


“É como um alarme de carro que dispara toda hora sem que alguém tente arrombá-lo”, compara o psicólogo. “O dispositivo quebrado dá sinais de perigo mesmo quando não há risco algum.” No ansioso, as preocupações dominam o pensamento, o que resulta em medo – e ele consome tanta energia que é impossível sair da inércia e realizar o que precisa ser feito.


Não dorme bem, não come nem produz direito. A autoestima cai, aumentam a angústia e a frustração, a resistência é derrubada e fica mais susceptível a infecções, distúrbios cardiovasculares e depressão. Ele não está sozinho. Um dado anunciado em janeiro pela Organização Mundial da Saúde alerta que 33% da população do planeta sofre de ansiedade.


As várias faces


“Diversos transtornos têm a ansiedade como denominador comum, embora ela se manifeste de formas distintas”, diz a psiquiatra Andrea Mazzoleni, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.


Na fobia social, o medo da avaliação alheia é tão grande que a pessoa nem consegue ir a um restaurante. Nas fobias específicas, estar diante do objeto temido (avião, aranha, lugar fechado) desencadeia a crise. A síndrome do pânico caracteriza-se por episódios súbitos de aflição, com sintomas intensos que levam o paciente a crer que está enfartando ou à beira da morte.


Depois de assaltos, sequestros e guerras, a lembrança recorrente – o estresse pós-traumático – faz a ansiedade se misturar à reação de sobressalto. Já no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), pensamentos trágicos e insistentes geram temor intenso. Para aliviá-lo, a pessoa cria rituais, como se eles pudessem sanar o problema. Exemplos: com medo de doença, ela gasta um sabonete por banho. Ou checa incessantemente se as portas e janelas estão bem trancadas antes de sair de casa – a ponto de perder compromissos.


No transtorno de ansiedade generalizada, qualquer expectativa e preocupação viram fonte de grande sofrimento.


O que faz a ansiedade chegar a níveis máximos é um conjunto de fatores físicos (genéticos, hormonais) e ambientais (muitas demandas para resolver, excesso de informação e convivência com ansiosos que veem perigo em tudo). Ela atinge mais a mulher – para cada homem, há duas ou três, o que leva à suspeita de que hormônios femininos tenham peso em sua incidência. Junte-se a isso a cobrança.


“A mulher é mais vulnerável por ter que dar conta da casa e do trabalho”, afirma Mazzoleni.


A sociedade competitiva, que exige 24 horas de conectividade, põe mais carga em todos. Quem não se desliga do trabalho e não dorme direito por causa dele é supervalorizado.


O custo é alto: “Os ultrarresponsáveis e comprometidos demoram a perceber que gastam energia além do necessário; acostumam-se a viver sob tensão”, alerta o psiquiatra Felipe Corchs, professor colaborador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Como se não bastasse, crescem as evidências de que a ansiedade crônica muda a percepção da realidade.


Um estudo do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, publicado em março na revista americana Current Biology, mostrou que pessoas diagnosticadas com esses transtornos têm dificuldade de distinguir estímulos seguros e neutros dos ameaçadores.


Os pesquisadores relacionaram isso a mudanças na química cerebral, em especial à habilidade de estabelecer conexões entre os neurônios, o que afeta a capacidade de entender a realidade de forma objetiva. Concluíram que o ansioso tende a generalizar as experiências emocionais, enxergando-as sempre pelo lado catastrófico.


Treinamento do foco


Com base no achado, criou-se um método para treinar o cérebro a ignorar o estímulo ameaçador e focar em outro mais leve ou neutro. “Ele tem sido aplicado em fobias específicas em crianças e TOC em adultos, com bons resultados”, diz Torresan.


Por enquanto, tem indicação apenas para quem não responde ao tratamento convencional. Mas, ele acredita, se o sucesso for confirmado, abre a possibilidade de atendimento online e de criação de aplicativos auxiliares.


Cientistas da Universidade de Nova York já testam um game que promete reduzir a ansiedade se jogado por 25 minutos diários. Tirar férias, receber massagem e praticar exercícios traz melhora, admite Corchs: “Mas, se houver um transtorno, o alívio é só temporário”.


