quarta-feira, dezembro 10, 2014

Amigos para sempre! Revista CRESCER

AMIGO DO PEITO
Tudo o que você deve saber para mostrar ao seu filho que ninguém vive sozinho.

Prof Armando Ribeiro é um dos especialistas consultados pela revista CRESCER (número 253, dezembro de 2014) para a matéria sobre a importância das amizades e relacionamentos infantis.


Amigos para sempre!

Quem não deseja ver o filho rodeado de amigos em uma turma bacana? Mais do que alguém para brincar, essa relação é importante para o desenvolvimento e o crescimento dele. Descubra por que e ajude-o a tirar lições importantes da convivência em grupo - e dos conflitos que vêm com ela!

terça-feira, dezembro 09, 2014

Novidades no tratamento da depressão. Revista CLÁUDIA

E fez-se a luz
Novidades no tratamento da depressão

Prof Armando Ribeiro é um dos especialistas consultados pela revista Cláudia (número 12, ano 53, dezembro de 2014) para a matéria sobre as novidades no tratamento da depressão.

Um alento para as 10 milhões de pessoas que enfrentam a depressão no Brasil: com diagnóstico bem-feito e novos tratamentos - entre os quais, os efeitos secundários do Botox, ainda em estudo - , é possível sair das trevas e recuperar o gosto pela vida. Antes, é preciso vencer o preconceito.


Na , o pensamento se prende ao passado... Uma arma importante é a ...

Dê atenção aos sinais. A é natural... Já a não tem um causa específica (...) tende a piorar com o tempo



segunda-feira, dezembro 08, 2014

Quando o incentivo da mulher é bem-vindo?


Muitas doenças, como o câncer de próstata, muito debatido no último mês, tem uma chance muito elevada de cura quando o diagnóstico é feito no seu estágio inicial. Entretanto, a falta do hábito de ir ao médico de forma preventiva é um grande problema para o homem. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, 60% dos pacientes homens já estão com doenças em estágios avançados quando procuram o médico e que 70% do que procuraram o médico, para trato ou prevenção, tiveram influência da mulher. “Estar doente é algo associado à vulnerabilidade e perda do controle de si mesmo – questões incômodas para muitos homens”, explica o psicólogo Armando Ribeiro, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Enquanto check ups periódicos de saúde são um práticas inerentes ao dia a dia da mulher, tais hábitos raramente são mantidos por seus parentes e parceiros. “Durante a infância da maioria dos homens, suas rotinas médicas eram coordenadas pela figura da mãe, por isso, pode haver uma falta de modelo masculino na busca por tratamento de saúde”, alerta o psicólogo. Por essa razão, ainda nos dias de hoje, as mulheres têm grande influência na vida de seus companheiros, e podem se utilizar disso para auxiliar na desmistificação dos exames preventivos. “É importante que elas se informem, e falem franca e abertamente sobre os riscos da não prevenção, além de ajudarem na marcação de consultas. Dessa forma, muita dor e sofrimento podem ser evitados”, conclui.
Sobre a Beneficência Portuguesa de São Paulo
Fundada em 1859, a Beneficência Portuguesa de São Paulo é a maior instituição hospitalar privada da América Latina, contando com aproximadamente 7.500 colaboradores e 2.200 médicos, e com uma gestão baseada na qualidade assistencial, humanização, ensino e pesquisa, além de um corpo clínico formado por renomados especialistas. A instituição é referência no atendimento médico hospitalar em mais de 60 especialidades, como cardiologia, oncologia, neurologia, gastroenterologia, ortopedia, urologia, entre outras. Atualmente, a Beneficência Portuguesa conta com três hospitais que somam mais de 2.000 mil leitos de internação. O Hospital São Joaquim, primeiro pilar da Instituição, realiza atendimento ao Pronto Socorro, UTIs, Internações e Cirurgias. Em 2007, foi inaugurado o Hospital São José, que se destaca pelo atendimento oncológico com padrões internacionais, entre outras especialidades. Em 2012, o Hospital Santo Antônio foi criado com o objetivo de oferecer atendimento a pacientes usuários do Sistema Único de Saúde, reforçando a responsabilidade social e carácter beneficente da Associação. Já em 2013, a Instituição criou o Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes para ser um dos maiores e mais completos núcleos de tratamento de câncer no país.
Fonte: Mynewsdesk

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Terapias Integrativas em Oncologia e Onco-Hematologia. Reencontro da 1a. Turma da Pós Medicina Integrativa Einstein

I Simpósio Internacional de Medicina Integrativa
International Symposium on Integrative Medicine


Reencontro da 1a. turma (2013) de pós-graduandos do curso de Bases da Medicina Integrativa do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein

Dra Paula Teixeira, Prof Armando Ribeiro e Adriana Cajado
Dra Amanda Brolio, Dra Charlize Kessin e Joamara Henke


Fabio Romano, Prof Armando Ribeiro e Dra Paula Teixeira
Dra Charlize Kessin, Maria Ester Massola, Giselle Mello, Joamara Henke, 
Dr Paulo Tarso de Lima e Dra Amanda Brolio


Terapias Integrativas em Oncologia e Onco-Hematologia
Dr Paulo de Tarso Lima, Javier Concha, Dr Marcelo Saad, Maria Ester Massola, Giselle Mello, Wilma Bolsoni, Fernanda Pires, Fábio Romano e Adriana Cajado


Resiliência para profissionais da saúde

Dra Susan Bauer-Wu ministrou o seminário internacional "Resiliência para profissionais da saúde. Como encontrar calma, clareza e presença compassiva em meio à tempestade do trabalho diário" no Instituto Palas Athena, em São Paulo. Dra Susan Bauer-Wu pesquisa a aplicação das práticas contemplativas, mindfulness e compaixão para promover resiliência nos profissionais da saúde e hospitais.