Afinal, como alerta Ribeiro: “Não se conserta vazamento tirando água com balde; é preciso achar o cano furado”. O psicólogo destaca a importância de modificar pensamentos que levam às crises. O ansioso tem a percepção de que tudo é urgente, os problemas ultrapassam sua capacidade e repete: “Não consigo, vai dar errado, está tudo perdido”.


Ribeiro afirma: “Esses pensamentos automáticos, repetidos como mantras, pilham a mente, minam a autoconfiança e trazem sensação de derrota”.


A psicoterapia cognitiva comportamental ajuda a tomar ciência dos pensamentos distorcidos e se libertar. “Ela tem se mostrado tão eficaz quanto medicamento e, em certos casos, superior, como nas fobias específicas”, afirma Torresan. 

“Os melhores resultados, porém, são obtidos ao associar psicoterapia a medicação.”


Outro benefício da psicoterapia é ajudar a rever as próprias escolhas. “As pessoas não percebem que desrespeitam seus limites”, relata Mazzoleni. “Programam 50 tarefas para o dia e querem ter disposição de realizar todas dormindo só quatro horas.” Quando o quadro é grave e a pessoa fica agressiva, os medicamentos são indispensáveis.


“Porque, nesse ponto, o terapeuta não consegue uma abertura para trabalhar”, explica Ribeiro. Os indicados são os antidepressivos (fluoxetina, paroxetina, tetralina, escitalopram e citalopram), que aumentam a serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar.


Os resultados podem demorar 12 semanas a aparecer. Em certos casos, são prescritos benzodiazepínicos, os calmantes tarja preta, para alívio da insônia. Meios para se livrar do tormento existem. Cabe ao ansioso deixar de bancar o forte, de dizer: “Eu aguento”. E pedir ajuda.


segunda-feira, janeiro 02, 2017

A felicidade não deve acontecer na ausência de problemas...

"A felicidade não deve acontecer na ausência de problemas, isso seria irreal. Ao desenvolver nossas atitudes positivas, aumentamos nossa capacidade de lidar com os problemas e sobreviver a eles, o que a psicologia chama de resiliência." Armando Ribeiro

terça-feira, dezembro 27, 2016

Ansiedade é doença: saiba como ela age e como tratar



 Ansiedade é doença: saiba como ela age e como tratar
Com demandas demais e cobranças por todos os lados, ela pode virar uma ameaça constante e paralisante, isto é, doença. Pare e peça ajuda.

“A ansiedade é quando faltam cinco minutos sempre para o que quer que seja.” A definição da escritora e roteirista Adriana Falcão, no livro Mania de Explicação, vai no ponto. Ansiedade é a preocupação com o que está por vir, o frio na barriga e o receio diante de situações percebidas como ameaçadoras. “Ela aciona a produção de hormônios que nos suprem de energia física e mental para enfrentar uma apresentação no trabalho, uma competição esportiva ou uma situação de risco (como um incêndio em casa), da qual precisamos fugir”, explica o psiquiatra Ricardo Torresan, colaborador do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu (SP).

Logo, diferentemente do que se imagina, a ansiedade é benéfica. “A natureza nos dotou desse mecanismo para aumentar as chances de sobrevivência em um ambiente hostil”, diz o psicólogo Armando Ribeiro, de São Paulo, especialista no assunto. “Usamos o lado bom da ansiedade quando vemos as dificuldades como desafios e canalizamos uma força extra – pensamento mais ágil, músculos mobilizados – para sair da acomodação e perseguir os objetivos”, afirma Ribeiro.

Em vez de feras e tragédias, a ameaça mais comum hoje pode ser a demissão; portanto, é normal ficar apreensiva diante dessa possibilidade. Vira um problema se a ansiedade se torna uma presença constante e atrapalha o desenrolar da rotina. “É como um alarme de carro que dispara toda hora sem que alguém tente arrombá-lo”, compara o psicólogo. “O dispositivo quebrado dá sinais de perigo mesmo quando não há risco algum.” No ansioso, as preocupações dominam o pensamento, o que resulta em medo – e ele consome tanta energia que é impossível sair da inércia e realizar o que precisa ser feito.

Não dorme bem, não come nem produz direito. A autoestima cai, aumentam a angústia e a frustração, a resistência é derrubada e fica mais susceptível a infecções, distúrbios cardiovasculares e depressão. Ele não está sozinho. Um dado anunciado em janeiro pela Organização Mundial da Saúde alerta que 33% da população do planeta sofre de ansiedade.

AS VÁRIAS FACES

“Diversos transtornos têm a ansiedade como denominador comum, embora ela se manifeste de formas distintas”, diz a psiquiatra Andrea Mazzoleni, da Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Na fobia social, o medo da avaliação alheia é tão grande que a pessoa nem consegue ir a um restaurante. Nas fobias específicas, estar diante do objeto temido (avião, aranha, lugar fechado) desencadeia a crise. A síndrome do pânico caracteriza-se por episódios súbitos de aflição, com sintomas intensos que levam o paciente a crer que está enfartando ou à beira da morte.

Depois de assaltos, sequestros e guerras, a lembrança recorrente – o stress pós-traumático – faz a ansiedade se misturar à reação de sobressalto. Já no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), pensamentos trágicos e insistentes geram temor intenso. Para aliviá-lo, a pessoa cria rituais, como se eles pudessem sanar o problema. Exemplos: com medo de doença, ela gasta um sabonete por banho. Ou checa incessantemente se as portas e janelas estão bem trancadas antes de sair de casa – a ponto de perder compromissos. No transtorno de ansiedade generalizada, qualquer expectativa e preocupação viram fonte de grande sofrimento.

O que faz a ansiedade chegar a níveis máximos é um conjunto de fatores físicos (genéticos, hormonais) e ambientais (muitas demandas para resolver, excesso de informação e convivência com ansiosos que veem perigo em tudo). Ela atinge mais a mulher – para cada homem, há duas ou três, o que leva à suspeita de que hormônios femininos tenham peso em sua incidência. Junte-se a isso a cobrança. “A mulher é mais vulnerável por ter que dar conta da casa e do trabalho”, afirma Mazzoleni.

A sociedade competitiva, que exige 24 horas de conectividade, põe mais carga em todos. Quem não se desliga do trabalho e não dorme direito por causa dele é supervalorizado. O custo é alto: “Os ultrarresponsáveis e comprometidos demoram a perceber que gastam energia além do necessário; acostumam-se a viver sob tensão”, alerta o psiquiatra Felipe Corchs, professor colaborador do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Como se não bastasse, crescem as evidências de que a ansiedade crônica muda a percepção da realidade.

Um estudo do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel, publicado em março na revista americana Current Biology, mostrou que pessoas diagnosticadas com esses transtornos têm dificuldade de distinguir estímulos seguros e neutros dos ameaçadores. Os pesquisadores relacionaram isso a mudanças na química cerebral, em especial à habilidade de estabelecer conexões entre os neurônios, o que afeta a capacidade de entender a realidade de forma objetiva. Concluíram que o ansioso tende a generalizar as experiências emocionais, enxergando-as sempre pelo lado catastrófico.

TREINAMENTO DO FOCO

Com base no achado, criou-se um método para treinar o cérebro a ignorar o estímulo ameaçador e focar em outro mais leve ou neutro. “Ele tem sido aplicado em fobias específicas em crianças e TOC em adultos, com bons resultados”, diz Torresan. Por enquanto, tem indicação apenas para quem não responde ao tratamento convencional. Mas, ele acredita, se o sucesso for confirmado, abre a possibilidade de atendimento online e de criação de aplicativos auxiliares.