Resiliência para profissionais da saúde. Como encontrar calma, clareza e presença compassiva em meio à tempestade do trabalho diário. Durante o seminário internacional foi lançado o livro "As folhas caem suavemente", tradução para o português do seu livro "Leaves falling gently".


Dra Susan Bauer-Wu é pesquisadora e professora de enfermagem na Universidade da Virgínia, EUA. Com experiência clínica em oncologia, psiquiatria e cuidados paliativos, obteve seu doutorado em Enfermagem na Rush University em Chicago, e pós-doutorado em Psico-oncologia no Dartmouth-Hitchcock Medical Center em New Hampshire. Lecionou na Emory University e na Harvard Medical School, entre outras. Foi diretora e presidente de instituições de renome nos campos e Enfermagem e Oncologia. É membro do Mind & Life Institute e da Academia Americana de Enfermagem. O foco de seu trabalho recai sobre os efeitos do estresse crônico e a utilização de abordagens contemplativas para aumentar a resiliência e o bem-estar, assunto de seu livro recém lançado pela Palas Athena, e cuja renda é doada para instituições dedicadas a implantação de intervenções de atenção plena para pessoas com câncer e outras doenças crônicas, suas famílias, cuidadores e profissionais de saúde.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

Prof Armando Ribeiro em entrevista para a AT Revista do jornal Tribuna de Santos

Bastidores da entrevista do Prof Armando Ribeiro (psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado de Saúde do Hospital São José da Beneficência Portuguesa de São Paulo) e sessão de fotos para a AT Revista do jornal A Tribuna de Santos no maravilhoso jardim secreto do Hospital São José. Muitas dicas especiais para reduzir o estresse em 2015 e ser mais feliz!!!


Agradecimentos ao jornalista Stevens Standke pelo aprofundamento sobre as causas do estresse crônico em nossa sociedade e principalmente como gerenciá-lo e a repórter fotógrafa Vanessa Cristine Rodrigues pelo cuidado com as imagens que vão ilustrar a matéria. 


Ser ou não ser... eis a questão!!! O duro era não rir com os olhares curiosos dos transeuntes...


Ser ou não ser... Compreender o papel da mente e do cérebro para uma gestão do estresse mais profunda...


Luz... pra deixar o estresse tóxico bem longe!!!


Muitas perguntas... muitas dúvidas... Para entregar as principais novidades sobre a gestão do estresse para os leitores da AT Revista!!!


Inspira... respira... não pira!!!


Agradecimentos ao excelente jornalista Stevens Standke pelo aprofundamento sobre as causas do estresse crônico em nossa sociedade e principalmente como gerenciá-lo. 


Equipe de jornalismo da AT Revista do jornal A Tribuna de Santos.

domingo, novembro 23, 2014

Prof Armando Ribeiro apresenta temas relevantes no IV Congresso Brasileiro de Psicologia Ciência e Profissão


Título: PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DA BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO: PIONEIRISMO DA PSICOLOGIA EM UM COMPLEXO HOSPITALAR
Autor Principal: ARMANDO RIBEIRO DAS NEVES NETO -
Financiador: Sem Financiador -
Eixo: Psicologia, formação e práticas profissionais na construção de projetos ético-políticos
Processo: Processos Terapêuticos
Área: Avaliação, Métodos e Medidas em Psicologia
Palavra-chave: GESTÃO DO ESTRESSE ,Psicologia Clínica,PSICOLOGIA HOSPITALAR
Resumo:
O PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DO COMPLEXO HOSPITALAR DA BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO (CONSIDERADO O MAIOR COMPLEXO HOSPITALAR PRIVADO DA AMÉRICA LATINA) É UM MODELO PIONEIRO DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA / PSICOFISIOLÓGICA EM UM CENTRO MÉDICO AVANÇADO DE SAÚDE. É INSPIRADO NOS MODELOS DE CENTROS NORTE-AMERICANOS E EUROPEUS EM PROMOÇÃO DA SAÚDE E SALUTÔGENESE. ESTIMA-SE QUE O ESTRESSE ESTEJA RELACIONADO À CERCA DE 60 A 90% DE TODAS AS CONSULTAS MÉDICAS (AMERICAN INSTITUTE STRESS) E MOTIVO PRINCIPAL PARA ABSENTEÍSMO, TURNOVER, LICENÇAS MÉDICAS E BAIXA SATISFAÇÃO NO TRABALHO E BAIXA PRODUTIVIDADE (INTERNATIONAL STRESS MANAGEMENT USA - ISMA / ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO STRESS / ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE QUALIDADE DE VIDA - ABQV). O PROGRAMA DE AVALIAÇÃO DO ESTRESSE DA BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO FOI DESENVOLVIDO PELO PSICÓLOGO PROF. ARMANDO RIBEIRO DAS NEVES NETO, A PARTIR DO TREINAMENTO EM "STRESS MANAGEMENT" PELA HARVARD MEDICAL SCHOOL (EUA), ALÉM DE SEUS ESTUDOS EM MEDICINA COMPORTAMENTAL / TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL PELA USP / UNIFESP. A AVALIAÇÃO DO ESTRESSE CONSISTE EM UM PROTOCOLO QUE UTILIZA TESTES PSICOLÓGICOS APROVADOS PELO SATEPSI / CFP, ALÉM DA AVALIAÇÃO PSICOFISIOLÓGICA DO ESTRESSE ATRAVÉS DE EQUIPAMENTO DE BIOFEEDBACK ESPECIALIZADO (EX. RESISTÊNCIA GALVÂNICA DA PELE, VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA / COERÊNCIA CARDÍACA, ENTRE OUTROS) DURANTE SITUAÇÕES CONTROLADAS. ALÉM DA DEVOLUÇÃO DOS RESULTADOS, OS PACIENTES SÃO ORIENTADOS EM ESTRATÉGIAS PARA GERENCIAMENTO DO ESTRESSE BASEADO EM TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL E PRÁTICAS DA MEDICINA COMPORTAMENTAL (EX. TÉCNICAS DE RESPIRAÇÃO E RELAXAMENTO, MEDITAÇÃO / MINDFULNESS, HIPNOSE, TREINO DE BIOFEEDBACK / NEUROFEEDBACK E ORIENTAÇÃO DO ESTILO DE VIDA).