Cientistas da Universidade de Nova York já testam um game que promete reduzir a ansiedade se jogado por 25 minutos diários. Tirar férias, receber massagem e praticar exercícios traz melhora, admite Corchs: “Mas, se houver um transtorno, o alívio é só temporário”. Afinal, como alerta Ribeiro: “Não se conserta vazamento tirando água com balde; é preciso achar o cano furado”. O psicólogo destaca a importância de modificar pensamentos que levam às crises. O ansioso tem a percepção de que tudo é urgente, os problemas ultrapassam sua capacidade e repete: “Não consigo, vai dar errado, está tudo perdido”. Ribeiro afirma: “Esses pensamentos automáticos, repetidos como mantras, pilham a mente, minam a autoconfiança e trazem sensação de derrota”.

A psicoterapia cognitiva comportamental ajuda a tomar ciência dos pensamentos distorcidos e se libertar. “Ela tem se mostrado tão eficaz quanto medicamento e, em certos casos, superior, como nas fobias específicas”, afirma Torresan. “Os melhores resultados, porém, são obtidos ao associar psicoterapia a medicação.” Outro benefício da psicoterapia é ajudar a rever as próprias escolhas. “As pessoas não percebem que desrespeitam seus limites”, relata Mazzoleni. “Programam 50 tarefas para o dia e querem ter disposição de realizar todas dormindo só quatro horas.” Quando o quadro é grave e a pessoa fica agressiva, os medicamentos são indispensáveis.

“Porque, nesse ponto, o terapeuta não consegue uma abertura para trabalhar”, explica Ribeiro. Os indicados são os antidepressivos (fluoxetina, paroxetina, tetralina, escitalopram e citalopram), que aumentam a serotonina, neurotransmissor ligado ao bem-estar. Os resultados podem demorar 12 semanas a aparecer. Em certos casos, são prescritos benzodiazepínicos, os calmantes tarja preta, para alívio da insônia. Meios para se livrar do tormento existem. Cabe ao ansioso deixar de bancar o forte, de dizer: “Eu aguento”. E pedir ajuda.

Fonte: Cláudia

Ansiedade é doença? Revista Cláudia

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Aperte a tecla pause!


Contribuição para a matéria "Aperte a tecla pause" da jornalista Gisele Bortoleto da revista Bem Estar do jornal Diário da Região. Pra sair do piloto automático e retomar o controle da sua vida é importante se permitir pequenas pausas no seu dia... #mindfulness #atençãoplena#meditação #contemplação #espiritualidade #oração

terça-feira, dezembro 06, 2016

Epidemia de ansiedade?

Prof Armando Ribeiro foi um dos especialistas consultados para a matéria de capa da revista Cláudia (dez/2016) sobre "Epidemia de Ansiedade", produzida pela jornalista Cristina Nabuco. 

Epidemia de Ansiedade
Uma em cada três pessoas sofre com o problema
Com demandas demais a resolver ao mesmo tempo, excesso de informação e cobranças por todos os lados, ela pode virar uma ameaça constante e paralisante, isto é, doença. Pare e peça ajuda.

Prof Armando Ribeiro abordou as questões relacionadas a função da ansiedade em nosso organismo, bem como da terapia cognitivo-comportamental (psicoterapia) para os mais diversos quadros de ansiedade patológica.

"Não se conserta vazamento tirando água com balde; é preciso achar o cano furado" (...) Afirmou o Prof Armando Ribeiro sobre a importância da psicoterapia (Terapia Cognitivo-Comportamental) no tratamento da ansiedade patológica para a jornalista da revista Cláudia.

segunda-feira, dezembro 05, 2016

Análise Direta: "Níveis de estresse - Armando Ribeiro"

Participação do Prof Armando Ribeiro no programa Análise Direta da RIT TV apresentado por Patricia Biasi. Neste programa discutiremos sobre os níveis de estresse e algumas estratégias para reduzir o estresse excessivo em nossas vidas.

Bastidores do programa Análise Direta da RIT TV sobre os diferentes níveis de estresse

 
Bastidores do programa Análise Direta da RIT TV (nos estúdios de SP - capital) apresentado por Patrícia Biasi e produção executiva de Fabiana Silveira.

Prof Armando Ribeiro foi convidado para explicar os estágios do estresse e também sobre as novidades da gestão do estresse no programa Análise Direta da RIT TV.

O Prof Armando Ribeiro contou para a apresentadora Patrícia Biasi da RIT TV sobre os modernos equipamentos de biofeedback / neurofeedback capazes de mensurar as alterações do sistema nervoso (ex. frequência cardíaca, tensão muscular, atividade eletrodérmica e etc.) relacionadas a resposta ao estresse psicossocial.

Utilizando um moderno equipamento de biofeedback de atividade eletrodérmica o Prof Armando Ribeiro demonstrou para a apresentadora a fluidez da resposta ao estresse, através da ativação do sistema nervoso simpático (resposta de fuga - luta).

A apresentadora quis saber sobre as estratégias para reduzir o estresse excessivo em nossas vidas, a partir de pequenas mudanças nos nossos hábitos cotidianos e estilo de vida. 

A resposta ao estresse é uma reação adaptativa e de sobrevivência dos organismos, mas aprender a gerenciar o estresse excessivo é fundamental para uma vida saudável e equilibrada. 

É possível através da neuroplasticidade treinar o cérebro para se tornar resiliente ao estresse excessivo e principalmente desenvolver atitudes positivas para enfrentá-lo.

A psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental) é uma das abordagens baseadas nas evidências científicas para reduzir o estresse excessivo da nossa vida.

Práticas meditativas (ex. mindfulness, atenção plena), exercícios de yoga, tai chi, respiração profunda, massoterapia, acupuntura e etc. são alguns exemplos de caminhos saudáveis para lidar com o estresse diário.

Aprender a gerenciar o estresse excessivo é uma das habilidades necessárias para viver plenamente no século XXI.

A felicidade dentro da empresa é lucro. Época Negócios

sábado, dezembro 03, 2016

De 10 trabalhadores, 3 tem estresse no mais alto nível

video
De cada 10 trabalhadores brasileiros, 3 tem estresse no mais alto nível. O dado preocupante é de uma pesquisa da Associação Internacional do Controle do Estresse. Participação do Prof Armando Ribeiro no jornal da RIT TV.

I Simpósio Bem Estar e Comportamentos Saudáveis da UFMG

Conservatório da UFMG
I Simpósio Bem Estar e Comportamentos Saudáveis da UFMG
I Encontro da Associação Mineira de Psiquiatria 
com estudantes de graduação em Medicina e residentes de Psiquiatria

Prof Armando Ribeiro foi um dos especialistas convidados pela comissão organizadora do evento para ministrar a conferência "Bem Estar no ambiente de trabalho: como e por quê? O que aprendemos no Center for Wellness da Harvard?". O convite oficial foi realizado pelo Prof. Dr. Humberto Corrêa - professor titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da UFMG

Na conferência, destacamos a participação do Prof. Dr. Humberto Correa e também da presença do Prof Dr Maurício Leão de Rezende - atual presidente da Associação Mineira de Psiquiatria, entre outros professores e pesquisadores da UFMG.

A felicidade dentro da empresa é lucro? A entrevista especial do Prof Armando Ribeiro para a revista Época Negócios foi tema da conferência sobre bem-estar e comportamentos saudáveis da UFMG. 

Estudos da Harvard Business School já demonstraram o ROI (Return on Investment) dos bons programas de promoção da qualidade de vida no trabalho e bem-estar.   

Programas de qualidade de vida no trabalho devem estar alinhados ao planejamento estratégico dos negócios e não apenas encarados como uma "moda" passageira para gerar publicidade.

Profissionais da saúde e consultores de qualidade de vida no trabalho (QVT) devem estar atualizados nos mais recentes estudos sobre as evidências científicas dos programas de QVT.


Bem Estar no ambiente de trabalho: como e por quê? O que aprendemos no Center for Wellness da Harvard?

A conferência foi prestigiada pela presença da Dra Sofia Bauer. A Dra Sofia apresentou a conferência "Psiquiatria e Bem Estar".

Na conferência do Prof Armando Ribeiro houve a presença do Prof Dr Maurício Leão de Rezende - atual presidente da Associação Mineira de Psiquiatria.