Título: PSICOLOGIA E A POLÍTICA NACIONAL DE PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES (PNPIC) NO SUS: AMPLIANDO OS LIMITES TERAPÊUTICOS
Autor Principal: ARMANDO RIBEIRO DAS NEVES NETO -
Financiador: Sem Financiador -
Eixo: Psicologia, formação e práticas profissionais na construção de projetos ético-políticos
Processo: Processos Terapêuticos
Área: Políticas Públicas
Palavra-chave: Psicologia Clínica ,Formação em Psicologia,Avaliação, Métodos e Medidas em Psicologia
Resumo:
A busca por cuidados em saúde integral – corpo, mente, emoções e espiritualidade vem mudando o paradigma da educação e políticas em saúde no Brasil e no mundo. O Ministério da Saúde, através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (Lei No. 971/2006) regulamentou o desenvolvimento das práticas integrativas no sistema público de saúde. Na UNIFESP, destacam-se: o pioneirismo da Unidade de Medicina Comportamental (1995) do Departamento de Psicobiologia no treinamento clínico e promoção de estudos acadêmicos sobre as terapias complementares (ex. biofeedback, neurofeedback, hipnose, yoga, meditação, mindfulness, entre outros) na prática médica, psicológica e etc. Criação da primeira pós-graduação lato-sensu em "Bases da Medicina Integrativa" pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e pelo primeiro curso de capacitação em "Gestão de Práticas Integrativas e Complementares" pelo Ministério da Saúde. Houve também a organização do “Seminário On-line Práticas Integrativas e Complementares e Racionalidades Profissionais” (2011), promovido pelo CRP-SP / CFP. Dos polos que vão do modelo biomédico ao psicossocial surge uma proposta de integrar os saberes das tradições aos conhecimentos científicos contemporâneos, em consonância com a “Declaração de Alma-Ata” promovida pela Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde (1978) e pela “Declaração de Veneza” promovida pela UNESCO (1986), além do relatório “Traditional Medicine Strategy 2002-2005” da OMS e também da criação do Centro Nacional de Medicina Alternativa e Complementar (NCCAM) – Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, em 1999. Apesar de todos esses avanços, ainda é preciso que mais psicólogos se envolvam nesta discussão.



Título: PSICOLOGIA POSITIVA NO TRABALHO, WELLNESS COACHING, MINDFULNESS E NEUROMANAGEMENT: NOVOS PARADIGMAS EM PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL
Autor Principal: ARMANDO RIBEIRO DAS NEVES NETO -
Financiador: Sem Financiador -
Eixo: Psicologia, formação e práticas profissionais na construção de projetos ético-políticos
Processo: Processos Organizativos
Área: Psicologia Organizacional
Palavra-chave: PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL ,PSICOLOGIA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO,COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
Resumo:
A disciplina de Psicologia Organizacional e/ou Comportamento Organizacional vem passando por rápidas transformações no século XXI. De um RH burocrático para o RH estratégico, o desenvolvimento contínuo do homem no trabalho se torna questão fundamental das organizações que prosperam. Atualmente, as organizações apostam no desenvolvimento das virtudes humanas (ex. autoconhecimento, resiliência, empatia, trabalho em equipe, etc) baseadas nos pressupostos da Psicologia Positiva, do Wellness Coaching (Treinamento do Bem-Estar) e da utilização das práticas baseadas no Mindfulness (Atenção Plena) para gerar culturas organizacionais mais saudáveis, colaboradores mais satisfeitos e portanto organizações mais capazes de se adaptarem as continuas mudanças no cenário econômico mundial. Ao ministrar a disciplina "Psicologia Aplicada à Administração" em uma das melhores escolas de negócios do mundo (ranking Financial Times - FT e certificação pela Association to Advance Collegiate Schools of Business - AACSB, entre outras) para estudantes de um curso de Administração de Empresas, podemos refletir sobre o que torna a disciplina cada vez mais relevante para os futuros executivos. De acordo com as pesquisas do psicólogo e prêmio nobel Daniel Kahneman sobre processos de tomada de decisão e também das contribuições dos psicólogos Daniel Goleman, Peter Salovey & John Mayer sobre "inteligência emocional", além das pesquisas do Prof. Armando Ribeiro das Neves Neto sobre "neuromanagement" ou neurociências aplicadas à Administração de Empresas podemos rever sobre o que as áreas de negócios esperam do ensino da disciplina de comportamento organizacional, cada vez mais globalizado e alinhado as tendências mundiais de treinamento de pessoal e desenvolvimento de carreira.


Promoção: Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira - FENPB
                   Conselho Federal de Psicologia - CFP

Fonte: Anais do IV Congresso Brasileiro de Psicologia Ciência e Profissão


Prof Armando Ribeiro grava entrevista para o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo


Prof Armando Ribeiro grava depoimento sobre o pioneirismo do Programa de Avaliação do Estresse do Centro Avançado em Saúde da Beneficência Portuguesa de São Paulo, programa que implantou e coordena desde 2010, no maior complexo hospitalar privado da América Latina. A gravação faz parte da iniciativa do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo denominado "Psicologia. Todo dia, em todo lugar para uma sociedade mais democrática e igualitária", com o objetivo de mapear e dar visibilidade às muitas práticas feitas pelo Estado de São Paulo, mostrando como os diversos campos de atuação de nossa profissão estão fazendo a diferença na sociedade.



Prof Armando Ribeiro grava entrevista para o Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (CRP-SP) nos corredores do IV Congresso Brasileiro de Psicologia: Ciência e Profissão, promovido pelo Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB).

Os opostos se atraem, mas no dia a dia é preciso driblar as diferenças

A ideia dos opostos que se atraem não deve ser levada ao pé da letra

O amor não é uma ciência exata, com regras definidas, nas quais todo mundo se encaixa. As pessoas costumam se apaixonar pelas mais diversas razões –conscientes, como admirar certos perfis, gostos e comportamentos, e inconscientes, que têm a ver com as questões ligadas a modelos de relacionamentos vivenciados nas famílias de origem de cada um. Carências afetivas e personalidades também entram em jogo.
Há, porém, um velho ditado sobre relacionamentos que prega que os opostos costumam se atrair. Por essa lógica, um bagunceiro pode muito bem se encantar por um maníaco por organização; um amante dos esportes tem grandes chances de cair de paixão por alguém que vive com o nariz enfiado nos livros e o que adora madrugar vai perder noites de sono nos braços de um notívago.
Esse conceito, apesar de arraigado, nem sempre deve ser levado ao pé da letra. Não são poucas as circunstâncias em que as pessoas buscam a si mesmas no outro. "Não existem duas pessoas iguais no mundo. As diferenças são normais. A ideia dos opostos que se atraem se explica pela busca de encontrar no outro algo que o complemente, quase sempre um desejo inconsciente de superação. É assim que, por exemplo, uma pessoa muito tímida pode se interessar por alguém extrovertido ou vice-versa", diz a mediadora de conflitos Suely Buriasco, de São Paulo (SP), educadora com MBA em Gestão de Pessoas e autora de "Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois" (Ed. Novo Século).
Para a psicóloga Sandra Monice, do Espaço Triskell de Psicologia e Psicanálise, de São Caetano do Sul (SP), o mito de pessoas totalmente diferentes se atraírem já está enraizado no imaginário popular, mas, se olharmos bem, muitas vezes o que se verifica é que costumamos escolher quem tem muito mais pontos em comum conosco do que divergentes. "Geralmente, o que consideramos o 'oposto' em nossos parceiros podem ser apenas aspectos nossos não desenvolvidos ou não reconhecidos, que relegamos à sombra, e que identificamos no outro de uma forma idealizada", afirma.
De qualquer forma, relacionar-se com alguém muito diferente de nós pode ser sedutor e desafiador no início do romance, quando ambos estão empenhados em mostrar o melhor de si –e também a tolerância, a compreensão, a vontade de aparar as arestas. Com o tempo e a intimidade, aquilo que era encantador pode se transformar em uma série de conflitos se as divergências não forem trabalhadas a dois.
"É necessário lembrar que existirá sempre uma polaridade em cada um, com pontos fortes e fraquezas inerentes à natureza humana. Será a dinâmica da convivência que despertará a possibilidade de juntos vencerem a diferença ou serem vencidos por ela", fala o psicólogo Armando Ribeiro, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Veja, a seguir, algumas dicas dos especialistas para que os opostos possam lidar melhor uns com os outros no dia a dia:
1. Comunicação é tudo em uma relação. Então, é importante se esforçar para se comunicar assertivamente. Antes de defender as suas verdades, escute o que o outro pensa.
2. É importante que cada um consiga perceber seus pontos de conflitos e carências individuais antes de atacar o outro por características que são suas. "Isso permite que o casal negocie soluções salutares para ambos, sem a sensação de que um se beneficia mais do que o outro", explica a psicóloga Cristiane Moraes Pertusi, doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano pela USP (Universidade de São Paulo).
3. Não queira mudar o outro: aceite as diferenças com naturalidade, sem jamais exigir mudanças ou cobrar atitudes que não são próprias do par. Lembre-se que foi assim que você conheceu e se interessou, certo? "Tente enxergar o outro como ele é, não como você gostaria que fosse", fala Sandra Monice.
4. Procure se colocar no lugar do par e tentar perceber como suas próprias manias podem incomodar. Faça também uma análise e pergunte-se: por que o comportamento do outro me incomoda? Será que não estou projetando aspectos meus nessa relação?
5. Jamais espere que alguém complete você. Quando precisamos que isso aconteça, é porque não nos sentimos inteiros, e não será um relacionamento que resolverá isso. 
6.  Cultive o bom humor. Rir das diferenças é muito saudável, une o casal e harmoniza a convivência. "Fazer graça das dificuldades transforma problemas em desafios, sem contar que é uma maneira divertida de se entenderem", fala Suely Buriasco.
7. Desenvolva a empatia. É fundamental para os relacionamentos saudáveis, pois faz com que você compreenda melhor o outro, sua forma de pensar, agir e se manifestar.
8. Quando a admiração pelo outro é privilegiada, releva-se muito mais as diferenças. Manter a atenção naquilo que  gosta faz com que você lide melhor com o que não gosta.
9. "É fundamental estabelecer acordos", afirma Suely. "Nem sempre dá para relevar e conviver bem, pois conflitos são normais. O importante é gerenciar o quanto antes as dificuldades, antes que virem brigas que só desgastam as relações", completa.
10. Respeite a pessoa que você ama. Jamais desconsidere a maneira de ser da pessoa escolhida, principalmente em público. Não a humilhe ou subestime em tempo algum. Se algo incomodar, converse depois num momento reservado.
Fonte: UOL São Paulo

terça-feira, novembro 18, 2014

Estar conectada a si mesma é fundamental para a realização pessoal

  • Viver atarefada demais e sem tempo para os próprios objetivos é como funcionar no piloto automático
Quem volta de férias traz na memória as lembranças de como é bom desacelerar o corpo e a mente. Durante o descanso, a tensão cotidiana dá lugar a um sentimento de leveza e a uma energia sem fim, mas basta o ano começar de verdade para o turbilhão diário de exigências acabar com essa harmonia. O grande problema é que, na correria, as resoluções correm o risco de ficar em segundo plano e até de não saírem nunca do papel. Esse risco aumenta todos os dias que você não se dá conta do rumo que a vida está tomando.

Quem vive atarefada demais e sem tempo para os próprios objetivos acaba funcionando como se estivesse sempre no piloto automático. "É como dirigir um carro com o freio de mão puxado. Você até consegue dar conta das suas tarefas, mas está sempre sem energia, força e motivação. O nível de atenção consciente diminui e, por consequência, cai a qualidade das ações e a percepção das oportunidades que estão ao redor", compara o consultor organizacional Eduardo Shinyashiki, autor do livro "Transforme seus sonhos em vida" (Editora Gente).

Uma vida agitada demais e desconectada dos anseios íntimos e pessoais pode desencadear males emocionais e físicos, de acordo com Armando Ribeiro, psicólogo e coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. "Por conta do ritmo acelerado, o organismo produz um excesso de hormônios que diminuem a imunidade e prejudicam os processos de recuperação corporais, a exemplo da noradrenalina e do cortisol", explica. "Além disso, a situação pode precipitar uma crise no relacionamento com família, amigos e colegas de trabalho", completa o especialista.

Mas não é porque a vida é corrida que você precisa acompanhar esse ritmo frenético. Para promover a mudança interior é preciso aceitar que não dá para abraçar o mundo e começar a trazer mais serenidade à rotina. Quem se desdobra para dar conta de uma agenda de Mulher-Maravilha sempre chega ao fim do dia com a sensação de que não sobrou nada para si mesma. "É muito comum que as mulheres se coloquem sempre em último lugar na lista de prioridades. Se elas marcam a manicure e acontece algum imprevisto com o filho, no trabalho ou em casa, elas desmarcam e vão resolver. O compromisso delas é o primeiro a ser cancelado", aponta o especialista em gerenciamento do tempo e produtividade pessoal, Christian Barbosa.

A longo prazo, o excesso de tarefas e a insistência em ignorar os próprios desejos e necessidades acabam trabalhando contra a produtividade. "Quando percebemos, já estamos cansados demais, completamente desanimados, e deixamos de cumprir a contento as obrigações diárias", conclui.

Dona do seu tempo
Portanto, se a ideia é resgatar a conexão consigo mesma, rever as metas dia a dia e, principalmente, ajustar o curso dos acontecimentos aos seus reais objetivos de vida, criar tempo para refletir e relaxar é essencial. De acordo com Barbosa, a palavra-chave para isso é planejamento. "As pessoas dizem não ter tempo porque, na verdade, não sabem o que têm de fazer. De repente, elas estão perdidas naquele monte de tarefas que se tornaram urgentes e não conseguem se organizar para cumpri-las", aponta.

 "Para começar, anote numa agenda tudo o que deve ser entregue e realizado nos próximos três dias. Planejar-se com antecedência é importante para ter controle sobre a situação e enfrentar a rotina sem tantos sobressaltos", ensina Barbosa.

Feito isto, encaixe no cronograma os compromissos e tarefas ligados à sua própria satisfação. Sem culpa e sem medo de ser feliz. Vale incluir o passeio no shopping, a visita ao salão de beleza, o almoço com as amigas, o jantar romântico com o parceiro e até o tempo para brincar com os filhos. Afinal, até para se realizar pessoalmente você precisará de um mínimo de organização. "Se a meta deste ano é emagrecer, por exemplo, abra espaço na agenda para ir à academia. Quem quer ganhar mais dinheiro, por outro lado, terá de reservar tempo para assumir trabalho extra", sugere.

E mesmo nos dias mais difíceis, dê um jeito de escapar da correria para respirar e se refazer, nem que seja por cinco minutos. Muitas vezes, basta ouvir uma música que você adora, almoçar em um lugar bem gostoso ou caminhar por cinco minutos num lugar tranquilo. Tudo isso reduz o impacto do estresse no organismo, permitindo que você enfrente o resto do dia de forma mais leve e sem perder de vista o que realmente importa. "Quando tomamos consciência do que queremos e do que é preciso fazer para atingir nossos objetivos, retomamos as rédeas da nossa vida. Quem não faz essas reavaliações constantes acaba deixando os rumos da sua existência nas mãos dos outros, ou seja, permite que os eventos e o contexto externo influenciem demais em sua vida íntima", alerta Eduardo Shinyashiki.

Fonte: UOL São Paulo

Saber como e quando desacelerar a rotina é fundamental ao bem-estar

  • Pisar no freio não é fácil, mas quem consegue costuma ser mais feliz e tolerante
Pare para pensar quantas vezes, nos últimos tempos, você disse as frases "Estou sem tempo" ou "Ando cansado demais". Se chegou à conclusão de que foram muitas, cuidado! Pode ser uma falha no gerenciamento das tarefas cotidianas, consequência direta de uma vida acelerada, que leva ao desgaste físico e mental. 
"O tempo já foi nosso amigo, mas a multiplicidade de atividades, possibilidades e deveres cresceram. Vivemos um momento com mais com mais obrigações e responsabilidades", atesta o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Para ele, smartphones, tablets e computadores portáteis, que deveriam trabalhar a favor de quem busca eficiência e praticidade, acabaram fazendo o contrário. "Ao invés de terem a rotina facilitada pela tecnologia, algumas pessoas deixam de enxergar com clareza os limites entre a vida profissional e a pessoal", acrescenta. 
 
E tem mais: estar extremamente ocupado é uma condição que a nossa sociedade valoriza e à qual se atribui até um status desejável. "As pessoas com tempo livre acabam sendo menos prestigiadas e podem até ser vistas com preconceito pelas demais", afirma a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR). Assim, as pessoas se sentem encorajadas a correr constantemente contra o tempo, na ânsia de cumprir mais e mais tarefas diariamente.
 
Essa prática, no entanto, faz o corpo perecer. Aparecem as dores musculares decorrentes da tensão, dores de cabeça, problemas com o sono, males gastrointestinais e taquicardia. O emocional também sofre e crescem as chances de desenvolver quadros de ansiedade, angústia, culpa e frustração. "Numa tentativa de sobreviver ao estresse crônico, buscamos pequenos prazeres imediatos: comer, comprar, ingerir bebidas alcoólicas. Só que esses comportamentos só servem para mascarar o desequilíbrio e para agravar ainda mais os problemas de saúde e o mal-estar", destaca Ribeiro. 
 
Para desacelerar sem perder o pé da realidade a chave é planejar. "É muito comum que as pessoas estabeleçam uma lista de tarefas para o dia sem levar em conta interrupções comuns, como deslocamentos e trânsito. Dessa forma, elas nunca conseguem cumprir tudo o que planejaram para o dia e terminam frustradas", analisa Ana Maria. A partir de um planejamento mais realista, organizado por ordem de prioridade, é possível focar um problema de cada vez, aumentar a eficiência em cada tarefa e, o melhor: desfrutar de algum tempo livre depois. 

Atividades que transformam
 
Quem se mantém na contramão desse movimento superacelerado costuma ser mais feliz e tolerante. Por outro lado, pisar no freio no mundo exigente de hoje não é tarefa das mais fáceis. Uma boa pedida é incorporar à rotina práticas que ajudam a restabelecer a tranquilidade, como ioga, por exemplo. "O principal benefício da ioga é aquietar a mente e fazer o praticante voltar sua atenção ao momento presente", explica Marcia De Luca, especialista em ioga, meditação e ayurveda. Segundo ela, as linhagens que enfatizam este aspecto são a Hatha, a Bhakti  e a Kundalini Ioga. 
 
Outro caminho para acalmar os pensamentos, a meditação pode ser feita em um ambiente calmo e silencioso, em casa mesmo. "Pode-se ainda aromatizar o local com óleo essencial de lavanda, para ajudar a relaxar", sugere Marcia. Feito isto, sente-se com a postura ereta e os olhos fechados. "Durante cinco minutos, inspire em quatro tempos e expire da mesma maneira. O pensamento deve estar voltado apenas para a respiração", ensina. No começo, é quase impossível evitar que uma avalanche de ideias tente impedir a mente de serenar. Porém, com tempo e perseverança, vai ficando cada vez mais fácil. "Depois de treinar por vintes dias seguidos, comece a aumentar o período de meditação gradativamente", aconselha a especialista. 
 
A importância da respiração
 
Se você não tiver nem mesmo esse tempinho, um cuidado extra com a respiração já ajuda a aliviar a pressão. "É preciso se perguntar, repetidamente, se a respiração está correta. Existe comprovação científica de que acalmar o ritmo em que respiramos tranquiliza a mente", diz Márcia. "Uma vez que nos tornamos conscientes da respiração, revertemos a produção dos hormônios do estresse e potencializamos a capacidade de recuperação do corpo e da mente", afirma completa Ribeiro.
 
Aos poucos, os comportamentos que colaboram na diminuição do estresse e da correria vão se cristalizando e se tornando hábitos. "Não existe milagre. É preciso dar tempo ao tempo e ter força de vontade para mudar o ritmo de vida, mas vale a pena. Ao final do processo, a recompensa virá em forma de um bem-estar sem igual", finaliza a psicóloga.

Fonte: UOL São Paulo

Pesquisa sugere que ansiedade acelera o envelhecimento

Ai, meus cabelos brancos


A ansiedade tem sido tema de diversas pesquisas. Uma delas, feita pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, sugere que a ansiedade pode envelhecer. O psiquiatra Elko Perissinotti, vice-diretor do Hospital-Dia do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, em São Paulo, explica que esse estudo foi realizado somente com mulheres, na faixa etária entre 42 e 69 anos. 

Os pesquisadores observaram que os telômeros dos cromossomos tornavam-se encurtados nos estados de ansiedade caracterizados como doença ou transtorno, ou seja, quadros de ansiedade de longa duração (meses ou anos), como os de pânico, fobia social, ansiedade generalizada, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do estresse pós-traumático, entre outros. 

“Telômeros encurtados são encontrados nos estados de envelhecimento, daí a hipótese sugestiva de que a ansiedade pode provocar o envelhecimento. Esse estudo sugere ao mundo científico que muitas outras pesquisas devem ser feitas para que esse fato se torne uma evidência médica”, explica Perissinotti. 

O psiquiatra diz que parece haver uma sintomatologia ansiosa com algumas diferenças entre homens e mulheres e o tratamento talvez tenha pequenas direções diferentes. Ele lembra que o equilíbrio ou desequilíbrio hormonal das mulheres tem importância capital nos processos ansiosos e depressivos. “O número de mulheres com doenças do espectro ansioso tem aumentado, e temos uma proporção aproximada de 3 a 4 mulheres para cada homem com o transtorno”, afirma. 

Além do fator hormonal, o psiquiatra explica que a mulher moderna é alvo fácil para o estresse altamente devastador. “Esse estresse, além de forte gatilho disparador de ansiedade e depressão, é também potente destruidor de órgãos, aparelhos e sistemas do corpo humano. Não seria surpresa, portanto, com toda essa parafernália de efeitos nocivos envelhecermos precocemente.” 

Armando Ribeiro, psicólogo e coordenado do Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, ressalta que as mulheres têm sim uma prevalência maior de transtornos ansiosos, mas o problema pode afetar todos os gêneros e também diferentes faixas etárias, de crianças a idosos. 

Ainda de acordo com Ribeiro, os recentes estudos vêm comprovando que a ansiedade excessiva pode desequilibrar o organismo por meio da produção exagerada de hormônios do estresse responsáveis pela ativação dos mecanismos de sobrevivência que, quando utilizados por um longo tempo, interferem negativamente no funcionamento do sistema imunológico, por exemplo, tornando a pessoa mais suscetível às infecções e estimulando a formação de radicais livres nas células, o que contribui para um envelhecimento precoce de todo o organismo. 

O especialista conta que, segundo o estudo “São Paulo Megacity”, a ansiedade é o transtorno mental mais comum na Grande São Paulo, com prevalência de 19,9% da população. “Outro dado deste estudo populacional foi revelar que, apesar de São Paulo ter uma prevalência maior de transtornos mentais em relação a outras cidades do mundo que participaram da mesma pesquisa, apenas um terço dos brasileiros com transtornos graves recebeu tratamento nos 12 meses anteriores às entrevistas.” 

Ribeiro afirma que é preciso lembrar que os estados crônicos de ansiedade e de estresse também modificam o estilo de vida, tornando as pessoas mais sedentárias e com predileção por uma alimentação baseada em excesso de carboidratos refinados, gorduras ruins, entre outros. 

Efeitos no corpo e na mente 

O psicólogo Armando Ribeiro diz que a ansiedade é uma emoção complexa que sinaliza para o corpo que estamos sob ameaça. Qualquer sinal de perigo (real ou imaginário) vai ser percebido e interpretado por nossa mente, preparando nosso corpo para lutar ou fugir. 

A psicóloga Mara Lúcia Madureira explica que reconhecer ou imaginar uma situação ameaçadora ativa o sistema nervoso autônomo, que libera catecolaminas (adrenalina e noradrenalina), substâncias responsáveis por alterações fisiológicas. “Enquanto circulam no organismo, as catecolaminas informam o sistema nervoso autônomo da persistência do perigo e viabilizam os recursos para lidar com a situação. Quando o perigo se dissipa, o ciclo das catecolaminas é interrompido e se restabelece o equilíbrio do organismo.” 

Mara afirma que muitas pessoas experimentam um desconforto crônico e não conseguem evitar a sensação de inquietação generalizada e recorrente, porque mantêm pensamentos geradores de ansiedade. “As consequências são estresse, insônia, dores musculares, inquietação, agitação, medo, insegurança e um sem-fim de sintomas.” 

Elko Perissinotti diz que todos têm ou passam por algumas fases com algum grau de ansiedade. “Ocorre que tornamos essa ansiedade patológica, nociva no momento em que nos obrigamos a uma tresloucada luta pelo poder e pelo dinheiro. Nossa alimentação torna-se de péssima qualidade, sacrificamos algumas horas de nosso sono fisiológico, desenvolvemos ideias fixas de altas e inesgotáveis ambições (como o consumo desenfreado, muito além dos nossos limites). 

Diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemias (colesterol e triglicérides), síndrome metabólica, riscos de infartos e derrames precoces são possibilidades que passam a nos assombrar constantemente, e em qualquer idade”, ressalta o psiquiatra. 

Embora a ansiedade possa ser a causa de algumas irregularidades no organismo, Perissinotti diz que ela só é considerada um distúrbio quando tornada doença, ou seja, quando leva a um contínuo e incapacitante sofrimento. Para Ribeiro, a ansiedade pode ser uma emoção comum, mas também assumir uma forma patológica. “Quando a ansiedade normal se transforma em um transtorno com sofrimento excessivo, é necessário o diagnóstico e tratamento por profissionais da saúde especializados”, recomenda. 


Sintomas e tratamento:



:: Preocupação excessiva, tensão crônica, medos exagerados, sensação de que algo ruim vai acontecer, suor, palpitação, tremores, sensação de respiração curta ou sufocada, dor ou desconforto no peito, náusea ou mal-estar abdominal, sensação de tontura ou desmaio, medo de perder o controle, medo de morrer, sensação de formigamento, arrepios ou ondas de calor são alguns dos sintomas da ansiedade, segundo Armando Ribeiro: 

:: O psicólogo diz que a ansiedade é resultado de alterações químicas no cérebro, mas tem forte associação com questões ambientais e estilo de vida. “O tratamento ideal deve ser baseado em um diagnóstico adequado por profissional capacitado. Somente após o diagnóstico é que o tratamento deverá ser indicado” 

:: A psicóloga Mara Lúcia Madureira explica que o tratamento da ansiedade é basicamente feito com terapia cognitivo-comportamental. Em alguns casos, é necessário a combinação das terapias farmacológicas, com prescrição médica e psicoterapia comportamental 

:: “O tratamento consiste na aquisição de técnicas de controle de ansiedade como treino de relaxamento muscular progressivo e de habilidades sociais, aquisição da capacidade para reavaliar situações ansiogênicas em condições mais favoráveis e exposição gradual às situações fóbicas. As técnicas de relaxamento e redução da ansiedade induzem a atuação do sistema nervoso parassimpático e levam o organismo a um estado de conforto e bem-estar”, afirma.

Fonte: Diário da Região

segunda-feira, novembro 17, 2014

Prof Armando Ribeiro apresenta sobre Mindfulness no 2º Congresso Brasileiro de Resiliência

Prof Armando Ribeiro foi um dos palestrantes convidados para o 2º Congresso Brasileiro de Resiliência, promovido pela SOBRARE - Sociedade Brasileira de Resiliência, realizado no auditório Armando Bogus do complexo educacional Marista Arquidiocesano de São Paulo.

Prof Armando Ribeiro apresentou o tema "Mindfulness, Relaxamento e Prevenção do Estresse em escolas, organizações e hospitais". Prof Armando Ribeiro é um dos pioneiros do estudo das Práticas Integrativas e Complementares (PIC) no campo da Psicologia e Saúde Mental.


Prof Armando Ribeiro foi apresentado pelo Dr George Barbosa, presidente do 2º Congresso Brasileiro de Resiliência.


Resiliência através das práticas meditativas, técnicas de respiração e de relaxamento. 2o Congresso Brasileiro de Resiliência.


Resiliência. O que aprendemos na Harvard Medical School sobre ensinar resiliência aos nossos pacientes e profissionais de saúde através de hospitais e comunidades resilientes...


Prevenir eventos infantis adversos e tratar traumas infantis são ações fundamentais para a construção de uma sociedade mais resiliente e que floresce!!! Palestra no 2o Congresso Brasileiro de Resiliência.


Práticas meditativas na Psicologia... Oportunidades e desafios!

Se ensinarmos nossas crianças a praticarem exercícios de meditação, de atenção plena e habilidades socioemocionais... Tornaremos as gerações futuras mais resilientes e emocionalmente prósperas!!!

domingo, novembro 16, 2014

Aprenda a lidar com as notícias ruins sem se isolar da realidade

A mente não distingue o estresse de situações reais ou imaginárias, portanto aprofundar-se nos detalhes de uma tragédia custa caro à saúde

Acompanhar o noticiário para saber o que acontece no mundo é mais do que natural, mas se aprofundar nos detalhes de crimes violentos, guerras, desastres naturais e inúmeras outras tragédias pode custar caro à saúde. "A mente não distingue o estresse das situações reais ou imaginárias" explica o psicólogo Armando Ribeiro, coordenador do Programa de Avaliação do Estresse do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo. Portanto, assistindo a esse tipo de cena, potencialmente estimulamos a produção dos hormônios do estresse, mesmo se estivermos em segurança, dentro de casa.

Alguns destes hormônios são o cortisol e a noradrenalina que, uma vez liberados, provocam o aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da tensão muscular, deixando todo o corpo em estado de alerta. 

Segundo o especialista, quanto maior for a referência à realidade de quem assiste, maior o potencial de determinada notícia de provocar estresse. Um crime ocorrido na própria cidade ou acidentes semelhantes a situações já vivenciadas, por exemplo, têm mais poder de desestabilizar emocionalmente. "Nossa realidade é formada a partir das informações que coletamos ao nosso redor e interpretada individualmente. Se fontes diferentes passam a descrever um panorama de terror, nossa mente toma esse cenário como verdade absoluta. Em consequência, o corpo vai tentar se adaptar ao mundo como ele é percebido subjetivamente", explica Ribeiro. 

De acordo com a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente do braço nacional da entidade International Stress Management Association (ISMA BR), pessoas mais sensíveis podem até desenvolver transtorno do estresse pós-traumático só por acompanharem a cobertura de uma tragédia pela mídia. "Esse transtorno é diagnosticado quando, mesmo alguns dias após o contato com o acontecimento, a pessoa não consegue executar suas tarefas cotidianas e apresenta dificuldades para dormir, sente dores musculares ou vontade de chorar sem motivo", esclarece.

Consuma com moderação

Por outro lado, por mais desconfortante que seja viver em meio a um cenário de caos e sensação crescente de violência, como acontece nos grandes centros urbanos, tornar-se alheio a tudo o que é noticiado ou banalizar as tragédias não são a melhor atitude. "Tentar sofrer menos é o princípio de qualquer desequilíbrio emocional", acredita o psiquiatra José Toufic Thomé, vice-presidente do grupo de intervenção em desastres e crises da Associação Mundial de Psiquiatria.

Para ele, quem tenta tapar o sol com a peneira apenas adia o dissabor e poderá adoecer mais adiante, por não ter lidado com a realidade como ela é. "Agora, se eu tenho a consciência do que sinto e dou nome àquele sentimento, consigo colocar para fora, em vez de reprimir uma ansiedade que, a médio e longo prazos, pode virar angústia", defende. 

Felizmente, é possível lançar mão de estratégias que ajudam a minimizar os impactos das notícias ruins. Uma delas é escolher veículos de comunicação sem apelo sensacionalista para se inteirar. "Parte da mídia abusa do medo para vender suas matérias", diz Armando Ribeiro. Além disso, é interessante considerar que notícias que trazem imagens são muito mais impressionantes do que as veiculadas no rádio, por exemplo.

"O estímulo visual é o pior de todos e o mais difícil de esquecer. Por isto, quem já sabe que é facilmente impressionável deve evitar assistir vídeos que mostram tragédias", recomenda Ana Maria Rossi. Por fim, deixe para se atualizar sobre os acontecimentos no começo do dia e reserve o final da tarde e a noite para práticas relaxantes, que promovem um sono tranquilo. "Uma ótima ideia é substituir o hábito de acompanhar o noticiário da noite por uma leitura de poesia, romance ou filosofia, pela prática de um hobby ou por uns minutos de meditação", sugere Ribeiro.

Fonte: UOL São Paulo